Bronzeamento natural: conheça riscos da exposição ao sol e cuidados Ouvir 12 de setembro de 2025 A exposição ao sol, embora resulte em bronzeamento natural e sensação de saúde pela cor dourada da pele, é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. Dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que 95% dos casos da doença em adultos são causados pela radiação solar. No Brasil, o câncer de pele é o tipo mais frequente, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos diagnosticados no país. Os dados reforçam que, mesmo em pequenas doses, o sol pode provocar efeitos cumulativos, com chance de comprometer a saúde da pele a longo prazo. “Não existe um horário seguro para bronzear-se, o que existe é um risco menor fora do pico”, explica o dermatologista Rodrigo Goudart, da Clínica Nilo Estética Avançada, no Rio de Janeiro. Leia também Saúde Anvisa proíbe lâmpadas usadas para bronzeamento artificial Saúde Método de bronzeamento causa manchas escuras em rosto de ex-miss Claudia Meireles Sucesso no TikTok, pílulas de bronzeamento são eficazes? Médica opina! Saúde Anvisa faz alerta sobre riscos e proibições do bronzeamento artificial Bronzeamento natural A cor adquirida pela pele no processo de bronzeamento é, na verdade, uma resposta a danos provocados pelos raios ultravioleta (UV), que estimulam a produção de melanina para proteger o DNA das células. A exposição ao sol, mesmo em pequenas doses, causa agressão ao organismo. A Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomenda o bronzeamento intencional sem proteção solar, já que oferece vários riscos para a saúde da pele. A dermatologista Paola Canabrava, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, comenta sobre os perigos. “A exposição ao sol pode causar danos na pele, envelhecimento precoce, manchas, vermelhidão, queimadura e predispor a alguns tipos de câncer de pele”, explica Paola. Entre 10h e 16h, a radiação ultravioleta B (UVB) — um tipo de radiação ultravioleta (UV) — atinge o pico de intensidade, aumentando o risco de queimaduras e dano ao DNA das células. “Antes e depois desse período, a intensidade é menor, mas nunca é isenta de risco”, alerta Goudart. Principais riscos de se expor ao sol Queimaduras e vermelhidão: a pele reage à radiação UV com inflamação, dor e descamação. Envelhecimento precoce: a exposição frequente acelera rugas, ressecamento e perda de elasticidade. Manchas e hiperpigmentação: áreas expostas ao sol podem desenvolver manchas escuras e irregulares. Risco de câncer de pele: a exposição intensa aumenta a probabilidade de carcinomas e melanomas. Desconfortos imediatos: coceira, ardência, inchaço e bolhas indicam excesso de exposição. A radiação UV destrói o colágeno e as fibras da pele, levando ao aparecimento precoce de rugas, flacidez e manchas Cuidados com a pele no bronzeamento natural A prevenção é a principal estratégia para manter a pele saudável durante o bronzeamento. Por isso, os especialistas reforçam que o uso contínuo de protetor solar é indispensável, independentemente do tipo de pele ou da intensidade da radiação. A forma como a pele recebe o sol também faz diferença. Exposições curtas e espaçadas causam menos inflamação e danos celulares do que sessões longas em um único dia. Pessoas com pele clara produzem menos melanina, o que as tornam mais suscetíveis a queimaduras, enquanto peles mais escuras toleram períodos maiores de exposição. Sinais de excesso de sol devem ser observados. Vermelhidão, ressecamento intenso, coceira, ardência, descamação, inchaço ou bolhas indicam que o tempo de exposição já ultrapassou o limite seguro. Medidas físicas, como chapéus de aba larga, óculos escuros com filtro UV e roupas leves, funcionam como barreiras adicionais contra a radiação. Após a exposição, alguns cuidados ajudam na reparação e na redução da inflamação. Produtos como hidratantes calmantes contendo aloe vera, ácido hialurônico, pantenol ou ceramidas ajudam a restaurar a barreira cutânea e aliviar irritações. A hidratação e a alimentação também têm papel importante na saúde da pele. Beber água regularmente mantém o organismo e a pele mais resistentes, enquanto alimentos ricos em antioxidantes — como vitaminas A, C e E, betacaroteno e polifenóis — ajudam na neutralização dos radicais livres gerados pelos raios UV. Como manter a pele bronzeada Para prolongar o bronzeado de forma mais segura, Goudart recomenda hidratação diária, uso de antioxidantes tópicos e orais, evitar banhos quentes e manter o protetor solar. “Assim, o paciente protege a pele do envelhecimento precoce e de novos danos, mesmo após a cor adquirida”, conclui Goudart. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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