Entenda doença rara que causa “morte em vida” e atinge brasiliense Ouvir 26 de julho de 2024 O ex-piloto de avião Antonio Maranhão Calmon, de 46 anos, é um dos cerca de 800 brasileiros diagnosticados com a ataxia de Friedreich. A condição neurodegenerativa e genética ficou conhecida como “doença da morte em vida” por comprometer o controle da musculatura. O brasiliense foi diagnosticado há nove anos e está aposentado há oito. “Minha doença não tem perspectiva de tratamento, somente o uso de medicamentos para minimizar o mal-estar, que piora a cada dia”, afirma ele em vídeo que fala da importância que o uso de cannabis teve em seu tratamento. Leia também Conteúdo especial Epidermólise Bolhosa: entenda a doença que afeta 800 brasileiros Saúde Casos de coqueluche aumentam no mundo; entenda a doença Saúde Pneumonia assintomática: entenda o que é a doença de Camila Pitanga Saúde Zika, chikungunya e dengue: entenda a diferença entre as doenças Em entrevista ao Uol na quarta-feira (24/7), ele descreveu a doença como “morte em vida” por agir o corpo de modo multissistêmico, atingindo o coração, pâncreas e a musculatura de modo geral. “É o contrário do Alzheimer. O lado cognitivo fica intacto, mas o corpo padece”, afirma. Antonio mora em Portugal há dois anos. A namorada dele, a portuguesa Sandrina Gomes Figueiredo, também tem ataxia de Friedreich e está em cadeira de rodas. O ex-piloto ainda consegue caminhar, com dificuldade, e teve problemas no pâncreas e no coração por causa da doença. Apesar dos movimentos limitados, ele ainda afirma se sentir capaz de aproveitar a vida. “Busco formas de ser feliz dentro das minhas limitações e me manter independente pelo maior tempo que puder”, aponta. 2 imagens Fechar modal. 1 de 2 Piloto teve de se aposentar aos 38 anos por culpa da doença que afeta a musculatura Getty Images 2 de 2 Antonio atualmente faz tratamento com cannabis para controlar os sintomas da condição Getty Images O que é a doença da “morte em vida”? A ataxia de Friedreich é uma doença neurológica progressiva e rara. Ela é causada por uma mutação genética recessiva, ou seja, é preciso receber genes mutados tanto do pai quanto da mãe para o aparecimento da doença. A mutação hereditária no gene FXN atrapalha a formação das mitocôndrias, pequenas partes das células humanas responsáveis pela respiração celular. Com mitocôndrias defeituosas, a musculatura deixa de ser capaz de funcionar com eficácia e o corpo precisa de cada vez mais energia para realizar suas atividades mais cotidianas, como lavar louça. A condição leva a um descontrole geral da musculatura, com a cognição sendo preservada enquanto tecidos perdem lentamente a capacidade de se movimentar. “Os sintomas costumam aparecer na infância ou na adolescência. O paciente começa a ter dificuldade para andar e desequilíbrio, começa a cair, e isso evolui para uma incoordenação dos movimentos dos braços, das pernas, até que ele tenha também algum grau de fraqueza muscular, atrofia e fadiga. Nas fases mais avançadas da doença, ele sofre com dificuldade para respirar por causa de fraqueza das musculaturas respiratórias”, explica a neurologista Ana Cláudia Pires, do Hospital DF Star, da Rede D’Or. O diagnóstico da ataxia de Friedreich é feito com avaliação de um neurologista para verificar os distúrbios do movimento, que costumam aparecer primeiro na fala ou no caminhar. Também é avaliada a força muscular, audição e visão, e é feito o exame genético capaz de comprovar a mutação exata que leva à doença. Essa forma de ataxia não tem cura. Após confirmado o diagnóstico, o tratamento é feito para controlar os sintomas e tentar evitar a progressão da doença. Os pacientes são acompanhados por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e educadores físicos, que complementam o tratamento tentando diminuir o acometimento motor motivado pela condição e a fadiga extrema causada pela doença. Um tratamento experimental foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), órgão dos EUA, em fevereiro de 2023. A omaveloxolona tenta desacelerar o desenvolvimento da ataxia em pessoas acima dos 16 anos. O remédio ainda não foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Menopausa: entenda como mudança hormonal afeta a saúde da pele 30 de maio de 2025 A menopausa marca o encerramento do ciclo reprodutivo e costuma ocorrer entre os 45 e 50 anos. Além de alterações físicas e os conhecidos sintomas da perimenopausa, como os fogachos, a mudança afeta também a pele. Com a queda da produção natural do estrogênio, característica do período, ocorrem mudanças visíveis… Read More
Notícias Veja imagens de como o amor se manifesta no cérebro 27 de agosto de 2024 O amor tem muitas formas: o sentimento se expressa na relação com parentes, com interesses românticos, consigo mesmo e até no apego às ideias. Ainda não se sabia, entretanto, que diferentes áreas do cérebro eram ativadas de acordo com essa multiplicidade de sentimentos. Pesquisadores da Universidade Aalto, na Finlândia, criaram… Read More
Notícias Por que adultos devem tomar vacina da gripe todo ano e da Covid, não 29 de março de 2025 A campanha nacional de vacinação contra a gripe (influenza) começa no próximo dia 7 de abril pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a população que faz parte dos grupos prioritários. Para os demais brasileiros que desejarem garantir a proteção contra a doença, a imunização está disponível apenas pela rede… Read More