Coronavírus pode ficar nos espermatozoides até 110 dias após infecção Ouvir 3 de junho de 2024 O coronavírus pode permanecer nos espermatozoides de humanos por até 110 dias após a infecção, afirmam pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em um estudo publicado na revista Andrology em março deste ano. Os resultados da pesquisa sugerem que os pacientes que desejam ter filhos considerem um período de quarentena, uma vez que o vírus pode reduzir a qualidade do sêmen. Leia também Saúde Qualidade dos espermatozoides piora após Covid, diz estudo Pouca vergonha Entenda como a Covid-19 afeta a qualidade do sêmen a longo prazo Saúde Gel anticoncepcional masculino apresenta bons resultados em testes Saúde Covid: uma em cada 20 pessoas apresenta sintomas três anos depois Estudos anteriores já demonstraram que o Sars-CoV-2 pode invadir e destruir diferentes células e tecidos humanos, incluindo as do sistema reprodutivo. Mas essa é a primeira vez que pesquisadores constatam a presença do vírus por um período tão longo. Análise dos espermatozoides após infecção do coronavírus A descoberta foi feita a partir da análise de amostras de sêmem de 13 homens com idades entre 21 e 50 anos atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC-FMUSP). Eles desenvolveram Covid-19 nas formas leve, moderada ou grave. Os pesquisadores usaram as tecnologias de PCR em tempo real para detecção de RNA e de microscopia eletrônica de transmissão (TEM) para analisar os espermatozoides ejaculados. Apesar de todos terem testado negativo para a presença do coronavírus no teste de PCR do sêmen, o vírus foi identificado por microscopia eletrônica de transmissão nos espermatozoides de oito dos 11 (72,7%) pacientes com doença moderada a grave até 90 dias após a alta hospitalar e até 110 dias após o início da infecção. O vírus também foi identificado nas amostras de sêmem de um dos dois pacientes com Covid-19 leve. Os resultados da microscopia eletrônica revelaram que os espermatozoides produzem armadilhas extracelulares neutrofílicas (NET, na sigla em inglês) baseadas em DNA nuclear para neutralizar o vírus. Quando esse mecanismo é ativado, os neutrófilos (um tipo de leucócito da linha de frente do sistema imune) lançam “redes” para o meio extracelular para isolar, prender, neutralizar e matar agentes invasores, como vírus e bactérias. Mas os espermatozoides se sacrificam durante esse processo para conter a infecção. Imagem de microscopia eletrônica de transmissão mostra espermatozoide de paciente com Covid-19 “Observamos que os espermatozoides produzem ‘armadilhas extracelulares’ baseadas em DNA nuclear, ou seja, o material genético contido no núcleo se descondensa, as membranas celulares do espermatozoide se rompem e o DNA é expulso de forma extracelular, formando redes semelhantes às descritas anteriormente na resposta inflamatória sistêmica ao Sars-CoV-2”, explica o professor Jorge Hallak, coordenador do estudo, à Agência Fapesp. “A descrição, inédita na literatura, de que os espermatozoides atuam como parte do sistema inato de defesa a invasores confere ao estudo uma grande importância. Pode ser considerada uma quebra de paradigma na ciência”, afirma Hallak. (Com informações da Agência Fapesp) Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Vacinação contra HPV reduz taxa de câncer até entre não vacinados 3 de outubro de 2025 As vacinas contra o papilomavírus humano (HPV) podem diminuir drasticamente a taxa de infecções que causam câncer de colo do útero, mesmo entre as pessoas não vacinadas. Isso é o que revela um estudo de longo prazo realizado por pesquisadores norte-americanos, publicado nesta segunda-feira (29/9) na revista JAMA Pediatrics. De… Read More
Notícias Nutricionista revela sete dicas para uma boa alimentação no calor 20 de setembro de 2023 O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para a chegada de uma onda de calor em praticamente todo o Brasil no fim de setembro. Além de oferecer riscos à saúde, as altas temperaturas podem impactar na alimentação das pessoas. Segundo a nutricionista Jussiara Corsini, alguns indivíduos extrapolam na… Read More
Endócrino aponta 3 nutrientes que ajudam a regular os hormônios 15 de junho de 2025 Os hormônios são produzidos por nosso próprio organismo para regular diversas funções do corpo, inclusive o ganho de massa muscular e a queima de calorias. Para produzir hormônios, porém, é preciso fazer uma dieta adequada com todos os insumos que as glândulas necessitam. Leia também Saúde Escolher alimentos pode aumentar… Read More