Estudo indica em quais partes do corpo o HIV se esconde Ouvir 20 de outubro de 2025 Pesquisadores da Western University e da University of Calgary, no Canadá, publicaram um novo estudo que lança luz sobre o mistério da persistência do HIV no organismo, mesmo quando controlado por terapia antirretroviral. Eles descobriram que o HIV não se integra de forma aleatória no genoma das células infectadas, mas também adota padrões específicos para cada tipo de tecido — como sangue, cérebro e trato digestivo — o que permite ao vírus “se esconder” em zonas menos ativas do DNA, onde há pouca expressão de genes e menor ação do sistema imunológico. Leia também Saúde Paciente de SP fica 17 meses curado do HIV com tratamento experimental Mirelle Pinheiro Rede de laboratórios falsificava resultados de exames de HIV e sífilis Saúde Cientistas desenvolvem 1º tratamento contra HTLV, vírus “primo” do HIV Saúde Lenacapavir: entenda o diferencial do tratamento para prevenir o HIV No cérebro, por exemplo, a pesquisa observou que o HIV prefere zonas do DNA que estão em “modo silencioso”, fazendo com que a célula infectada funcione quase normalmente, sem despertar atenção imunológica. Essa característica ajuda a explicar por que, mesmo com o uso de medicamentos antirretrovirais que reduzem a carga viral a níveis indetectáveis, o vírus pode voltar a se manifestar se o tratamento for interrompido. O estudo aponta que os diferentes tecidos do corpo não são apenas “reservatórios” genéricos, mas ambientes com microcaracterísticas que moldam a forma de persistência viral — imunidade local, atividade genética, metabolismo e microambiente são fatores que parecem influenciar como o HIV permanece. 13 imagensFechar modal.1 de 13 HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O causador da aids ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida Arte Metrópoles/Getty Images2 de 13 A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids Anna Shvets/Pexels3 de 13 Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico Hugo Barreto/Metrópoles4 de 13 O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas iStock5 de 13 O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais iStock6 de 13 Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Hugo Barreto/Metrópoles7 de 13 A empresa de biotecnologia Moderna, junto com a organização de investigação científica Iavi, anunciou no início de 2022 a aplicação das primeiras doses de uma vacina experimental contra o HIV em humanos Arthur Menescal/Especial Metrópoles8 de 13 O ensaio de fase 1 busca analisar se as doses do imunizante, que utilizam RNA mensageiro, podem induzir resposta imunológica das células e orientar o desenvolvimento rápido de anticorpos amplamente neutralizantes (bnAb) contra o vírus Arthur Menescal/Especial Metrópoles9 de 13 Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenir o HIV em grupos de risco, inclusive para pessoas que mantém relações sexuais com indivíduos com o vírus spukkato/iStock10 de 13 O Apretude funciona com duas injeções iniciais, administradas com um mês de intervalo. Depois, o tratamento continua com aplicações a cada dois meses iStock11 de 13 O PrEP HIV é um tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) feito especificamente para prevenir a infecção pelo vírus da Aids com o uso de medicamentos antirretrovirais Joshua Coleman/Unsplash12 de 13 Esses medicamentos atuam diretamente no vírus, impedindo a sua replicação e entrada nas células, por isso é um método eficaz para a prevenção da infecção pelo HIV iStock13 de 13 É importante que, mesmo com a PrEP, a camisinha continue a ser usada nas relações sexuais: o medicamento não previne a gravidez e nem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, por exemplo Keith Brofsky/Getty Images Do ponto de vista terapêutico, essa descoberta abre caminho para estratégias mais refinadas contra o HIV. Em vez de apenas focar na redução da carga viral no sangue, os cientistas agora consideram a necessidade de alcançar esses esconderijos específicos no corpo, possivelmente com medicamentos que atinjam áreas como o sistema nervoso central ou o trato gastrointestinal — onde o vírus parece adotar seu modo “furtivo”. Além disso, a nova informação pode ajudar no desenvolvimento de abordagens combinadas que visem tanto ativar essas células latentes — para que o vírus seja exposto ao sistema imune ou a tratamentos — quanto eliminar ou silenciar os locais onde o vírus se esconde por longos períodos. Embora esta ainda não seja a resposta completa para a cura do HIV, o estudo reforça que o combate ao vírus não é apenas uma questão de reduzir o número de partículas virais circulantes, mas também de entender e desbloquear os esconderijos internos nos tecidos do corpo. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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