Doença do beijo: veja sintomas e saiba se tem como evitar no Carnaval Ouvir 4 de março de 2025 Seja nos bloquinhos de rua, nos bailes, nos clubes ou no trio elétrico, muita gente aproveita o Carnaval para beijar bastante na boca. No entanto, mesmo que o romance ajudado pelo calor, pela música e pela alegria que a folia proporciona seja uma delícia no momento, pode sim trazer alguns riscos à saúde e é preciso saber evitar. Por ser uma área com mucosa, a boca é a porta de entrada para uma série de infecções. E o beijo é o veículo perfeito para isso. De acordo com o infectologista Marcelo Ducroquet, professor de Medicina da Universidade Positivo (UP), várias doenças infecciosas podem ser transmitidas de uma pessoa para a outra durante um beijo. Leia também Saúde Doença do beijo: o que é, quais são os sintomas e como tratar Saúde Saiba quais são as principais doenças transmitidas durante o beijo Saúde Carnaval: veja os cuidados para se prevenir das ISTs durante a folia Saúde Mulher com doença rara desabafa: “Um simples beijo pode me matar” Uma das enfermidades mais famosas nesse sentido ficou até conhecida como “doença do beijo”, apesar de seu nome oficial ser mononucleose. “Ela é causada pelo vírus Epstein-Barr e pode ser transmitida por meio da saliva. Alguns dos sintomas são tosse, gânglios linfáticos inchados, cansaço, dor de garganta, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço”, detalha o especialista. A doença surge especialmente em pessoas entre 15 e 25 anos de idade. Outras doenças, como o resfriado ou a herpes simples, também podem passar por meio dos beijos, seja no Carnaval ou fora dele. “Não são doenças muito graves, mas, para algumas delas, uma vez infectado, não há cura e você pode passar a ser um transmissor. Até por isso, esses vírus têm alta circulação, porque não podem ser eliminados do organismo e, muitas vezes, são transmitidos mesmo quando o portador não apresenta sintomas”, explica. Como evitar a doença do beijo e outras similares no Carnaval Para se proteger, não basta contar com a boa higiene bucal alheia ou mesmo caprichar na escovação e fio dental. “A maior parte dessas doenças não é visível e não há como saber quem tem e quem não tem”, aponta Ducroquet. De acordo com o médico, é importante observar se a pessoa que você vai beijar não tem, por exemplo, uma lesão na boca, comum no caso de herpes. “Mas, no geral, quem beija desconhecidos não tem meios práticos para evitar pegar essas doenças”, esclarece. Leia a notícia completa no portal Alto Astral, parceiro do Metrópoles. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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