OMS alerta para venda de Ozempic fake no Brasil. Veja como reconhecer Ouvir 21 de junho de 2024 A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta, nessa quinta-feira (20/6), sobre a identificação de três lotes falsificados de Ozempic, vendidos no Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. O medicamento é destinado ao tratamento da diabetes tipo 2 e usado, de forma “off label”, para o emagrecimento. O alerta é o primeiro comunicado oficial após a confirmação de relatos de falsificação. O Sistema Global de Vigilância e Monitorização da OMS (GSMS) registrou um aumento de relatórios sobre produtos de semaglutida falsificados em todo o mundo desde 2022. Leia também Guilherme Amado Projeto para incluir Ozempic genérico no SUS recebe parecer negativo Saúde Ozempic: como deve ser a rotina de exercícios de quem toma remédio Saúde Quem usa Ozempic precisa fazer dieta especial? Especialistas respondem São Paulo Quadrilha que roubava Ozempic é descoberta e piloto de fuga vai preso Os lotes falsificados de Ozempic foram detectados no Brasil e no Reino Unido, em outubro de 2023, e nos Estados Unidos, em dezembro de 2023. No Brasil, o lote identificado foi o LP6F832, com validade até novembro de 2025. O produto não foi reconhecido pela Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, caracterizando-o como uma falsificação. A OMS alerta que o uso de produtos falsificados, sem as matérias-primas necessárias, pode causar inúmeros prejuízos à saúde, como o descontrole da glicose no sangue ou não levar à perda de peso. Além disso, há o risco de outros ingredientes ativos não declarados estarem presentes nas injeções. “Por exemplo, insulina, conduzindo a uma gama imprevisível de riscos ou complicações para a saúde”, considera a agência. “A OMS aconselha os profissionais de saúde, as autoridades reguladoras e o público a estarem atentos a estes lotes falsificados de medicamentos. Apelamos às partes interessadas para que interrompam qualquer utilização de medicamentos suspeitos e informem as autoridades relevantes”, orientou a médica Yukiko Nakatani, especialista da OMS para o acesso a medicamentos e produtos de Saúde. 4 imagens Fechar modal. 1 de 4 Medicações de origem duvidosa podem ameaçar a vida Reprodução/Facebook 2 de 4 Clientes só podem comprar Ozempic com receita médica Reprodução/Facebook 3 de 4 Consultar lote e informações básicas antes de usar o remédio evita problemas no futuro Reprodução/Facebook 4 de 4 Remédio com preço pela metade do preço tabelado é certamente um anúncio falso Reprodução/Facebook Aumento da procura por Ozempic Embora tenha observado um aumento expressivo na procura por medicamentos à base de semaglutida, a OMS não os incluiu como parte dos tratamentos recomendados para o controle do diabetes devido ao alto custo. “A barreira dos custos torna estes produtos inadequados para uma abordagem de saúde pública, que visa garantir o acesso mais amplo possível aos medicamentos a nível da população e encontrar um equilíbrio entre o padrão de cuidados mais bem estabelecido e o que é viável em larga escala em termos de recursos”, esclarece. Como evitar falsificações? “Para se protegerem de medicamentos falsificados e dos seus efeitos nocivos, os pacientes devem comprar medicamentos mediante receita de médicos licenciados e evitando adquiri-los de fontes desconhecidas ou não verificadas, como as encontradas on-line“, orienta a agência. A OMS também recomenda que os usuários verifiquem a embalagem e o prazo de validade no momento da compra. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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