Poluente emitido por carros pode causar Alzheimer, mostra estudo Ouvir 8 de março de 2024 O ar presente principalmente em centros urbanos é infectado todos os dias por uma série de substâncias poluentes que afetam a saúde da população. Uma nova pesquisa da Universidade de Tecnologia de Sydney investigou um elemento específico da poluição e mostrou que está associado ao desenvolvimento de Alzheimer. A magnetita é um composto magnético de óxido de ferro que é emitido a partir de processos de combustão de alta temperatura, como os dos escapamentos de carro. Relação entre a magnetita e o Alzheimer Pesquisas anteriores já haviam encontrado magnetita no cérebro de pessoas com Alzheimer. No entanto, a relação entre a doença e o composto não estava clara. Até 2016, acreditava-se que o composto era produzido naturalmente pelo cérebro. Porém, um estudo publicado naquele ano mostrou que, na verdade, a maioria do composto presente no órgão vinha da poluição. Assim, surgiu a hipótese de que a magnetita presente no ar poluído estava associada ao aumento do risco de Alzheimer. Leia mais: Textos de 2.500 anos sugerem que o Alzheimer é uma doença moderna Proconve: o que é e quais seus objetivos? Em qual país do mundo os carros mais poluem o ar? Novas descobertas No novo estudo da Universidade de Tecnologia de Sydney, foram usados ratos geneticamente modificados para terem predisposição ao Alzheimer. Os animais foram expostos à poluição atmosférica por magnetita, ferro e diesel para analisar os efeitos do poluente. Nenhum dos ratos expostos apresentou bons quadros de saúde, mas aqueles que respiraram a magnetita tiveram mais ansiedade, perda de células neuronais, inflamação e estresse oxidativo. Todos esses sintomas são sinais patológicos do Alzheimer. De onde vem a magnetita? E como ela chega ao nosso cérebro? A magnetita, como já dito, é um tipo de partícula magnética de óxido de ferro emitida por combustão de alta temperatura, como escapamentos de veículos, atrito das pastilhas de freio, desgaste de um motor, além de ser liberada também por incêndios em lenha e usinas de energia movidas a carvão. Segundo explicou Kristine McGrath, autora do estudo, ao New Atlas, quando inalamos poluentes atmosféricos, como a magnetita, essas partículas podem entrar no cérebro através do revestimento da passagem nasal e do bulbo olfatório, uma estrutura na parte inferior do cérebro responsável pelo processamento de cheiros, contornando a barreira de proteção natural do cérebro contra substâncias nocivas. Padrões de qualidade do ar Os pesquisadores destacam que para evitar os problemas de saúde provocados pela magnetita é necessário primeiro considerar o nível do poluente no ar e incluir esse fator nos padrões de qualidade do ar. Detalhes do estudo foram publicados pela Environment International. O post Poluente emitido por carros pode causar Alzheimer, mostra estudo apareceu primeiro em Olhar Digital. Notícias
Notícias Da obesidade ao AVC: veja como a diabetes se associa a outras doenças 26 de junho de 2024 O Brasil é o 5º país do mundo com o maior número de pacientes diabéticos. Ao todo, mais de 16 milhões de brasileiros têm diabetes, seja a de tipo 1 ou tipo 2 (mais comum). A doença é fator de risco para uma série de condições, bem como pode ser… Read More
Remédio usado para artrite pode melhorar rins doados para transplante 6 de janeiro de 2026 Estudo brasileiro testa medicamento já aprovado pela Anvisa para reduzir inflamação e aumentar o aproveitamento de rins doados Read More
Notícias Entenda estudo que associa uso de medicamentos para dormir à demência 25 de julho de 2024 Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, sugere que alguns medicamentos para dormir podem aumentar o risco de demência. O tipo de remédio e a quantidade usada são fatores importantes para explicar o risco maior, segundo mostrou a pesquisa publicada no… Read More