Ministério da Saúde amplia triagem de autismo em crianças no SUS Ouvir 19 de setembro de 2025 O Ministério da Saúde anunciou a criação de uma nova linha de cuidado para crianças com transtorno do espectro autista (TEA). A principal orientação é que todas as crianças entre 16 a 30 meses de idade sejam avaliadas quanto a sinais do espectro durante as consultas de rotina na atenção primária. O objetivo é identificar precocemente alterações no desenvolvimento e oferecer estímulos e terapias antes mesmo da confirmação do diagnóstico. Causas do transtorno do espectro autista Segundo o manual MSD, as causas específicas do transtorno do espectro autista não são completamente compreendidas, embora estejam frequentemente relacionadas a fatores genéticos. No caso de pais com um filho com TEA, a chance de ter outro filho com o transtorno fica em torno de 3% a 10%. Diversas anomalias genéticas, como a síndrome do X frágil, o complexo da esclerose tuberosa e a síndrome de Down podem estar associados ao TEA. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1% da população brasileira vive com TEA, e 71% dessas pessoas apresentam também outras condições, o que aumenta a necessidade de uma rede de atenção estruturada. Testes e apoio às famílias O teste de triagem M-Chat já está disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a nova diretriz, ele passa a ser aplicado de forma universal nas consultas de rotina. Caso haja sinais de autismo, os profissionais poderão orientar as famílias e iniciar estímulos adequados, previstos no Guia de Intervenção Precoce que será atualizado pelo ministério. Leia também Saúde Estudo sobre autismo identifica 4 subtipos diferentes do transtorno Saúde Terapias complementares não funcionam para autismo, afirma estudo Saúde Por que algumas pessoas com autismo andam de forma diferente? Saúde Autismo: especialista alerta para importância do diagnóstico precoce A estratégia também reforça o Projeto Terapêutico Singular (PTS), que garante um plano de tratamento individualizado elaborado por equipes multiprofissionais em conjunto com as famílias. “A principal recomendação da nova linha é garantir as intervenções mais precoces possíveis, sem a necessidade de esperar o fechamento do diagnóstico, para estimular o desenvolvimento das crianças e apoiar suas famílias”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 2 imagensFechar modal.1 de 2 O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um pacote de ações voltadas às pessoas com deficiência Walterson Rosa/Divulgação/Ministério da Saúde2 de 2 Ministério da Saúde lança a nova linha de cuidado para Transtorno do Espectro Autista (TEA). Walterson Rosa/Divulgação/Ministério da Saúde Expansão da rede de reabilitação O ministério também anunciou um investimento de R$ 72 milhões para ampliar a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Serão 71 novos serviços em 18 estados e no Distrito Federal, incluindo a habilitação de 23 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e custeio adicional para outros 33 já em funcionamento. Também foram autorizados veículos adaptados para transporte sanitário e ampliações em unidades existentes. O Novo PAC Saúde complementará a iniciativa, com a construção de 53 novos CERs em 14 estados. O novo modelo arquitetônico prevê espaços como jardins terapêuticos e salas multissensoriais voltadas para crianças e adultos com TEA. Para o ministro, a medida reforça o papel central da atenção primária e dos CERs. “É fundamental fortalecer esses serviços, porque eles são os mais adequados e preparados para cuidar das pessoas com deficiência”, disse. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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