Infecção simples causa choque tóxico e mulher tem 4 membros amputados Ouvir 20 de novembro de 2025 No início de agosto, Jane Haley, de 41 anos, contadora em Alberta, Canadá, notou uma dor na mandíbula e na bochecha, seguida de um inchaço no pescoço. Um mês antes, Jane teve faringite, se tratou com antibióticos e pensou que os novos sintomas eram decorrência de alguma pequena inflamação na garganta. Em 24 de agosto, porém, as novas queixas persistiram e evoluíram rapidamente. A jovem procurou ajuda médica e foi orientada a chamar uma ambulância, já que sua pressão arterial e frequência cardíaca pareciam estar comprometidas. Leia também São Paulo Pesquisadores da Unesp usam bactérias para gerar eletricidade. Entenda Saúde Massas instantâneas contaminadas por bactéria matam 6 pessoas nos EUA Distrito Federal Superbactéria: veja o estado de saúde de pacientes em hospital do DF Distrito Federal Bactéria multirresistente se espalha em UTI do Hospital da Criança No hospital, a contadora foi internada em estado grave, sedada e colocada em coma induzido. Os médicos identificaram uma infecção por Streptococcus grupo A (bactérias comumente encontradas na garganta e na pele) que evoluiu para uma forma de síndrome de choque tóxico séptico — condição crítica em que toxinas bacterianas provocam inflamação sistêmica, falência de múltiplos órgãos e risco de morte. A infecção causou necrose extensa dos tecidos periféricos: mão e pés ficaram escurecidos, com aparência apodrecida e grandes buracos que indicavam destruição tecidual, o que levou os médicos a recomendar a amputação das quatro extremidades. Primeiro as mãos e depois as pernas, do joelho para baixo. A partir desse momento, Jane precisou enfrentar uma nova realidade. Atualmente, ela passa por adaptações físicas, uso de prótese, fisioterapia e acompanhamento psicológico por conta do impacto físico e emocional. Apesar da gravidade, a jovem diz que está bem e que o que aconteceu com ela “poderia acontecer com qualquer pessoa”, reforçando que a aparente dor simples que sentiu em agosto era o início de algo muito maior. O que é a síndrome de choque tóxico séptico? A síndrome do choque tóxico é um quadro grave e de evolução rápida, caracterizado por febre alta, erupção cutânea, pressão arterial perigosamente baixa e falência de múltiplos órgãos, provocado por toxinas produzidas por bactérias como Staphylococcus aureus ou Streptococcus grupo A. As toxinas liberadas são as responsáveis pela síndrome, que pode surgir a partir de uma ferida infectada, infecção de pele, uso de absorventes internos superabsorventes ou infecção pós-cirúrgica. Sintomas da síndrome do choque tóxico Febre alta súbita. Pressão arterial baixa. Funcionamento comprometido de órgãos como rins, fígado, coração e pulmões (falência de órgãos). Erupção cutânea extensa (semelhante a queimadura de sol), incluindo palmas das mãos e solas dos pés. Descamação da pele. Inchaço (edema). Dor de garganta. Olhos vermelhos. Diarreia. Dores musculares. Confusão mental e, em alguns casos, delírio. Hoje, Jane e sua rede de apoio criaram uma campanha no site GoFundMe para arrecadar recursos destinados à reabilitação, próteses, adaptações domiciliares e cuidados de saúde mental. Ela, que antes praticava atividades ao ar livre como trilhas, stand-up paddle e outros esportes, precisa agora reinventar seu dia a dia com resiliência. A história, ao mesmo tempo trágica e inspiradora, serve como lembrete de que infecções aparentemente banais podem evoluir de forma fulminante. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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