Pesquisadores mapeiam vírus no sêmen capazes de transmitir doenças Ouvir 20 de novembro de 2025 Pesquisadores de diferentes instituições da Europa mapearam 22 vírus capazes de persistir no sêmen após a infecção aguda, podendo contribuir para a transmissão da doença ou mesmo para o surgimento de um surto, já que alguns deles têm potencial pandêmico. Os achados foram publicados em artigo no The Lancet Microbe. “Há casos em que, após uma virose, como a zika, constatou-se que a forma de transmissão foi via sexual”, relata a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Einstein Hospital Israelita. “No entanto, é importante diferenciar os vírus avaliados neste estudo das doenças infectocontagiosas sexualmente transmissíveis por si, como HIV e sífilis”. Além desses, a presença de vírus no sêmen nos casos de infecções crônicas está bem estabelecida para hepatites B e C, citomegalovírus, entre outros. Leia também Saúde Fertilidade: pesquisa descobre como espermatozoides são ativados Saúde Homens também têm perda da fertilidade com o tempo. Entenda impactos Saúde Cheiro e cor do esperma podem ajudar a identificar doenças. Saiba como Pouca vergonha Aumenta o esperma? Veja se tomar zinco ajuda o homem a gozar mais Para o estudo, os autores revisaram outros 373 trabalhos científicos. Eles avaliaram tanto a presença do vírus no fluido masculino quanto a quantidade de dias em que os patógenos se mantiveram viáveis após o início da doença. Dos 22 vírus mapeados, apenas nove já tinham alguma evidência de transmissão sexual. Alguns exemplos são ebola, hepatite E, mpox, dengue, zika e marburg vírus. No caso da mpox, por exemplo, a via sexual foi um fator-chave na disseminação global da doença nos surtos de 2022 e 2024. Outros agentes, como Sars-Cov-2 (causador da Covid-19), febre amarela, adenovírus e chikungunya, ainda não foram associados a essa via de transmissão. O ebola foi o vírus com maior duração no sêmen, detectado 988 dias após a alta hospitalar do paciente. Os demais permaneceram bem menos tempo: o da dengue ficou cerca de um mês; o chikungunya, dois meses; e o da Covid-19, quase três meses (81 dias). Já o vírus com menor permanência após o início da infecção, apenas oito dias, foi o causador da doença da floresta de Kyasanur, infecção endêmica no sudeste da Índia que pode levar a hemorragias. Segundo os autores, a simples presença ou capacidade de replicação em cultura de células não significa que esses patógenos sejam sexualmente transmissíveis, já que isso depende de outros fatores, como carga viral, sistema imunológico e a capacidade do vírus infectar células do trato reprodutivo. Além disso, a grande persistência do vírus poderia ser devido ao comprometimento do sistema imune do indivíduo. Mas saber quais microrganismos podem resistir no sêmen permite que médicos e autoridades de saúde pública possam implementar estratégias e diretrizes para barrar uma possível transmissão, incluindo educação e recomendação do uso de preservativos, por exemplo. “Após essas infecções, o paciente teria que ser orientado a usar preservativo por um tempo variável, dependendo da doença. Mas às vezes se desconhece esse potencial de transmissão e, por isso, acaba-se esquecendo de orientar esse cuidado”, observa a infectologista. No entanto, os autores reconhecem que o estudo tem limitações, como a heterogeneidade de tipos de pesquisas avaliadas e a grande variabilidade de resultados. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Smartwatches que Monitoram Saúde: Uma Revolução na Prevenção e Cuidado Pessoal 24 de julho de 202524 de julho de 2025 A tecnologia tem avançado rapidamente nos últimos anos, trazendo inovações que transformam a forma como vivemos e cuidamos de nossa saúde. Um dos dispositivos que mais tem ganhado atenção é o smartwatch, que além de contar passos e monitorar atividades físicas, agora é capaz de realizar uma variedade de funções… Read More
Notícias Dieta mediterrânea reduz risco de morte em mulheres. Veja como fazer 13 de junho de 2024 A dieta mediterrânea preza pela troca de alimentos processados por frutas e vegetais frescos e é frequentemente associada à melhor saúde. Um novo estudo, feito por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, mostra evidências de que as mulheres que seguem o padrão alimentar vivem mais. O… Read More
Notícias Tomar banho todos os dias faz bem à saúde? Saiba o que diz Harvard 12 de junho de 2024 No Brasil, tomar banho todos os dias é quase um orgulho nacional. Muitas pessoas chegam a ir para o chuveiro duas ou três vezes diariamente. Em outros países, porém, o hábito é menos recorrente. Embora seja difícil comparar pesquisas, segundo o Kantar World Panel de 2018, em países como Alemanha,… Read More