T3 e T4: saiba contraindicações e riscos de uso estético do hormônio Ouvir 19 de janeiro de 2025 Quando se fala em fisiculturismo, muitas pessoas pensam nos riscos à saúde do uso de anabolizantes. Porém, outras substâncias igualmente perigosas são muito utilizadas pelos interessados em um corpo perfeito. Um dos atalhos buscados por eles é o uso de hormônios tireoideanos T3 e T4 para reduzir medidas. A adoção da tática, porém, esconde riscos enormes para a saúde incluindo um efeito rebote que pode aumentar até o risco de morte. Leia também Saúde Testosterona: veja riscos e contraindicações do hormônio anabolizante Saúde GH: usos e riscos do hormônio do crescimento usado para fins estéticos Saúde A culpa é da tireoide? Veja como a glândula interfere no ganho de peso Saúde Dia da Tireoide: saiba principais sinais de distúrbios na glândula Os hormônios T3 e T4 regulam o metabolismo, atuando no funcionamento de órgãos como coração, cérebro, fígado e rins. Ao aumentar sua proporção no corpo, ocorre o chamado hipertireoidismo, que impacta os órgãos e causa agitação, insônia, palpitação, arritmias cardíacas, tremores e emagrecimento. Especialistas em endocrinologia alertam para os perigos associados ao uso de T3 e T4 por fisiculturistas em busca de resultados rápidos. Embora eficazes na aceleração do metabolismo e na queima de gordura, os hormônios podem causar efeitos colaterais graves, como arritmias, insônia e perda muscular. “Para quem quer apenas ter um corpo melhor, é só se preparar com antecedência e fazer um déficit calórico adequado e saudável. Incluir essas drogas no corpo expõe o indivíduo a um altíssimo perigo apenas para obter alguns efeitos termogênicos”, afirma o educador físico Leandro Twin, influenciador conhecido entre fisiculturistas. O que são T3 e T4? O T3 e o T4 são hormônios produzidos pela glândula tireoide e desempenham papel fundamental na regulação do metabolismo. O T4, ou tiroxina, é convertido no organismo em T3, sua forma ativa, que estimula o consumo de energia pelas células e promove a síntese de proteínas. Eles regulam o metabolismo basal, afetando o funcionamento de quase todas as células do corpo — os hormônios controlam temperatura corporal, batimentos cardíacos e consumo de energia. As substâncias também desempenham papel essencial no crescimento e no desenvolvimento. Em condições normais, o corpo ajusta a produção conforme as necessidades energéticas, mantendo o metabolismo em equilíbrio. A tireoide tem formato semelhante ao de uma borboleta e fica localizada na parte da frente do pescoço, próximo a região conhecida como pomo de Adão Para que foram criados e quando? Os hormônios tireoidianos foram descobertos na década de 1920 e, desde então, são utilizados no tratamento do hipotireoidismo, uma condição em que a tireoide não produz hormônios suficientes, muitas vezes associada à formação de tumores na glândula. O desenvolvimento desses tratamentos representou um marco na medicina endocrinológica, melhorando significativamente a qualidade de vida de milhões de pacientes ao redor do mundo. No Brasil, o medicamento mais conhecido é o Puran T4 (levotiroxina sódica), que só pode ser vendido com receita médica. Tem registro na Anvisa? Para que tipo de uso? Os repositores de hormônios tireoidianos possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de condições como hipotireoidismo e câncer de tireoide. O uso para fins estéticos ou esportivos não é autorizado e representa uma violação das normas de segurança da agência. Ainda assim, é comum encontrá-los em mercados clandestinos. 10 imagens Fechar modal. 1 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 2 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 3 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 4 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 5 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 6 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 7 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 8 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 9 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images 10 de 10 Arte Metrópoles/Fotos Getty Images Quais os efeitos do uso? Em contextos médicos, T3 e T4 ajudam a normalizar a função metabólica em pacientes com hipotireoidismo, aliviando sintomas como fadiga, ganho de peso e depressão. Também são eficazes na redução dos níveis de TSH em pacientes com câncer de tireoide. Ou seja, o remédio é feito para regular o metabolismo, o que pode fazer com que a pessoa emagreça, mas esses benefícios só são alcançados quando é usado conforme a prescrição. “A suposta perda de peso ocorre muitas vezes a partir de um consumo da massa muscular e óssea de forma acelerada e alarmante”, diz o médico esportivo Alberto Pochini, editor-chefe da Revista Brasileira de Medicina Esportiva. Quais são os riscos do uso estético? O abuso de hormônios tireoidianos pode causar complicações agudas, incluindo insuficiência cardíaca. Isso faz, inclusive, com que pessoas com histórico de doenças cardiovasculares tenham restrição ao uso do remédio. “Ele suprime a função tireoidiana normal. Quando o uso é suspenso, o indivíduo fica em um período de hipotireoidismo que pode levar meses e, em geral, se recupera todo o peso em teoria perdido. Além disso, os hormônios aumentam e estimulam muito o coração”, alerta o endocrinologista Clayton Macedo, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP). Fisiculturistas que utilizam T3 e T4 para perder gordura muitas vezes experimentam perda de massa muscular, insônia e ansiedade. Em casos graves, o abuso pode levar a crises tireotóxicas, colocando a vida em risco. A crise tireotóxica é a complicação mais grave do hipertireoidismo e tem altas taxas de mortalidade, de até 30% das pessoas atingidas. Ela causa sudorese profunda, tremores, febre alta, fibrilação arterial e, em casos graves, edema de pulmão e insuficiência cardíaca. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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