Quando o tour pela academia atrapalha a venda Ouvir 19 de março de 2026 No processo de vendas, um dos erros é transformar o tour em uma apresentação robotizada e igual para todos. Quando ele não se conecta com o objetivo do aluno, vira apenas um passeio. Por Karina Bernini, colunista Fitness Brasil19/3/2026 Nas academias, o tour costuma ser tratado como uma etapa quase automática do processo de vendas. O cliente chega, o atendente o convida para conhecer a estrutura e começa o percurso: recepção, musculação, sala de aulas, vestiários, equipamentos, às vezes até áreas que o cliente sequer mencionou interesse. No papel, faz sentido. Afinal, mostrar a estrutura parece ser a melhor forma de convencer alguém a se matricular. Estrutura impressiona. Mas é a forma como ela é apresentada que transforma interesse em matrícula. E, na prática, muitos tours acabam fazendo exatamente o contrário: confundem o cliente, cansam a conversa e enfraquecem a decisão de compra. + Fitness Brasil Expo: o maior evento de fitness, saúde e bem-estar da América Latina+ Siga a Fitness Brasil no Instagram+ Faça parte do nosso Canal no WhatsApp Erros mais comuns O primeiro erro é transformar o tour em uma apresentação robotizada e igual para todos. O atendente explica cada equipamento, fala sobre todos os ambientes, cita nome de aulas, horários de funcionamento da academia, avaliação física, a bioimpedância…, no meio desse excesso de informações, o que realmente importa para o cliente se perde. A maioria das pessoas (atenção aqui)… a maioria das pessoas não entra em uma academia pensando na marca do equipamento ou na quantidade de estações de musculação. Elas entram pensando em algo muito mais simples e pessoal: melhorar a saúde, perder peso, voltar a se sentir bem com o próprio corpo, recuperar energia ou retomar uma rotina que ficou para trás. Quando o tour não se conecta com esse objetivo, ele vira apenas um passeio. O tour deveria mostrar exatamente o que o cliente precisa enxergar para decidir começar. Outro problema comum é a duração. Em algumas academias, o tour é tão longo que o cliente começa interessado e termina apenas querendo ir embora. O atendente acredita que está valorizando a estrutura, mas, na verdade, está diluindo o impacto da experiência. O tour deveria ser uma ferramenta para aumentar o desejo do cliente de fazer parte daquele ambiente, não para sobrecarregá-lo com informações. O atendente precisa provocar o subconsciente do cliente e minha sugestão para isso, é simples, pergunte: “você consegue se imaginar treinando aqui?” Existe ainda um terceiro ponto, muitas vezes ignorado: muitos consultores usam o tour como um refúgio para evitar o momento mais importante da venda — a conversa que conduz o cliente à decisão. Enquanto caminham pela academia, explicando equipamentos e espaços, a venda fica em segundo plano. No fim do percurso, quando chega a hora de falar de planos e valores, a energia da conversa já diminuiu. O cliente ouviu bastante, viu muita coisa, mas não foi conduzido a imaginar como aquela academia se encaixa na vida dele. Um bom tour não é aquele que mostra tudo. É aquele que mostra o que faz sentido para aquele cliente específico. Leia também“Vou pensar…” Esta é a frase mais comum – e mais mal interpretada – no atendimento de academiasCinco erros que afundam gerentes comerciais de academias – e como você pode evitá-los Se a pessoa quer emagrecer, o consultor deve destacar o que pode ajudá-la a alcançar esse objetivo. Se o interesse é ganhar condicionamento ou voltar a treinar depois de muito tempo parado, o caminho da conversa precisa seguir nessa direção. Mais do que apresentar a academia, o tour precisa ajudar o cliente a se enxergar treinando ali. Quando isso acontece, o ambiente deixa de ser apenas uma estrutura física e passa a representar uma solução para aquilo que o cliente está buscando. Gestores e líderes comerciais precisam olhar para essa etapa com mais atenção. Porque, muitas vezes, a academia tem uma ótima estrutura, equipamentos modernos e uma equipe preparada — mas o tour continua sendo conduzido como um roteiro automático, sem estratégia. E venda raramente acontece no automático. Um tour bem conduzido não é sobre mostrar a academia.É sobre ajudar o cliente a perceber por que ele deveria começar agora. Se o tour termina e o cliente ainda não se imagina treinando ali, então ele foi apenas um passeio — não uma venda. O post Quando o tour pela academia atrapalha a venda apareceu primeiro em Fitness Brasil. Fitness
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