Pets: cães e gatos podem ajudar a frear o envelhecimento, diz estudo Ouvir 8 de julho de 2025 Ter animais de estimação em casa traz diversos benefícios físicos e mentais, além de ser sinônimo de felicidade, carinho e cuidados. Entre essas várias vantagens, pesquisadores suíços identificaram que ter cães ou gatos pode ajudar a retardar o declínio das funções cerebrais em pessoas com mais de 50 anos. Leia também Vida & Estilo Contra o tempo: como a dieta à base de plantas afeta o envelhecimento Saúde Envelhecimento: inflamação do corpo está ligada à vida industrializada Saúde Ganho de peso durante a vida pode acelerar envelhecimento do cérebro Vida & Estilo Chá anti-inflamatório protege o cérebro e combate o envelhecimento O estudo foi realizado por cientistas das universidades Genebra, Lausanne e Zurique, na Suíça, e publicado em maio na revista científica Scientific Reports. Para chegar aos resultados, os pesquisadores se basearam em dados de oito edições da Pesquisa de Saúde e Aposentadoria na Europa (Share, na sigla em inglês). O estudo envolveu a análise de informações de adultos com 50 anos ou mais ao longo de 18 anos. “A posse de animais de estimação tem sido associada a uma influência positiva no funcionamento cognitivo e no declínio cognitivo na fase final da vida adulta. No entanto, há pouca compreensão de como diferentes espécies de pets estão associadas a esses resultados”, explica a principal autora do artigo e pesquisadora, Adriana Rostekova, da Universidade de Genebra, em entrevista ao portal britânico The Guardian. Diferenças de ter cachorro, gato ou outros animais Após a investigação, cientistas identificaram que os donos de cães apresentaram melhores resultados em testes de memória, tanto na imediata – ligada à capacidade de lembrar algo logo após ser apresentado – quanto na tardia – relacionado à capacidade de lembrar algo depois de um tempo, como horas ou dias. Já em tutores de gatos, foi detectado um declínio mais lento da fluência verbal, que é a habilidade de formar frases e se expressar com clareza e agilidade. Cachorros e gatos são bons aliados para frear o envelhecimento cognitivo de seus tutores Por outro lado, pets como peixes e pássaros não mostraram efeitos significativos na preservação das funções cerebrais. Isso pode estar ligado a alguns fatores, como a vida útil curta dos animais e o baixo nível de interação e estímulos com eles. No caso dos pássaros, os ruídos também podem interferir negativamente no sono do dono e prejudicar a saúde cerebral. “É possível que a interação com cães e gatos forneça uma estimulação cognitiva única, que pode ser menos vista em outros animais de estimação menos exigentes”, revela Rostekova. Por exigirem mais atenção, contato e interação, cães e gatos ativam regiões cerebrais ligadas à socialização, memória e atenção, como o córtex pré-frontal e o hipocampo. O estudo oferece uma nova perspectiva sobre como os pets podem ajudar a diminuir os efeitos do envelhecimento mental natural. No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda são necessárias mais investigações para compreender a fundo os efeitos neurológicos da convivência entre animais de estimação e pessoas mais velhas. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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