Novo tratamento com células de ‘mochila’ reduz lesões no cérebro Ouvir 8 de janeiro de 2024 Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto Wyss da Universidade de Harvard desenvolveu uma nova abordagem para o tratamento de casos de traumatismo cerebral. Ao equipar células inflamatórias com ‘mochilas’ de micropartículas, reduziram em 56% o tamanho das lesões no cérebro de porcos. O objetivo é utilizar as células no tratamento de uma condição chamada Traumatismo Cranioencefálico (TCE). Detalhes da pesquisa foram publicados na revista PNAS Nexus. O que é Traumatismo Cranioencefálico (TCE)? O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) ocorre quando uma força externa, como uma queda ou uma agressão violenta, atinge a cabeça, causando disfunções ou lesões internas. Esse trauma é comum em lesões esportivas e pode manifestar diversos sintomas, desde dor de cabeça persistente até amnésia. A neuroinflamação é uma resposta imediata ao dano cerebral. Apesar de ser importante para a recuperação, se prolongada, pode desencadear novas lesões, agravando o quadro. Algumas células imunitárias são responsáveis pelo aumento das lesões, podendo levar a complicações como depressão, déficits sensório-motores e de memória, e demência. Uma delas são os macrófagos, células que podem atuar tanto como pró quanto anti-inflamatórios. Leia mais: Novo método de ultrassom pode agilizar tratamento de Alzheimer; conheça Impressão 3D pode ser utilizada para reparar lesões cerebrais, mostra estudo Alimentação, sono e hobbies: as dicas da ciência para melhorar sua vida em 2024 As mochilas celulares Os pesquisadores viram potencial biológico nos macrófagos e os equiparam com uma ‘mochila’. Na verdade, são micropartículas cheias de moléculas anti-inflamatórias anexadas à superfície das células. Isso permite orientar o comportamento dos macrófagos para poderem reduzir os danos iniciais das lesões com maior efetividade. Samir Mitragotri, um dos autores correspondentes do estudo, explica ao New Atlas que a tecnologia ajuda a evitar complicações do TCE: Todos os anos, milhões de pessoas sofrem de TCE, mas atualmente não existe tratamento além do controle dos sintomas. Aplicamos nossa tecnologia de mochila celular para fornecer tratamento anti-inflamatório localizado no cérebro, o que ajuda a mitigar a cascata de inflamação descontrolada. Samir Mitragotri para o New Atlas Comparativo antes (esquerda) e depois (direita) de lesão cerebral tratada com macrófagos com mochila – Imagem: Instituto Wyss da Universidade de Harvard Resultados em porcos Em testes com porcos, aqueles que receberam tratamento com macrófagos com mochila apresentaram redução de 56% no volume total da lesão macroscópica e diminuíram em 47% o volume microscópico. Houve também uma redução significativa na quantidade de hemorragia, passando de 73 mm³ para 21 mm³. Os porcos tratados com macrófagos com mochila apresentaram menos lesões grandes. Sete dias após a lesão, a proteína GFAP, um biomarcador diagnóstico e prognóstico de TCE e neuroinflamação, foi menor nos porcos tratados. O Diretor Fundador do Instituto Wyss, Donald Ingber, que não esteve envolvido na investigação, afirmou que o estudo é um importante avanço: Este estudo impressionante descreve uma terapia baseada em macrófagos verdadeiramente nova e potencialmente poderosa para o tratamento da inflamação, que é a causa raiz de tantas doenças humanas, de uma forma eficaz e não invasiva, que funciona com a biologia e não contra ela. Donald Ingber para o New Atlas O post Novo tratamento com células de ‘mochila’ reduz lesões no cérebro apareceu primeiro em Olhar Digital. Notícias
Notícias Casos de câncer vão aumentar 77% em 2050, aponta OMS 1 de fevereiro de 2024 Aproximadamente 20 milhões de pessoas receberam diagnósticos de câncer em 2022 e 9,7 milhões morreram pela doença, de acordo com a Agência Internacional de Investigação sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em relatório divulgado nesta quinta-feira (1º/2), a agência estima que… Read More
Notícias Mulher que fumava desde os 8 anos larga cigarro após descobrir câncer 30 de agosto de 2023 Fumante desde os 8 anos de idade, Elcina da Silva Soares, 75 anos, descobriu um tumor no pulmão em fevereiro deste ano. Foram 67 anos fumando ininterruptamente até receber o diagnóstico de câncer de pulmão e decidir que nunca mais tocaria em um cigarro. Nascida em Orizona, cidade a 137… Read More
Notícias “Me despedi muitas vezes”, diz mãe de menina com síndrome rara e grave 14 de março de 2024 Intestino preso, abdômen distendido e vômito de coloração verde foram os primeiros sinais de que a saúde de Helena Delmondes não estava bem. Com 4 anos, a brasiliense foi diagnosticada com síndrome do intestino curto. A condição fez com que a menina, os pais e o irmão precisassem se mudar… Read More