Pesquisa descobre que esponjas marinhas têm efeito contra leishmaniose Ouvir 24 de setembro de 2025 A leishmaniose é uma doença tropical negligenciada que afeta cerca de 12 milhões de pessoas em 90 países e coloca outros 350 milhões em risco de infecção. Causada por protozoários do gênero Leishmania, costuma provocar lesões na pele que podem evoluir para úlceras dolorosas, deixando cicatrizes permanentes no rosto, nas mãos e nos pés. Além do impacto físico, os pacientes frequentemente enfrentam estigma social e sofrimento psicológico. Atualmente, os tratamentos disponíveis apresentam sérias limitações. Medicamentos como anfotericina B e compostos antimoniais são caros, altamente tóxicos e associados a efeitos colaterais graves, o que dificulta a adesão completa dos pacientes. A resistência crescente dos parasitas, somada à falta de vacinas e de diagnósticos eficazes, amplia os desafios no combate à doença. Descoberta no fundo do mar Pesquisadores da Universidade de Ryukyus e da Universidade de Miyazaki, ambas no Japão, identificaram compostos naturais em esponjas marinhas coletadas na região de Okinawa que mostraram forte atividade contra o parasita Leishmania major. O estudo foi publicado na revista Marine Biotechnology em 5 de setembro. Leia também Saúde Novas estratégias ampliam combate à dengue, leishmaniose e Chagas É o bicho! Agosto Verde: saiba como prevenir a leishmaniose em cães e humanos Saúde Leishmaniose: Fiocruz descobre molécula que pode melhorar tratamento Distrito Federal Leishmaniose “controlada” impediu eutanásia de cadela do DF. Entenda Entre as substâncias analisadas, as chamadas onamidas se destacaram. Duas delas, a onamida A e a 6,7-di-hidro-onamida A, apresentaram alta potência contra o parasita e baixa toxicidade para células humanas, características que superam os tratamentos atualmente disponíveis. Além disso, os testes indicam que esses compostos atuam por um mecanismo diferente do da anfotericina B, o que pode ajudar a contornar a resistência já observada em terapias convencionais. Perspectivas para novos tratamentos Os cientistas também identificaram a onamida G, descrita pela primeira vez neste trabalho, ampliando o conhecimento sobre a diversidade estrutural dessas moléculas. Outra vantagem observada foi a eficácia em baixas concentrações, o que pode permitir tratamentos mais curtos e com menos efeitos adversos. Apesar de se tratar de uma etapa inicial, o estudo indica potencial para o desenvolvimento de novos medicamentos contra a leishmaniose e até outras doenças causadas por protozoários, como a doença de Chagas e a tripanossomíase africana. Mais estudos devem avaliar a eficácia em organismos vivos, além da viabilidade de produção em larga escala usando tecnologias sustentáveis, como culturas de bactérias simbióticas. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Homem tem enxaqueca no dia do casamento e é diagnosticado com tumor 25 de setembro de 2024 Os tumores cerebrais, mesmo quando benignos, podem causar sintomas severos como dores de cabeça intensas e problemas de visão. Foi o que aconteceu com Nathan Vaughan, de 30 anos, que acabou perdendo a recepção do próprio casamento devido a uma “forte enxaqueca” que, na verdade, era causada por um tumor… Read More
Variante com “potencial pandêmico” da mpox é encontrada no Congo 17 de abril de 2024 Uma nova variante do vírus mpox, mais infecciosa e potencialmente mais fatal do que a que circulou no surto global de 2022, foi documentada no Congo, na África. Pesquisadores europeus já haviam alertado em março para a circulação da nova variante, batizada como Clade Ib. Nesta segunda-feira (15/4), um estudo… Read More
Notícias Insônia fatal: a doença rara e sem cura que destrói o sono em meses 24 de outubro de 2025 A insônia familiar fatal é uma doença neurológica extremamente rara, conhecida por comprometer progressivamente o sono e levar à degeneração cerebral rápida. Diferente da insônia comum, que afeta milhões de pessoas de forma crônica, a condição evolui em poucos meses, provocando alterações físicas, cognitivas e comportamentais severas. A doença é… Read More