Semana Especial da Mulher – Fertilidade: como a nutrição pode contribuir Ouvir 8 de março de 2024 Para quem acha que nutrição x fertilidade não tem nada a ver está muito enganado. É fundamental entender que a alimentação é fator imprescindível para o bom funcionamento do corpo, pois influencia na qualidade dos sistemas reprodutores tanto de homens quanto de mulheres, por isso, desta forma é importante avaliar o que é ingerido pelas tentantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade afeta de 50 a 80 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões de pessoas podem ser inférteis. A infertilidade, momentânea ou permanente, pode ser causada por diversos motivos, como disfunção ovulatória, síndrome dos ovários policísticos, miomas, endometriose, distúrbios na tireoide, estresse, sedentarismo ou problemas nutricionais. Durante este processo é importante melhorar a qualidade das células reprodutivas, corrigir possíveis disfunções hormonais e adequar os nutrientes ofertados, tantos nas mulheres como em homens, pois vale salientar que metade da carga genética é por parte do homem, sendo importante o manejo nutricional para melhorar o perfil de espermatozoides, tanto em qualidade como em quantidade, para otimizar a fertilidade. Para as tentantes, é essencial adequar a alimentação, pois desta forma há estímulos adequados de hormônios envolvidos na fertilização, na produção e liberação de óvulos saudáveis. É recomendado que o acompanhamento nutricional se inicie com pelo menos 6 meses de antecedência. Alguns nutrientes merecem atenção nesse momento, seja através da alimentação ou suplementação, são eles ácido fólico (B9), vitaminas do complexo B, E, A, C, D e ferro, zinco, selênio, magnésio, ômega 3, entre outros. Todos esses nutrientes atuam diretamente no sistema reprodutor feminino e em diversas outras células importantes, levando boa nutrição para mulher. Outros nutrientes que podem contribuir são a coenzima Q10, maca Peruana, sementes como linhaça, abóbora, gergelim, girassol, gorduras boas como oleaginosas, azeite de oliva, abacate, geleia real, antioxidantes como astaxantina, betacaroteno, resveratrol, entre outros. Alimentos que devem ser evitados: café, chás pretos e refrigerantes a base de cola possuem cafeína pode atrapalhar o transporte do óvulo até o útero, assim como fast food, ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos, sorvetes e guloseimas. Por causa das grandes quantidades de açúcar, sódio, corantes e aditivos, que possuem alto potencial inflamatório e pode prejudicar a saúde como um todo, inclusive a reprodutiva. Além de reduzir os carboidratos com alto índice glicêmico, pois quando consumido em excesso, são maiores as chances de o organismo desenvolver resistência à insulina e aumentar a produção desse hormônio, gerando um estado inflamatório, podendo desenvolver a diabetes. A alimentação teve ter como base os alimentos naturais como cereais integrais, frutas, legumes, verduras, leguminosas (grãos/feijões), peixes e/ou carnes magras sem gordura aparente. Para uma avaliação individualizada é de suma importância o acompanhamento nutricional com nutricionista. Fonte: Priscila Gomes – Nutricionista da Rede Mundo Verde Priscila Gomes é nutricionista registrada CRN-3 29036 pós graduada em Nutrição Esportiva Funcional pela VP centro de Nutrição Funcional. Atua na área de marketing nutricional, esportiva e funcional na rede Mundo Verde, onde realiza treinamentos de capacitação para equipes em diferentes estados do Brasil e desenvolve conteúdos técnico científicos. Referências https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/41244/3/Impact.EstiloVidaSaudeReprod.Mulheres.pdf GOMES, Mariana Cirilo; SILVA, Sarah Jéssica Duarte da; ALMEIDA, Simone Gonçalves. A relação da nutrição na infertilidade feminina. Research Society and Development, v. 9, n. 9, 2020. Nutrição
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