Implante na medula ajuda homem com Parkinson avançado a voltar a andar Ouvir 6 de novembro de 2023 O francês Marc Gauthier, 63 anos, diagnosticado com Parkinson avançado, conseguiu caminhar novamente com fluidez e estabilidade após receber um implante na medula espinhal. Andar sem cair era algo que ele não conseguia fazer desde que a doença evoluiu. Mark sofre as consequências do Parkinson desde os 36 anos de idade. A tecnologia experimental foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Lausanne (EPFL). O resultado foi publicado na revista Nature Medicine nesta segunda-feira (6/11). O dispositivo é implantado na região lombar, sobre a medula espinhal lombossacral. Ele estimula a área com pulsos elétricos que ativam os circuitos neurais disfuncionais das pernas e foi implantado no Hospital Universitário de Lausanne (CHUV), na Suíça. Para o experimento, os cientistas personalizaram os estímulos colocando sensores nos pés e pernas de Marc, e demonstrou-se que o equipamento melhora a marcha. A mesma técnica é usada também de forma experimental em pessoas com paralisia provocadas por lesões na medula espinhal. Elas conseguiram ficar de pé sozinhas e caminhar por curtas distâncias. Marc conta, em entrevista ao site da universidade, que liga o dispositivo oito horas por dia, e desliga quando vai ficar sentado por muito tempo ou está indo dormir. “Ele me permite andar melhor e ficar estável. Agora, não tenho medo nem das escadas mais. Todo domingo eu vou ao lago e caminho por seis quilômetros. É incrível”, afirma. Leia também Saúde Parkinson: quais são os primeiros sinais da doença que acomete Suplicy Saúde Problemas intestinais podem ser indicativo de Parkinson, aponta estudo Saúde Exercícios físicos podem amenizar dores do Parkinson, aponta pesquisa Saúde Ondas cerebrais podem indicar declínio cognitivo no Parkinson. Entenda “Não existem terapias para resolver os graves problemas de marcha que ocorrem em uma fase posterior do Parkinson, por isso é impressionante vê-lo andar”, afirma a neurocirurgiã da EPFL e principal autora do artigo, Jocelyne Bloch, à revista Nature Medicine. Os médicos envolvidos no estudo acreditam que a tecnologia poderia ser usada de forma mais ampla em pacientes diagnosticados com Parkinson avançado que sofrem com problemas de mobilidade. “Acreditamos firmemente que muitos indivíduos poderiam se beneficiar desta terapia”, afirma o médico Grégoire Courtine, professor de neurociência no EPFL, na Universidade de Lausanne e no CHUV, em entrevista à agência Reuters. 3 Cards_Galeria_de_Fotos (2) Parkinson é uma doença neurológica caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios responsáveis pela produção de dopamina KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images *****Foto-mao-tremendo.jpg Esse processo degenerativo das células nervosas pode afetar diferentes partes do cérebro e, como consequência, gerar sintomas como tremores involuntários, perda da coordenação motora e rigidez muscular Elizabeth Fernandez/ Getty Images *****Foto-enfermeira-ajudando-mulher-a-levantar-de-poltrona.jpg Outros sintomas da doença são lentidão, contração muscular, movimentos involuntários e instabilidade da postura izusek/ Getty Images *****Foto-idoso-sentado-comendo.jpg Em casos avançados, a doença também impede a produção de acetilcolina, neurotransmissor que regula a memória, aprendizado e o sono SimpleImages/ Getty Images *****Foto-mulher-ruiva-sentada-em-uma-cadeira-de-rodas.jpg Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de a doença ser conhecida por acometer pessoas idosas, cerca de 10% a 15% dos pacientes diagnosticados têm menos de 50 anos Ilya Ginzburg / EyeEm/ Getty Images *****Foto-maos-sobre-as-outras.jpg Não se sabe ao certo o que causa o Parkinson, mas, quando ocorre em jovens, é comum que tenha relação genética. Neste caso, os sintomas progridem mais lentamente, e há uma maior preservação cognitiva e de expectativa de vida Visoot Uthairam/ Getty Images *****Foto-pessoa-fazendo-tomografia.jpg O diagnóstico é médico e exige uma série de exames, tais como: tomografia cerebral e ressonância magnética. Para pacientes sem sintomas, recomenda-se a realização de tomografia computadorizada para verificar a quantidade de dopamina no cérebro JohnnyGreig/ Getty Images *****Foto-pessoas-olhando-o-raio-x-de-um-cranio.jpg O Parkinson não tem cura, mas o tratamento pode diminuir a progressão dos sintomas e ajudar na qualidade de vida. Além de remédio, é necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Em alguns casos, há possibilidade de cirurgia no cérebro Andriy Onufriyenko/ Getty Images Voltar Progredir 0 Parkinson O Parkinson é uma doença neurológica degenerativa que afeta os movimentos dos pacientes. Os sintomas mais marcantes são os tremores, lentidão para executar movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita. A progressão da doença é muito variável para cada paciente. Em geral, ela segue um curso lento, regular e sem mudanças dramáticas, segundo a Associação Brasil Parkinson. Os pesquisadores esperam fazer novos testes do equipamento com outros seis pacientes em 2024. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Posso comer pipoca todos os dias? Nutricionista esclarece benefícios 14 de julho de 2024 A pipoca, além de ser um lanche saboroso e popular, oferece diversos benefícios para a saúde quando consumida de forma adequada. Rica em fibras, antioxidantes e com poucas calorias, ela pode ser uma aliada em uma dieta equilibrada. A nutricionista Lorrane Pienaro do Conselho Regional de Nutricionistas da 1ª Região… Read More
Notícias Beber chá verde todos os dias pode ajudar na prevenção da demência 15 de janeiro de 2025 Beber chá verde diariamente pode ser uma maneira simples de reduzir o risco de lesões cerebrais associadas à demência, segundo um estudo realizado por pesquisadores de instituições do Japão. A pesquisa, publicada no npj Science of Food em 7 de janeiro, foi realizada a partir da análise de dados de… Read More
Vitamina D pode ajudar no tratamento de doença crônica do fígado 28 de julho de 2025 A vitamina D, mais conhecida por seu papel na saúde dos ossos, pode também ter um efeito protetor importante sobre o fígado. Um estudo recente da Universidade Nacional de Chungnam, na Coreia do Sul, mostrou que o suplemento reduz os danos provocados pela doença hepática crônica (DHC) ao ativar uma… Read More