Professor fica afastado após câncer na língua e sonha voltar às aulas Ouvir 27 de setembro de 2025 O professor de português Róbson Cosme Lopes da Silva, de 48 anos, morador de Luziânia (GO), viu sua rotina mudar de forma brusca em 16 de junho, quando recebeu o diagnóstico de câncer de língua. Apaixonado por lecionar, ele precisou de afastar da sala de aula para enfrentar a doença. Em maio, o professor percebeu uma ferida na língua, causada pela prótese dentária, que se formou e não se cicatrizou. Duas semanas depois, Róbson procurou um médico — o profissional desconfiou do machucado e pediu uma biópsia da língua. O resultado acusou o câncer na língua. Leia também Celebridades Streamer com câncer terminal perde R$ 165 mil em golpe durante ao vivo Saúde Mortes por câncer no mundo devem crescer 75% até 2050, projeta estudo Celebridades Influenciadora de 14 anos morre após 11 anos de luta contra câncer Celebridades Com câncer, James Van Der Beek emociona fãs: “Queria subir no palco” “É desesperador, mas logo depois você se conforma e aceita o seu destino”, escreve Róbson, que hoje só consegue se comunicar por escrito. Ele conseguiu passar pela cirurgia de retirada do tumor na última semana e está com a língua embolada e costurada. Róbson Cosme é professor na rede pública de ensino em cidades do entorno do Distrito Federal, mas se afastou das funções por conta do câncer de língua Cirurgia e tratamento Durante o procedimento, parte da língua e as amígdalas foram retiradas, o que dificulta a fala e a alimentação. Atualmente, o professor depende de sonda para se alimentar, com custo semanal de R$ 1 mil. “O mais difícil tem sido manter o tratamento, manter a minha casa e não poder me alimentar normalmente”, relata. Apesar disso, mantém a esperança: “Acredito que estou curado graças aos pensamentos positivos que recebi até aqui.” Segundo o oncologista André Prestes, da Santa Casa de São José dos Campos, o câncer de língua ocorre quando células crescem de forma desordenada, podendo se espalhar para linfonodos do pescoço e, em casos mais graves, para órgãos como o pulmão. “Os principais sinais de alerta são feridas que não cicatrizam em mais de duas ou três semanas, dor, sangramento, mau hálito e dificuldade para falar ou engolir. Diante desses sintomas, é fundamental procurar atendimento”, afirma. O especialista reforça que os fatores de risco mais comuns são o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a infecção pelo HPV. A prevenção passa pelo abandono do cigarro e do álcool, manutenção da higiene oral e pela vacinação contra o HPV. Sintomas que podem indicar câncer de língua Feridas que não cicatrizam após duas ou três semanas. Dor persistente na língua ou boca. Sangramento sem causa aparente. Mau hálito constante. Dificuldade para engolir ou falar A notícia abalou o dia a dia da família, mas o professor, que leciona em escolas públicas no entorno do Distrito Federal, diz que encontrou força em sua esposa, filhos e, principalmente, em seus alunos e ex-alunos. Uma campanha de arrecadação organizada pela comunidade escolar tem garantido parte do tratamento e também o sustento da família de Róbson. “O que vou guardar dessa trajetória é o carinho que recebi dos amigos atuais, de infância, ex-alunos, alunos e coordenadores. Isso tem me sustentado”, conta. Ele confessa sentir falta de estar em sala de aula e planeja voltar a dar aulas o mais rápido possível quando se recuperar. Também sonha em criar uma ONG para ajudar pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Apesar das dificuldades, Róbson se mantém firme diante da situação e diz que quer ser lembrado pela coragem e pelo amor à profissão. Sua maior meta é voltar às salas de aula. “O que eu digo para as pessoas que passam por algo semelhante é que não se desesperem. Entregue sua vida a Deus e deixe que tudo aconteça conforme a vontade dele, que tudo acontecerá”, afirma. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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