Endocrinologista explica como reconhecer os sinais de colesterol alto Ouvir 9 de dezembro de 2025 O colesterol é uma gordura produzida pelo organismo e necessária para várias funções do corpo, como a produção de vitamina D e formação de hormônios. O problema do colesterol alto surge quando o LDL, o chamado “ruim”, se mantém elevado e começa a se acumular nas artérias. O acúmulo progressivo dessas partículas favorece o entupimento dos vasos e aumenta o risco de infarto e AVC. Como a alteração não provoca dor nem incômodo imediato, muitas pessoas só descobrem o problema ao fazer exames de rotina. Leia também Saúde Nutricionistas ensinam o que comer para controlar o colesterol alto Nutrição Semente rica em proteína e ferro ajuda a prevenir o colesterol alto Vida & Estilo Qual a melhor forma de preparar ovo se quiser evitar o colesterol alto Saúde Pele pode revelar os primeiros sinais de diabetes e colesterol alto Sinais que podem indicar colesterol alto O colesterol alto não mostra sintomas diretos, mas alguns indícios ajudam a identificar quem tem maior chance de apresentar alterações. Especialistas ouvidos pelo Metrópoles listaram os principais sinais. Dentre eles, destacam-se: Acúmulo de gordura abdominal: indica desregulação metabólica e costuma aparecer em pessoas com LDL elevado. Resistência à insulina e diabetes: ambas as condições caminham ao lado do colesterol alto e aumentam o risco cardiovascular. Aparecimento de xantomas: nódulos pequenos de gordura na pele ou nos tendões, observados somente em níveis muito altos. Xantelasmas: placas amareladas nas pálpebras, menos comuns, mas associadas a colesterol persistentemente elevado. Níveis muito altos de colesterol desde cedo: valores acima de 190 mg/dL em adultos ou 160 mg/dL em crianças sugerem influência genética, principalmente quando a alimentação é adequada. “O que mais preocupa é que muitos pacientes só descobrem o colesterol alto depois de uma complicação, porque passam anos com níveis elevados sem apresentar qualquer sinal. Esse comportamento silencioso é típico de quadros hereditários ou de pessoas com múltiplos fatores de risco não monitorados”, explica a endocrinologista Isabela Carballal, do Hospital Brasília Águas Claras. Alimentação também revela risco de colesterol alto A rotina alimentar do paciente costuma dar pistas sobre o comportamento do colesterol. Cansaço após refeições muito gordurosas, fome recorrente ao longo do dia e frequência alta de refeições fora de casa sugerem excesso de gorduras saturadas. Frituras, queijos, molhos cremosos, ultraprocessados, granolas ricas em açúcar, queijos magros consumidos em quantidade alta, laticínios integrais e carne vermelha constante ao longo da semana também favorecem a elevação do LDL. Alimentos ricos em gorduras saturadas elevam o LDL e aumentam o risco de colesterol alto O que ajuda a reduzir o colesterol? A estratégia mais indicada para a redução do colesterol é fazer mudanças significativas na alimentação. Dietas eficazes mostram resultados entre quatro e doze semanas. Fibras solúveis, menor ingestão de gordura saturada e inclusão de gorduras boas — como azeite, castanhas e peixes — ajudam a reduzir o LDL. A montagem do prato também faz diferença. Metade deve ser preenchida com legumes e verduras. O restante deve unir proteínas de qualidade e carboidratos equilibrados. O consumo diário de 25 g a 35 g de fibras é recomendado, principalmente de fontes como aveia, chia, linhaça, feijões, lentilha e frutas. Outro fator essencial é uma boa hidratação, já que a água potencializa a ação das fibras. Carnes brancas e ovos podem ser priorizados, enquanto a carne vermelha deve aparecer com menor frequência. “Quem faz ajustes na alimentação costuma ver melhora do LDL já no primeiro mês, mas quem tem predisposição genética precisa de acompanhamento contínuo para manter o colesterol controlado a longo prazo”, afirma a nutricionista Carla de Castro, da clínica Sallva, em Brasília. Quando a medicação entra no tratamento? O uso de medicamentos depende do risco cardiovascular no geral. Níveis muito elevados de LDL, presença de diabetes ou histórico de infarto e AVC costumam justificar o início da terapia. Em adultos jovens, o cuidado é ainda mais relevante, porque o efeito do colesterol alto se acumula ao longo do tempo. O controle saudável combina uma boa alimentação, acompanhamento profissional e, quando necessário, medicação. Detectar o problema cedo reduz o risco de complicações futuras. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Glúten faz mal? Engorda? Nutróloga tira dúvidas sobre o composto 18 de julho de 2025 É só ir em algum supermercado para ver uma embalagem de um produto com a advertência “contém glúten”. A restrição de consumo é necessária para pessoas que são intolerantes ou que são celíacas (uma doença autoimune desencadeada pelo glúten), mas acabou sendo adotada também de forma mais ampla pela sociedade… Read More
Notícias Colesterol alto: saiba os riscos, o que comer e o que evitar 9 de outubro de 2023 O colesterol é uma substância lipídica encontrada naturalmente no corpo humano e em alimentos de origem animal. Ele desempenha um papel crucial no funcionamento do organismo. Isso porque é essencial para a produção de membranas celulares, hormônios esteroides (como os hormônios sexuais) e a síntese de vitamina D. Leia também… Read More
Notícias Consumo de fast-food afeta a memória em poucos dias, indica estudo 16 de outubro de 2025 Uma dieta rica em gordura, típica do fast-food, pode começar a prejudicar o cérebro em apenas quatro dias. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte (UNC), publicado na revista Neuron em 11 de setembro, que revelou como esse tipo de alimentação… Read More