Arteterapia: conheça projeto da Rede Sarah que une arte e reabilitação Ouvir 14 de setembro de 2025 A reabilitação de pacientes com limitações físicas ou neurológicas não é algo simples e vai muito além dos exercícios tradicionais. A arteterapia, na Rede Sarah, em Brasília, inclui experiências artísticas que estimulam o bem-estar emocional, a autoestima e a motivação para a recuperação. O projeto Arte e Reabilitação oferece apresentações musicais, espetáculos de dança e teatro, além de oficinas que envolvem pintura, bordado, modelagem e arte digital. A iniciativa nasceu da observação de que a reabilitação envolve tanto a recuperação física quanto o equilíbrio emocional do paciente. Familiares e acompanhantes também participam das atividades, criando um ambiente de suporte que contribui para a adesão aos tratamentos. Essa combinação entre arte e ciência oferece benefícios clínicos e emocionais, o que ajuda na redução da ansiedade, melhora a coordenação motora e fortalece da motivação diária para a recuperação. Leia também Saúde Terapias complementares não funcionam para autismo, afirma estudo Saúde Psicoterapia altera o cérebro e traz benefícios contra a depressão É o bicho! Terapia de reabilitação canina: guia completo para a saúde do seu cão É o bicho! 4 terapias naturais que aliviam dores em cães e promovem bem-estar Principais benefícios da arteterapia na reabilitação Estímulo da neuroplasticidade cerebral. Melhora da coordenação motora e habilidades cognitivas. Redução da ansiedade e alívio da dor. Maior adesão às terapias e engajamento no tratamento. Estímulo à socialização e integração entre pacientes. A neurocientista Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah, observa mudanças clínicas e comportamentais entre os pacientes que participam do projeto. Ela relata que, nos dias em que há apresentações — que são feitas de forma voluntária por artistas que estão passando por Brasília –, é possível identificar redução no uso de analgésicos, resultado associado à produção de dopamina. “Quando o paciente está feliz, ele acaba sentindo menos dor. Isso aumenta a adesão ao tratamento e melhora o desempenho nas terapias”, explica. A dopamina é um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e recompensa. Quando liberada em maior quantidade, como ocorre durante experiências agradáveis com música, teatro ou dança, a substância atua diretamente nos circuitos de percepção da dor, modulando a resposta do cérebro aos estímulos. Formada em artes pela Universidade de Brasília (UnB), a professora Aline Ribeiro Galvão, que acompanha pacientes em reabilitação há 15 anos na Rede Sarah, explica que o contato com a arte tem efeito direto no comportamento e na cognição dos pacientes. A arteterapia oferece diversos benefícios, como a redução do estresse e ansiedade, a melhoria da autoestima e autoconfiança, o desenvolvimento de habilidades de comunicação e sociais, e o estímulo ao raciocínio e à memória Nas oficinas, os pacientes realizam atividades que trabalham tanto a coordenação física quanto funções cognitivas — tudo enquanto exploram a criatividade. Esse tipo de exercício ajuda o cérebro a criar novas conexões, tornando a reabilitação mais envolvente e transformando o aprendizado funcional em uma experiência mais significativa e prazerosa. “Um paciente hemiplégico que participa de uma oficina de modelagem precisa movimentar ambas as mãos — mesmo a mão comprometida — o que estimula a neuroplasticidade e amplia o envolvimento”, esclarece. Além de estimular habilidades individuais com atividades adaptadas para cada indivíduo, Aline esclarece que as oficinas de arteterapia favorecem a interação entre os pacientes. Ao participar das atividades, eles compartilham experiências, trocam aprendizados e apoiam uns aos outros, o que cria um ambiente de colaboração que ajuda a reduzir a sensação de isolamento. “Muitos chegam inseguros ou desmotivados mas, ao vivenciarem as oficinas, ganham autoconfiança, autoestima e uma sensação de pertencimento. Além disso, a arte reduz a ansiedade, contribui para o alívio da dor e estimula sentimentos de esperança e superação”, comenta Aline. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Estudo aponta maior risco de perda súbita da visão com Wegovy. Entenda 16 de março de 2026 Análise de registros da FDA encontrou mais relatos de neuropatia óptica isquêmica com Wegovy do que com Ozempic Read More
EUA aprova 1º tratamento para obesidade causada por lesão cerebral 20 de março de 2026 Terapia inédita para obesidade reduz peso em condição rara ligada ao hipotálamo, que não tinha opções específicas de tratamento Read More
Notícias Boa morte: estudo mostra que a fé guia os brasileiros no fim da vida 7 de agosto de 2025 O que significa ter uma boa morte? A resposta para essa pergunta varia de acordo com fatores individuais, mas também culturais. É o que mostra um estudo publicado na revista BMC Palliative Care, que comparou a percepção de pessoas com demência no Brasil e no Reino Unido sobre o fim… Read More