Cientistas podem ter descoberto uma alternativa natural ao Ozempic Ouvir 20 de janeiro de 2025 Pesquisadores da Universidade Jiangnan, na China, podem ter encontrado uma maneira natural de controlar os níveis de açúcar no sangue e reduzir os desejos por doces, de forma semelhante ao efeito de medicamentos como o Ozempic. A descoberta foi feita a partir de uma análise do microbioma intestinal e dos compostos produzidos por ele durante a digestão, conhecidos como metabólitos. Como a flora intestinal pode regular o açúcar no sangue Em experimentos com ratos com diabetes, a equipe de cientistas observou que ao aumentar a quantidade de certos microorganismos intestinais, como a bactéria Bacteroides vulgatus, foi possível “orquestrar” a secreção do hormônio peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1). Este hormônio é responsável por regular o açúcar no sangue e promover a sensação de saciedade, mas pode ser comprometido em pessoas com diabetes tipo 2, dificultando o controle do açúcar no sangue. É nesse ponto que medicamentos como o Ozempic entram em cena, estimulando a secreção do GLP-1. No entanto, o estudo da Universidade Jiangnan busca formas de permitir que o corpo produza mais desse hormônio de forma natural. “Esses medicamentos imitam os processos naturais do corpo e, embora tenham mostrado eficácia, há um crescente interesse em descobrir formas de estimular o corpo a produzir GLP-1 de maneira mais eficiente”, explicam os pesquisadores no artigo científico publicado na revista Nature Microbiology na última segunda-feira (13/1). O que está por trás do desejo por doces? A pesquisa mostrou que a flora intestinal desempenha um papel fundamental na regulação dos desejos alimentares, especialmente os por açúcar. “Nossos desejos por certos alimentos têm origem nos sinais enviados pelo intestino, um órgão essencial na transmissão das preferências alimentares”, esclarecem os cientistas. Ao manipular a produção da proteína intestinal Ffar4 em camundongos, os pesquisadores descobriram que a quantidade de B. vulgatus no intestino diminuía. Como consequência, havia a queda da liberação do hormônio FGF21, ligado aos desejos por doces. Estudos anteriores com camundongos tratados com agonistas do GLP-1, como o Ozempic, também mostraram que esses medicamentos estimulam a produção de FGF21. A análise do sangue de 60 pessoas com diabetes tipo 2 e 24 indivíduos saudáveis revelou que a produção reduzida de FGF21 está associada à maior preferência por alimentos doces, o que pode contribuir para o desenvolvimento da diabetes. Embora os resultados sejam promissores em camundongos, os pesquisadores destacam que ainda não se sabe se o efeito será o mesmo em humanos. Mesmo assim, a equipe acredita que a descoberta abre portas para estratégias naturais de prevenção da diabetes. “O estudo fornece uma nova abordagem para ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue e reduzir os desejos por doces, o que pode ser uma importante ferramenta no combate ao diabetes”, concluem os pesquisadores. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Estudo mostra que perda olfativa está ligada a 139 doenças. Entenda 30 de outubro de 2024 A perda de olfato foi um dos principais sintomas do coronavírus no início da pandemia de Covid-19, em 2019 e 2020. Com a popularidade do problema, aumentaram também as pesquisas para identificar não só as doenças que causam a perda da capacidade de sentir cheiros, mas também como tratá-la. Um… Read More
Notícias Celulite: será que os cosméticos realmente ajudam a combatê-la? 15 de novembro de 2023 A maioria das mulheres tem celulite: o aspecto de “casca de laranja” da pele atinge nada menos do que 95% das mulheres, especialmente após a puberdade. Por isso, a indústria de cosméticos investe pesado em produtos para reduzir ou eliminar essa alteração no corpo, que insiste em aparecer principalmente no… Read More
Notícias Mulher morre de câncer após ter sintoma confundido com Covid longa 11 de outubro de 2023 Uma enfermeira inglesa morreu aos 35 anos após os médicos confundirem seus sintomas de câncer com os de um quadro de Covid longa. Brogan Williams, de Wolverhampton, na Inglaterra, estava em remissão de um câncer de mama desde 2019. E há dois anos, voltou a sentir dores no peito. Ao… Read More