Terapia genética corrige mutação rara que ameaça crianças pequenas Ouvir 11 de setembro de 2025 Cientistas desenvolveram uma terapia genética capaz de corrigir, em camundongos, uma mutação rara que compromete vasos sanguíneos e causa morte precoce. A condição, chamada síndrome de disfunção do músculo liso multissistêmica (SDMLM), aparece na infância e coloca em risco a vida de bebês e crianças pequenas. O estudo foi publicado na revista Nature Biomedical Engineering nesta quinta-feira (11/9). A síndrome é causada por uma mutação no gene ACTA2, identificada como R179H. Essa alteração impede o funcionamento correto das células musculares lisas, responsáveis por dar sustentação às artérias. Como resultado, as crianças afetadas podem desenvolver aneurismas, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e dissecção da aorta muito cedo — em alguns casos, nos primeiros anos de vida. Leia também Ciência Edição genética pode evitar extinção de milhares de espécies Distrito Federal Jovem com rara doença genética precisa de remédio de R$ 50 mil a dose Saúde Conheça doença genética recém-descoberta que aumenta o risco de câncer Saúde Brasil tem a maior diversidade genética do mundo, diz pesquisa da USP Para enfrentar o problema, a equipe de pesquisadores criou uma ferramenta de edição genética personalizada: um editor do tipo CRISPR–Cas9, ajustado para corrigir exatamente a mutação — trocando uma única “letra” do DNA, sem cortar a dupla hélice. Esse desenho foi feito para reduzir ao máximo alterações indesejadas em outras regiões do genoma. O próximo passo foi entregar essa enzima ao organismo. Para isso, os cientistas usaram um vetor viral AAV, direcionado especificamente às células musculares lisas dos vasos sanguíneos. Em camundongos portadores da mutação, a terapia corrigiu a falha genética em diferentes tecidos, incluindo a aorta e os vasos cerebrais, melhorando os sinais da doença e aumentando a sobrevida dos animais. Segundo os autores, a abordagem também se mostrou relativamente segura: houve baixa incidência de edições fora do alvo e nenhum efeito adverso grave identificado nos testes com animais. Apesar disso, eles reforçam que o tratamento ainda precisa passar por estudos de longo prazo para verificar riscos de resposta imunológica ao vírus ou falhas na estabilidade da correção genética. O impacto potencial é grande. Como a síndrome começa cedo e muitas vezes se manifesta em bebês, a terapia traz esperança de, no futuro, oferecer uma opção real de tratamento para famílias que hoje não têm alternativa. A equipe já iniciou conversas com autoridades regulatórias para avaliar caminhos até ensaios clínicos em humanos. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Pés e pernas podem “denunciar” colesterol alto. Saiba reconhecer 17 de setembro de 2024 Ter colesterol alto aumenta o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Afinal, o acúmulo de gordura dificulta o fluxo de sangue no organismo, o que danifica a saúde não só do coração, mas do corpo em geral. Leia também Saúde As 6 melhores atividades físicas para… Read More
Notícias Bolsonaro preso: saiba se remédios do ex-presidente podem causar surto 23 de novembro de 2025 Após ser preso por suposta tentativa de fuga e dano à tornozeleira eletrônica, Jair Bolsonaro (PL) passou por audiência de custódia na tarde deste domingo (23/11). Durante a sessão, o ex-presidente alegou ter avariado o aparelho devido a “certa paranoia”, atribuída à interação medicamentosa inadequada entre dois remédios utilizados por… Read More
Comida apimentada protege coração e cérebro, sugere estudo 9 de agosto de 2025 Um estudo chinês detectou uma possível relação entre o consumo habitual de alimentos picantes e uma menor incidência de doenças que afetam o cérebro e o coração. Os resultados, publicados na revista Chinese Journal of Epidemiology, foram obtidos a partir de dados coletados durante 21 anos e relativos a mais de 50 mil habitantes do município de Pengzhou, em Sichuan,… Read More