Crescem casos de câncer de vagina no mundo. Brasil vê redução de casos Ouvir 12 de agosto de 2024 A incidência do câncer de vagina vem crescendo no mundo todo, revela um levantamento global de tendência da doença e fatores associados a ela nos últimos dez anos, publicado em junho no periódico Obstetrics & Gynaecology. O Brasil, no entanto, está na contramão e apresentou uma queda nesse período. O câncer de vagina é raro e responde por apenas 2% dos tumores ginecológicos. Em 2020, foram diagnosticados cerca de 18 mil novos casos no mundo. Ele é caracterizado por lesões na vagina, o que não inclui a vulva nem o colo do útero. Costuma aparecer após a menopausa, mas estudos mostram um aumento também entre jovens. Com diagnóstico precoce, a taxa de sobrevida em cinco anos pode chegar a 69%. Essa chance cai para 26% se há metástase. Leia também Saúde Dor durante o sexo pode ser sinal de câncer na vagina. Saiba sinais Saúde América Latina tem a 2ª maior mortalidade por câncer de colo do útero Saúde Câncer de colo de útero: saiba principais sintomas e fatores de risco Claudia Meireles Médica lista 5 hábitos comuns que previnem o câncer de colo de útero A doença está associada, principalmente, à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), mas o levantamento também mostra uma relação com baixos índices de desenvolvimento humano (IDH), sexo desprotegido e infecção pelo HIV — que reduz a imunidade, deixando a pessoa mais vulnerável ao HPV — em indivíduos de 15 a 74 anos. Esses fatores respondem por uma grande variação regional na incidência global desse câncer: as maiores taxas estão na África e em regiões da Ásia, sendo que nesses locais os índices são quatro vezes mais altos do que no Sudeste Asiático, por exemplo, onde há menos casos. Islândia, Chile, Bahrein e Reino Unido apresentam as maiores tendências de alta. Por outro lado, o Brasil, ao lado de países como Noruega, França e Áustria, teve uma queda. Já Uganda mostrou uma baixa possivelmente associada à redução do HIV, sugerem os autores. “O artigo reforça pontos e fatores de risco conhecidos, mas que precisam sempre ser destacados para guiar medidas práticas e objetivas na prevenção local e globalmente”, analisa o ginecologista e obstetra Mariano Tamura, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Uma delas é a importância da vacinação contra o HPV que, embora esteja disponível desde 2006, ainda é muitas vezes subutilizada, além de medidas de educação e proteção contra infecções sexualmente transmissíveis, principalmente em áreas de baixo IDH.” Para fazer o levantamento, os autores usaram o Global Cancer Observatory, que traz registros sobre a incidência de câncer em 185 países, categorizados por faixa etária. Na análise de fatores de risco — como fumo, consumo de álcool, sexo seguro, obesidade e infecção pelo HIV — o estudo se baseou no Global Burden Disease. Todos os dados foram cruzados com números do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e Produto Interno Bruto (PIB) de cada país. Fonte: Agência Einstein Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Conheça 3 sinais de que a ansiedade está saindo do controle 16 de dezembro de 2025 A ansiedade é uma resposta natural do organismo e, em níveis moderados, ajuda a lidar com desafios. No entanto, quando se torna constante, intensa e sem motivo claro, ela passa a comprometer a saúde mental e física. Reconhecer os primeiros sinais é essencial para evitar crises mais severas. A seguir,… Read More
Notícias Comeu demais? Saiba como o corpo reage ao exagero e como se recuperar 25 de dezembro de 2025 No final de ano, em épocas festivas, é muito comum exagerar na comida. Depois da comilança, sintomas como barriga estufada, queimação, sono fora de hora e até irritação podem aparecer, principalmente em datas como Natal e Ano Novo, marcadas por pratos mais gordurosos, doces e bebidas alcoólicas. Especialistas ouvidos pelo… Read More
Notícias Mulher descobre tumor cerebral após alerta de smartwatch. Entenda 18 de agosto de 2025 Após perder o pai, o cachorro e enfrentar um divórcio em poucos meses, a britânica Sam Adams, de 57 anos, sentiu tinha chegado ao fundo do poço. Ela não imaginava que alertas do seu Apple Watch sobre o coração acabariam levando à descoberta de um tumor cerebral. “Em 2020, perdi… Read More