Chá anti-inflamatório rico em magnésio ajuda a prevenir a diabetes Ouvir 12 de setembro de 2025 Considerado uma bebida funcional, o chá de caju reúne compostos que contribuem para o fortalecimento da imunidade, aliviam desconfortos digestivos e podem colaborar na prevenção de doenças crônicas, como a diabetes. A bebida, feita a partir das folhas secas do cajueiro ou da casca da fruta, reúne elementos antioxidantes e minerais que atuam na proteção das células contra os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo surgimento de condições inflamatórias. As folhas atuam como um potente hipoglicemiante, ou seja, ajudam a reduzir os níveis de açúcar no sangue e melhoram a sensibilidade à insulina. Ao ser incorporado a uma dieta balanceada e aliado à prática de exercícios físicos, o chá pode contribuir para o controle da glicemia. Além disso, o chá de caju fornece vitaminas e bioativos que participam de processos essenciais do organismo, desde a absorção de ferro até a regulação da resposta inflamatória. Leia também Vida & Estilo Saiba qual fruta anti-inflamatória desincha e fortalece a imunidade Saúde Nutriente comum ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas. Veja qual Saúde Depressão aumenta o risco de doenças crônicas, revela estudo Saúde Veja como está mulher que ficou em coma após tomar “soro da imunidade” Compostos benéficos do chá de caju A nutricionista Laita Babio, do Espaço Hi, em São Paulo, explica que a variedade de nutrientes presentes na fruta se reflete também na infusão preparada a partir das folhas. Segundo ela, a bebida reúne componentes de ação antioxidante e digestiva. “O chá concentra compostos bioativos como vitamina C, taninos, flavonoides e minerais como ferro e magnésio. Esses elementos atuam no combate ao estresse oxidativo, têm ação antioxidante e contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, os taninos presentes nas folhas e na casca possuem efeito adstringente, auxiliando na saúde digestiva”, explica Laita. Essa composição, de acordo com a especialista, varia conforme a parte da planta usada no preparo. Enquanto as folhas oferecem maior quantidade de flavonoides, a casca concentra minerais de efeito anti-inflamatório. Já a haste que sustenta o fruto é fonte destacada de vitamina C e polifenóis. O nutrólogo Felipe Cezar, que atende em São Paulo, complementa que o chá também pode desempenhar um papel estratégico em dietas que precisam otimizar a absorção de nutrientes, como no caso do ferro de origem vegetal. “A vitamina C, abundante no caju, é um conhecido potencializador da absorção do ferro não-heme (presente em vegetais), convertendo-o em uma forma mais facilmente utilizável pelo organismo. Embora o próprio chá possa conter alguns minerais, seu principal papel aqui é como facilitador da biodisponibilidade de outros nutrientes, notadamente o ferro, e como fonte direta de vitamina C”, detalha Cezar. Principais benefícios do chá de caju Melhora da absorção de ferro vegetal; Fonte de vitamina C e antioxidantes; Auxílio na digestão pelo efeito adstringente; Reforço do sistema imunológico e contribuição para envelhecimento saudável; Apoio na prevenção de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes tipo 2. As gorduras insaturadas do caju (mono e poli-insaturadas) ajudam a reduzir o colesterol total e a manter a saúde das células Como preparar chá de caju O chá de caju deve ser preparado com atenção para preservar seus nutrientes e compostos ativos. Por isso, é recomendado ferver a água e, em seguida, adicionar as folhas ou pedaços da casca, mantendo a infusão em fogo baixo por cerca de 5 a 10 minutos. Evitar ferver os ingredientes diretamente por muito tempo ajuda a preservar a vitamina C e os flavonoides, que podem se degradar com calor excessivo. Depois do tempo de infusão, é indicado coar o chá. Dessa forma, a bebida mantém suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Contraindicações do chá de caju Embora ofereça benefícios para o organismo, o chá de caju não está livre de restrições. Em excesso, pode sobrecarregar órgãos como fígado e rins, especialmente em pessoas com condições pré-existentes. “Os compostos bioativos, em doses muito elevadas e por tempo prolongado, poderiam sobrecarregar o metabolismo hepático ou a filtração renal, especialmente em indivíduos com condições preexistentes”, destaca Cezar. Os especialistas reforçam que alguns grupos específicos devem ter cautela. Entre eles, estão: Gestantes e lactantes: o consumo deve ser somente com orientação médica, pois não há pesquisas conclusivas sobre a segurança nesse período; Crianças: a ingestão deve ser limitado e supervisionado, devido à presença de taninos e oxalatos, que podem sobrecarregar rins em desenvolvimento; Pessoas com doenças renais: o consumo merece atenção especial, devido à presença de oxalatos e taninos que podem sobrecarregar os rins. Por essas razões, a bebida deve ser entendida como recurso complementar de saúde, inserida em um estilo de vida equilibrado. Embora ofereça benefícios nutricionais, ela não substitui hábitos saudáveis como alimentação variada, prática regular de exercícios e acompanhamento médico. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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