Streptococcus pyogenes: como evitar infecção que matou menino no DF Ouvir 24 de janeiro de 2025 Miguel Fernandes Brandão, de 13 anos, morreu no Distrito Federal por complicações de uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pyogenes. O jovem sofreu necrose dos tecidos musculares e a família afirma que a demora no tratamento foi uma das responsáveis por tornar o caso da criança irreversível. A situação reacendeu o alerta sobre os riscos de infecções relacionadas ao micro-organismo, que está por trás de graves doenças musculares como a fasciíte necrosante, conhecida como doença devoradora de carne, que Miguel teve. Leia também Grande Angular “Mãe ansiosa”: Hospital Brasília se desculpa por prontuário de Miguel Grande Angular “Morremos com nosso filho”, diz mãe do menino “comido” por bactéria no Hospital Brasília Distrito Federal Mãe de menino que morreu em hospital também teve bactéria necrosante Grande Angular Família denuncia negligência após menino morrer com bactéria em hospital do DF Um inimigo próximo Apesar de estar associada a quadros tão graves, a bactéria Streptococcus pyogenes é uma das espécies comuns que vivem no corpo humano. Ela está presente na cavidade oral e na pele, mas costuma ser facilmente controlada pelas defesas do organismo. Em momentos de baixa imunidade, porém, a bactéria consegue escapar das defesas do corpo e causa quadros de inflamação na garganta e na pele. Se não for tratada a tempo, porém, ela pode criar resistência aos medicamentos e levar a quadros muito mais complicados, como pneumonia, inflamações do coração e infecção generalizada. “A suscetibilidade a desenvolver a infecção grave por bactérias da família Streptococcus ocorre principalmente em crianças e pessoas de baixa imunidade. As consequências podem ser graves e levar a óbito”, afirmou o infectologista Werciley Júnior, de Brasília, em entrevista anterior ao Metrópoles. Sintomas e riscos A infecção pelo Streptococcus pyogenes causa sintomas de acordo com a região onde ela se manifesta. De acordo com o Manual MSD, os casos mais comuns são os da pele, em que os tecidos ficam inflamados, sensíveis e aumentam de temperatura. Em quadros menos comuns de infecções dermatológicas causadas pela bactéria, como o da escarlatina, surgem erupções rígidas e ásperas na pele. Quando a infecção avança para tecidos profundos, como na fasciíte necrosante, a intervenção cirúrgica é urgente. Em situações extremas, a amputação pode ser necessária. Infecções de garganta causadas pela bactéria também são muito frequentes, com sintomas que vão além da faringe e incluem também dores de cabeça e enjoo. Geralmente são infecções dessa natureza que, ao serem mal administradas, acabam atingindo órgãos internos como o pulmão e o coração. Prevenção e cuidados Embora a bactéria esteja presente na pele, ter contato com formas mais resistentes dela (vindas de outros pacientes) pode desencadear infecções no organismo, por isso, para evitar a disseminação, medidas básicas de higiene são essenciais. São elas: Lavar as mãos com frequência ou, quando não for possível, usar álcool em gel; Não compartilhar objetos pessoais, como copos e talheres; Manter-se afastado de pessoas em tratamento, especialmente após as primeiras 24 horas do início do uso dos antibióticos; Manter o calendário vacinal em dia também é crucial para fortalecer a imunidade. Tratamento O tratamento é feito com um esquema de antibióticos que se altera, eventualmente, para impedir que a bactéria desenvolva resistência. A taxa de mortalidade após a internação por uma infecção estreptocócica varia entre 20% e 30%. Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de sobrevivência. “As infecções estreptocócicas sérias (como fasciíte necrosante, endocardite e celulite grave) requerem penicilina administrada por via intravenosa, por vezes com outros antibióticos”, recomenda o Manual MSD. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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