Novo teste portátil para detectar tuberculose tem 100% de precisão Ouvir 13 de agosto de 2025 Um avanço científico pode transformar o diagnóstico da tuberculose (TB), doença que ainda mata mais de um milhão de pessoas por ano no mundo. Pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, desenvolveram o Shine-TB, um teste rápido e portátil que detecta Mycobacterium tuberculosis diretamente do escarro. Leia também Saúde Tosse persistente pode ser início de tuberculose. Saiba identificar Vida & Estilo Tuberculose: saiba como evitar que seu filho contraia a doença Saúde EUA enfrentam um dos maiores surtos de tuberculose da história do país São Paulo Favela do Moinho tem alto índice de tuberculose, diz governo Tarcísio Os resultados dos testes mostraram 100% de precisão nos primeiros ensaios clínicos e foram publicados na última quarta-feira (6/8) na revista científica Science Advances. “O Mycobacterium tuberculosis (Mtb) é uma grande ameaça à saúde global, e há uma necessidade urgente de diagnóstico de tuberculose acessível e simples em áreas com poucos recursos. O Shine-TB simplifica o diagnóstico da doença, da amostra à resposta, combinando amplificação e detecção”, descrevem os autores no artigo. Dificuldade no diagnóstico de tuberculose Atualmente, a tuberculose é difícil de diagnosticar de forma rápida e precisa. Os métodos disponíveis não conseguem aliar três quesitos importantes na detecção da doença: sensibilidade, tempo de resposta e acessibilidade. Entre as principais formas de identificação, a realizada com cultura bacteriana tem alta sensibilidade, mas é lenta para fornecer resultados. Já a baciloscopia de escarro é rápida – cerca de uma hora –, porém tem baixa precisão e depende da experiência do profissional. Por fim, os testes baseados em PCR oferecem bons resultados, mas exigem equipamentos especializados, além de cartuchos de uso único, deixando de atender áreas com pouco recurso. Como funciona o novo teste para tuberculose Os pesquisadores usaram uma tecnologia de edição genética que permite modificar o DNA, chamada de CRISPR. Nesse caso, ela foi usada como sensor para reconhecer sequências genéticas específicas da bactéria responsável pela tuberculose. Eles também utilizaram a amplificação da polimerase recombinase, uma técnica que copia mais vezes o DNA alvo, facilitando a detecção. Todo o processo foi realizado em único tubo a uma temperatura de 37 °C. Para validar o teste, os cientistas coletaram amostras de escarro de adultos sintomáticos em unidades públicas de saúde na Colômbia, e escarro negativo para tuberculose estocados em um hospital universitário nos Estados Unidos. Em 13 amostras analisadas, o Shine-TB acertou todos os diagnósticos — tendo 100% de sensibilidade e 100% de especificidade em comparação ao exame de cultura bacteriana. Um outro diferencial importante é que os reagentes do Shine-TB podem ser liofilizados, permitindo transporte e armazenamento sem necessidade de refrigeração. Isso abre caminho para a aplicação do teste em regiões remotas e com poucos recursos. Além disso, o desempenho do método atende aos padrões da Organização Mundial da Saúde. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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