Brasil inaugura a maior biofábrica do mundo de mosquitos contra dengue Ouvir 21 de julho de 2025 O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP) inauguraram, no sábado (19/7), a maior biofábrica do mundo voltada para a criação do mosquito Aedes aegypti inoculado com a bactéria Wolbachia. A técnica impede o desenvolvimento do vírus da dengue e de outras arboviroses. A Wolbito do Brasil foi aberta em Curitiba, no Paraná. O espaço tem mais de 3,5 mil m², equipamentos de última geração para a automação e criação dos mosquitos e irá atender todo o Brasil. A biofábrica tem capacidade para produzir 100 milhões ovos de mosquitos por semana. A expectativa é que ao menos 14 milhões de pessoas sejam protegidas contra a dengue, zika e chikungunya. “Ao longo de mais de uma década, esse método consolidou evidências científicas robustas, revelando-se um grande aliado no combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Nosso objetivo é reduzir significativamente os números de casos de arboviroses no país. Em dez anos teremos beneficiado mais da metade da população brasileira”, afirma o CEO da Wolbito do Brasil, Luciano Moreira. O que é o método wolbachia? A Wolbachia é uma bactéria presente de forma natural em cerca de 50 a 60% de todos os insetos. Desenvolvido em 2008 na Universidade de Monash, na Austrália, o método Wolbachia consiste em transferir a bactéria para o Aedes aegypti, que não a possui naturalmente. A presença da Wolbachia atrapalha o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya, ajudando na redução das doenças. Como consequência, os mosquitos infectados com Wolbachia apresentam uma carga viral significativamente menor, o que reduz a capacidade de transmissão dos vírus durante a picada. Após a colonização artificial, os mosquitos infectados com a Wolbachia são soltos para se reproduzirem com os insetos locais, gerando uma nova população de Aedes aegypti com carga viral menor. A bactéria não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos. Wolbachia no Brasil O método Wolbachia chegou ao Brasil em 2012 para ser estudado. Dois anos depois, a primeira cidade brasileira a receber a tecnologia foi Niterói, no Rio de Janeiro. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, houve redução de 69,4% dos casos de dengue, 56,3% dos de chikungunya e 37% nas ocorrências de zika. Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da chikungunya O método Wolbachia já é usado em algumas localidades, como: Niterói (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Petrolina (PE), Joinville (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Londrina (PR). Em abril de 2024 foi inaugurada a Biofábrica Wolbachia em Belo Horizonte, em Minas Gerais. As primeiras cidades a receberem os mosquitos da nova biofábrica serão: Brasília (DF), Valparaíso de Goiás (GO), Luziânia (GO), Joinville (SC), Balneário Camboriú (SC) e Blumenau (SC). A estratégia segue os critérios do Ministério da Saúde. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Atenção aos idosos: veja cuidados para evitar acidentes domésticos 31 de março de 2024 Os acidentes domésticos são mais comuns do que se imagina e podem representar um sério risco para os idosos. Nesta fase da vida, devido às mudanças físicas, sensoriais e cognitivas associadas ao envelhecimento, eles ficam mais vulneráveis. Por isso, estão naturalmente, mais propensos a quedas e outras intercorrências no ambiente… Read More
Notícias Chá de menta e de hortelã têm efeitos diferentes. Aprenda como usar 15 de março de 2025 Embora pertençam ao mesmo gênero, menta e hortelã não são plantas iguais: elas têm leves diferenças na forma, sabor e até em seus benefícios para a saúde. As distinções entre os usos terapêuticos delas fica clara quando se comparam os chás das duas folhas. “Há quem ache que são plantas… Read More
Cientistas descobrem vírus gigante com replicação inédita. Entenda 28 de maio de 2026 Encontrado no Japão, furtivovírus usa mecanismo nunca visto e pode ajudar a explicar a evolução das células complexas Read More