Feita no Brasil: tecnologia usa IA para identificar Covid pela saliva Ouvir 12 de maio de 2025 Cientistas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolveram um sistema capaz de diagnosticar a Covid-19 por meio da saliva com rapidez, precisão e baixo custo. Batizado de Sagapep, o método combina biossensores eletroquímicos com algoritmos de inteligência artificial, e, segundo os pesquisadores, representa um avanço no uso de tecnologias portáteis para diagnóstico de doenças infecciosas. Sintomas da Covid Os sinais originais da Covid-19, como perda de olfato, mudaram muito desde o início do período pandêmico. Atualmente, os sintomas mais comuns são muito semelhantes aos de uma gripe: coriza, tosse e dores de cabeça e garganta lideram a lista de relatos dos pacientes. A principal diferença para a gripe é que a presença de febre, em casos leves de Covid-19, é rara. Pessoas infectadas com variantes derivadas da JN.1 também têm relatado entre os principais sintomas a insônia e uma sensação de preocupação e ansiedade. A tecnologia se baseia em biossensores que detectam sinais de doenças a partir da análise de fluidos do corpo, como sangue, urina ou saliva, o mesmo princípio usado em testes de glicemia. O que torna a pesquisa da UFU diferente é o uso inédito de dois tipos de inteligência artificial, que ajudam a tornar o diagnóstico da Covid-19 mais rápido e preciso. “É o primeiro algoritmo de inteligência artificial para esse tipo de equipamento, que neste caso foi feito na detecção de doenças. Essa foi a primeira vez que aplicamos a tecnologia baseada em peptídeos salivares”, afirmou em comunicado o pesquisador Robinson Sabino-Silva, coordenador do Grupo de Inovação em Diagnóstico Salivar e Nanobiotecnologia da UFU (Salivanano/UFU). Leia também Saúde Covid em 2025: veja as novas cepas e quais são os sintomas mais comuns Saúde Reabilitação online reduz sequelas de Covid longa, diz médico no Sarah Saúde JN.1: Brasil recebe 1,3 milhão de doses de vacina atualizada da Covid Saúde Pesquisa indica taxas muito altas de Covid longa no Brasil Eficiência e inovação no diagnóstico Na prática, o sistema identificou peptídeos naturais da saliva com maior capacidade de se ligar ao vírus da Covid-19. Com a ajuda da inteligência artificial, essas moléculas foram otimizadas para melhorar a precisão do biossensor na detecção do vírus. Os dados eletroquímicos gerados são analisados por algoritmos que aumentam a exatidão do diagnóstico. De acordo com Robinson, a tecnologia contribui para tornar o monitoramento de doenças mais acessível, principalmente em contextos de atenção básica à saúde. Por serem portáteis e baratos, os biossensores podem facilitar o diagnóstico precoce e ampliar o acesso da população a exames confiáveis. 13 imagens Fechar modal. 1 de 13 Uma das estratégias de enfrentamento da pandemia de Covid-19 é a vigilância epidemiológica, com o registro e a observação sistemática de casos suspeitos ou confirmados da doença, a partir da realização de testes Getty Images 2 de 13 Segundo especialistas, para se ter um controle da doença e conter a disseminação do vírus, é importante testar, cada vez mais, a população Aline Massuca/Metrópoles 3 de 13 RT PCR: considerado “padrão-ouro” pela alta sensibilidade, o teste é usado para o diagnóstico da Covid-19. Ele detecta a carga viral até o 12º dia de sintomas do paciente, quando o vírus ainda está ativo no organismo. O resultado é entregue em, aproximadamente, três dias Vinícius Schmidt/Metrópoles 4 de 13 O teste utiliza a biologia molecular para detectar o vírus Sars-CoV-2 na secreção respiratória, por meio de uma amostra obtida por swab (cotonete) Rafaela Felicciano/Metrópoles 5 de 13 Teste salivar por RT-PCR: utiliza a mesma metodologia do RT-PCR de swab e conta com precisão de mais de 90% para o diagnóstico da doença ativa. O procedimento deve ser feito nos sete primeiros dias da doença em pacientes com sintomas Divulgação 6 de 13 PCR Lamp ou Teste de antígeno: comumente encontrado em farmácias, o exame avalia a presença do vírus ativo coletando a secreção do nariz por meio de swab. O resultado leva apenas 30 minutos para ficar pronto, por isso, ele é indicado para situações em que o diagnóstico precisa ser rápido Getty Images 7 de 13 De acordo com a empresa que fornece o exame, ele possui 80% de confiança. O método empregado no teste é usado também para outras doenças infecciosas, como a H1N1 RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES 8 de 13 Teste de sorologia: revela se o paciente teve contato com o coronavírus no passado. Ele detecta a presença de anticorpos IgM, IGg ou IgA separadamente, criados pelo organismo das pessoas infectadas para combater o Sars-CoV-2, a partir de um exame de coleta de sangue Shutterstock / SoonThorn Wongsaita 9 de 13 O exame deve ser realizado a partir do 10º dia de sintomas. A precisão do resultado é menor do que nos testes do tipo RT-PCR. Além disso, falsos negativos podem aparecer com mais frequência National Cancer Institute/Divulgação 10 de 13 Teste rápido: o método é semelhante aos testes de controle de diabetes, com um furo no dedo. A amostra de sangue é colocada em um reagente que apresenta o resultado rapidamente Rafaela Felicciano/Metrópoles 11 de 13 O teste imunológico rápido detecta a presença de anticorpos e o resultado positivo sinaliza que o paciente já sofreu a infecção pelo novo coronavírus. A confiabilidade do resultado varia muito, já que o método apresenta alta taxa de falso negativo Vinícius Schmidt/Metrópoles 12 de 13 Teste de anticorpos totais: detecta a produção do IgM e IgG no organismo, a partir de um único exame de coleta de sangue, e não faz a distinção dos valores presentes de cada anticorpo. A precisão do resultado chega a 95% iStock 13 de 13 Teste de anticorpo neutralizante: o procedimento é indicado para a avaliação imunológica. O exame detecta os anticorpos e vê a proporção que bloqueia a ligação do vírus com o receptor da células Divulgação A pesquisa dá continuidade ao trabalho iniciado pelo professor Luiz Ricardo Goulart, referência na criação de biossensores voltados ao diagnóstico de doenças infecciosas. O projeto foi financiado numa parceria entre a Capes, o CNPq e a Fapemig e integra redes científicas, como os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) em Saúde Oral e Teranóstica e Nanobiotecnologia (TeraNano), além da Rede Mineira de Diagnóstico de Doenças Infecciosas (ReMinD). Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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