Mulher sente cheiros bizarros e é diagnosticada com câncer no cérebro Ouvir 27 de maio de 2025 No verão de 2024, a professora aposentada Fiona Charles, de 61 anos, começou a sentir cheiros que não tinham causa aparente, especialmente de comida queimada. O que parecia uma confusão boba, porém, acabou sendo o primeiro sintoma de um câncer no cérebro grave. A suspeita de que os “cheiros fantasma” não eram besteira veio quando os odores passaram a ser acompanhados de uma sensação de calor súbito e batimentos cardíacos acelerados. Leia também Vida & Estilo Tiktoker de 19 anos morre após batalha contra câncer no cérebro Saúde Mulher com sintoma comum descobre ter câncer de cérebro agressivo Celebridades Tiktoker mirim morre aos 6 anos de idade com câncer raro no cérebro Saúde Câncer no cérebro: quais são os sinais do tumor que matou Antero Greco Sintomas de câncer no cérebro Os sintomas variam de acordo com a localização do tumor no cérebro e costumam ser progressivos. Eles podem facilmente ser confundidos com os sintomas mais comuns do AVC. Entre os mais comuns, estão: Dor de cabeça persistente, especialmente ao acordar ou ao se deitar. Náuseas e vômitos sem causa aparente. Convulsões em pessoas sem histórico. Alterações de visão, audição, fala ou equilíbrio. Perda de memória, confusão mental e mudanças de comportamento. Fraqueza em um lado do corpo. Preocupada, Fiona suspeitou que os sintomas indicassem um pequeno acidente vascular cerebral (AVC). Ela procurou um clínico geral do NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, mas o médico a informou que seus sintomas não eram preocupantes. Com o tempo, além dos odores fantasma, ela passou a sentir dores de cabeça intensas. Por isso, a aposentada decidiu procurar uma segunda opinião. Em outubro, ela conseguiu fazer uma ressonância magnética particular que revelou a causa dos episódios: um câncer no cérebro localmente avançado e extremamente agressivo. 3 imagensFechar modal.1 de 3 Primeiro sintoma de Fiona foi sentir cheiros fantasmas, especialmente o de queimado Divulgação/Brain Tumour Research2 de 3 Foto mostra Fiona, seu marido e seu filho, que se tornaram divulgadores para alertar sobre o câncer no cérebro Divulgação/Brain Tumour Research3 de 3 Fiona está fazendo quimio e radioterapia Divulgação/Brain Tumour Research Câncer no cérebro agressivo Fiona recebeu o diagnóstico de glioblastoma. O tumor é muito agressivo e cresce rapidamente, atingindo aproximadamente 1 a cada 100 mil pessoas globalmente. Apenas 25% dos pacientes sobrevivem mais de um ano após a descoberta do tumor e apenas 5% estão vivos mais de cinco anos após o diagnóstico. “Os glioblastomas se formam a partir das células da glia, responsáveis por sustentar os neurônios, e estão entre os tipos de tumores mais comuns. Como muitos dos sinais podem ser confundidos com outras doenças neurológicas, é preciso que qualquer sintoma persistente ou progressivo seja avaliado com exames de imagem, como tomografia computadorizada e preferencialmente ressonância magnética”, explica o oncologista Flávio Brandão, da Oncoclínicas. Mobilização Apesar de ter recebido o prognóstico de que viveria só um ano, Fiona se engajou no tratamento para tentar superar a sentença. Ela iniciou imediatamente o tratamento padrão, com radioterapia e quimioterapia. Pela localização do tumor, não é possível fazer cirurgia para sua retirada. Mesmo com a resposta inicial considerada satisfatória, os efeitos colaterais foram severos, incluindo fadiga extrema, perda de peso e apetite. Determinada a manter o ânimo, a aposentada retornou lentamente às atividades que ama, como cozinhar. O filho de Fiona, Jonny Charles, decidiu tomar a frente do cuidado da mãe e tem se empenhado para divulgar os desafios enfrentados por pacientes com tumores cerebrais e arrecadar fundos à pesquisa para aprimorar o tratamento. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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