Mulher confunde sintoma de câncer de mama com reação do corpo à gripe Ouvir 17 de junho de 2024 A inglesa Kelly Bawcombe, de 39 anos, ignorou os primeiros sinais de um câncer de mama raro e agressivo. Por não desconfiar que a doença poderia acometer pessoas jovens como ela, Kelly acreditou que o caroço do tamanho de uma semente de uva que apareceu na axila dela era apenas um gânglio inchado devido. Leia também Saúde Câncer de mama: médicos decidem antecipar em 10 anos rastreio nos EUA Saúde Americana descobre câncer de mama enquanto amamentava o filho Saúde Cientistas descobrem como câncer de mama hiberna e foge do tratamento Celebridades Atriz de X-Men: Apocalipse, Olivia Munn revela câncer de mama A jovem mãe achou que o caroço era consequência de uma “gripezinha”, que teria aumentado os linfonodos, e decidiu apenas tomar algumas vitaminas para se fortalecer. “Decidi tomar um pouco de vitamina C e vitamina D para o caso de estar doente. Achei que o inchaço iria simplesmente sumir. Duas semanas depois cresceu até ficar do tamanho de uma bola de gude”, lembrou Kelly, em entrevista ao jornal Daily Mail. O crescimento do caroço levou Kelly a buscar uma avaliação médica. Dois dias depois da consulta, veio a confirmação de que ela tinha um câncer de mama particularmente raro e agressivo, o triplo negativo. 2 imagens Fechar modal. 1 de 2 Kelly teve um câncer do tipo triplo negativo Reprodução/Facebook/kelly.koster.1 2 de 2 Ela já fez sessões de quimio e radioterapia, mas segue em tratamento Reprodução/Facebook/kelly.koster.1 Subtipo agressivo O câncer de mama tem quatro subtipos, mas apenas três podem ser identificados em exames laboratoriais. São os que reagem à exposição aos diferentes hormônios femininos. O tipo dela é o mais raro: corresponde a apenas 10% dos diagnósticos de câncer de mama. Não se sabe as causas para o surgimento do subtipo triplo negativo, mas já é aceito que fatores genéticos estão relacionados ao surgimento da doença. A família de Kelly, no entanto, não tinha histórico de câncer de mama, que justificasse uma maior preocupação dela com a doença. O câncer que ela teve é mais comum em mulheres jovens e progride rápido. Kelly já passou por três ciclos de quimioterapia e radioterapia e deve iniciar um tratamento de imunoterapia para combater o tumor. “Estou me aproximando de um estágio onde não será mais possível viver sem o câncer, mas quero me manter viva o quanto puder, controlando os sintomas para poder ver a minha filha crescer”, afirma. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! 16 imagens Fechar modal. 1 de 16 Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homens Sakan Piriyapongsak / EyeEm/ Getty Images 2 de 16 Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico Science Photo Library – ROGER HARRIS/ Getty Images 3 de 16 Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos Jupiterimages/ Getty Images 4 de 16 Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira wera Rodsawang/ Getty Images 5 de 16 Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas Boy_Anupong/ Getty Images 6 de 16 O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada Annette Bunch/ Getty Images 7 de 16 Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seios Metrópoles 8 de 16 A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direito Metrópoles 9 de 16 A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido Saran Sinsaward / EyeEm/ Getty Images 10 de 16 Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamas FG Trade/ Getty Images 11 de 16 Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doença AlexanderFord/ Getty Images 12 de 16 O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images 13 de 16 De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade andresr/ Getty Images 14 de 16 É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico Westend61/ Getty Images 15 de 16 O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica Peter Dazeley/ Getty Images 16 de 16 Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente Burak Karademir/ Getty Images Notícias
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