Cientistas observam orangotango tratando ferida com planta medicinal Ouvir 3 de maio de 2024 Pesquisadores da Indonésia observaram, pela primeira vez na história, o uso de plantas medicinais como tratamento para feridas por primatas. O orangotango Rakus, que mora em uma reserva em Sumatra, foi visto aplicando uma pasta feita de folhas mastigadas em um machucado em seu rosto. O artigo foi publicado nessa quinta (2/5) na revista Scientific Reports. O animal usou a trepadeira Akar Kuning, que é conhecida no país por suas capacidades antiinflamatórias e antibacterianas que é usada na Indonésia para tratar malária, desinteria e diabetes. Leia também É o bicho! Orangotango curioso pede para ver recém-nascido de perto em zoológico Saúde Cientistas clonam primeiro macaco rhesus com novo método científico Brasil Vídeo: macaco invade casa e pula no ombro de biólogo durante resgate É o bicho! Cientistas descobrem que 72% dos macacos machos são bissexuais Rakus mastigou o caule e as folhas da planta, aplicou a pasta várias vezes na bochecha durante sete minutos, e depois cobriu o ferimento com as folhas mastigadas. A ferida fechou em cinco dias e, depois de um mês, o orangotango estava curado. “Ele aplicou a pasta repetidamente e, mais tarde, também aplicou uma matéria vegetal mais sólida da planta. Todo o processo durou realmente um tempo considerável — por isso acreditamos que ele a aplicou intencionalmente”, explica Isabella Laumer, do Instituto Max Planck, na Alemanha, uma das autoras da pesquisa, em entrevista à BBC. Planta medicinal em feridas Os pesquisadores acreditam que Rakus se feriu durante uma briga com orangotangos rivais. Eles apontam que o primata pode ter tocado o machucado sem querer enquanto se alimentava e, sentindo alívio pelos efeitos da planta, repetiu o processo, ou aprendeu o tratamento com outros orangotangos. Esta foi a primeira vez que um animal selvagem foi observado aplicando uma planta em uma ferida, mas outros primatas já foram vistos engolindo, mastigando ou se esfregando em plantas com propriedades medicinais. “Somos mais semelhantes do que diferentes. Esse estudo fornece novos insights sobre a existência de automedicação em nossos parentes mais próximos e sobre as origens evolutivas da medicação de feridas de forma mais ampla. Esperamos que a pesquisa aumente a conscientização sobre seu status criticamente ameaçado na natureza”, completou a bióloga. Os cientistas continuarão a pesquisa, observando de perto os outros orangotangos para verificar se o comportamento se repete. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Boné causa calvície? Especialista explica se há risco de queda capilar 11 de abril de 2024 Muita gente diz que o uso frequente de bonés provoca queda de cabelo. Se você é adepto deste tipo de chapéu, pode manter o hábito. Embora muitas pessoas acreditam que o uso abafa o couro cabeludo e enfraquece os fios, isso não é verdade. “O uso de boné pode levar,… Read More
Pessoas com demência vivem mais hoje do que há 20 anos, aponta estudo 8 de julho de 2025 Pessoas diagnosticadas com demência estão vivendo mais do que há duas décadas, graças ao diagnóstico precoce, aos tratamentos medicamentosos mais eficazes e a intervenções psicossociais adaptadas às necessidades de cada paciente. A conclusão é de um estudo global liderado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, publicado em maio na revista… Read More
Notícias Ciência aponta um aroma de planta que pode fazer bem à memória 31 de julho de 2024 Conhecido por seu aroma marcante e sabor único, o alecrim é uma erva que vai muito além de aplicações culinárias. Pesquisas indicam que o simples ato de inalar o aromar de alecrim pode trazer uma série de benefícios à saúde. Entre as muitas vantagens do alecrim, a erva contribui para… Read More