HPV: Brasil supera média global de vacinação, mas adesão ainda é baixa Ouvir 28 de agosto de 2025 Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil superou a média global de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV). A cobertura vacinal em meninas de 9 a 14 anos atingiu 82%, enquanto a média no mundo é de 12%. No entanto, a imunização de adolescentes mais velhos, com idades entre 15 e 19 anos, ainda é um desafio. Em 2024, a pasta identificou que 7 milhões de jovens mais velhos – incluindo meninos – não tinham se vacinado contra o HPV. Em fevereiro desse ano, em uma tentativa de contornar a situação, foi lançada uma campanha de resgate vacinal para esse público-alvo, visando imunizar 2,95 milhões jovens de 121 municípios com menor adesão à vacina. Mesmo assim, até a última quinta-feira (21/8), somente 106 mil adolescentes 15 e 19 anos tinham recebido a proteção contra o vírus causador de diversos tipos de câncer, como o de colo do útero. São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os estados com o maior número de não imunizados. São aproximadamente 520 mil adolescentes somente entre os cariocas. Comunicação e informação Segundo o pediatra Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a melhor estratégia para atingir esse público-alvo é levar o recado de que a vacina pode evitar doenças graves, como o câncer de colo de útero. “A gente tem que insistir mais em mecanismos, em ferramentas de comunicação que atinjam esses jovens”, explica Cunha, em entrevista à Agência Brasil. 3 imagensFechar modal.1 de 3 HPV – A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das mais incidentes e pode ser prevenida com vacina. Ela leva ao aparecimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens e mulheres. A textura dessas alterações pode ser suave ou rugosa, com coloração que varia de acordo com o tom de pele. Elas não causam dor, mas são contagiosas Getty Images2 de 3 Sintomas podem ser silenciosos e melhor forma de prevenção do HPV é evitar o contágio e usar a vacina Getty Images3 de 3 HPV: 1 a cada 3 homens está infectado, diz estudo e a infecção também traz riscos à saúde deles, aumentando risco de câncer de pênis e ânus, por exemplo Getty Images Dados de uma pesquisa da Fundação do Câncer revelam que 26 a 37% dos jovens consultados não tinham conhecimento que o imunizante contra o HPV previne contra doenças como o câncer do colo do útero. Já entre os pais e responsáveis, eram 17%. Cunha defende que a extensão dos horários de vacinação nos postos de saúde e a presença de profissionais capacitados para tirar dúvidas nos locais de imunização podem ser medidas eficazes para conseguir o resgate vacinal dos mais velhos. Importância da vacina De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer de colo de útero. Estima-se que no triênio de 2023-2025, 17 mil novos casos serão identificados no Brasil. Outros tipos de câncer, como de ânus, pênis, garganta e pescoço, além de casos de verrugas genitais, também podem ser causados pelo vírus que atinge homens e mulheres. O HPV é transmitido principalmente por meio de relações sexuais. Por isso, a estratégia é realizar a cobertura vacinal em crianças e jovens antes do início da vida sexual, entre os 9 e 14 anos. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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