Brasil tem 152 mil casos de doenças negligenciadas ao ano. Veja lista Ouvir 30 de janeiro de 2024 Um relatório divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (30/01) faz um balanço dos casos de doenças negligenciadas no Brasil – são chamadas de negligenciadas as enfermidades que afetam os grupos mais vulneráveis da população e que possuem investimentos em pesquisa baixos. Entre 2016 e 2020, essas doenças somaram 583 mil casos no Brasil, uma média de 152 mil casos ao ano. Leia também Brasil Criança de 6 anos desenvolve doença rara comum apenas em adultos Saúde Com doença rara, jovem só descobriu que não tinha útero aos 23 anos São Paulo Jovem com doença rara, intubada 20 vezes, passa 4º Réveillon internada Saúde Conheça doença rara de pele que poucos médicos conseguem diagnosticar Deste total, 250 mil casos, 42,9%, foram detectados em municípios de Região Nordeste e 138 mil (23,8%), na Norte. Apesar do número de casos ainda ser expressivo, estas doenças estão em ritmo de queda. O ano de 2015, imediatamente anterior ao relatório, foi adotado como referência para avaliar a evolução da taxa de detecção deste grupo de doenças: nele foram 75,1 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2020, foram 56 casos a cada 100 mil. “O controle passa uma perspectiva mais ampliada, de desenvolvimento humano e social, com caráter inclusivo e de enfrentamento à pobreza, envolvendo dimensões ambientais e de saúde humana e animal”, afirma nota do Ministério da Saúde sobre os dados. Veja as doenças negligenciadas mais frequentes no Brasil entre 2016 e 2020: Envenenamento por picada de cobra: 25,3% dos casos, 148 mil atingidos, uma média anual de 29 mil casos. Nesta categoria, estão envolvidos todos os acidentes com cobras que necessitem de tratamento com uso de soro ofídico para evitar consequências à saúde; Hanseníase: 21,7% dos casos, 126 mil atingidos, uma média anual de 25 mil casos. Anteriormente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa, contagiosa por meio de uma bactéria, que afeta os nervos e a pele, alterando sua cor e gerando, sem tratamento, feridas graves; Pessoa com hanseníase: doença deixa sequelas e pode até resultar em amputações Esquistossomose: 21,2%, 123 mil pessoas vítimas, cerca de 24 mil ao ano. É uma doença parasitária, diretamente relacionada à falta de saneamento básico, transmitida pelo protozoário pelo Schistosoma mansoni; Leishmaniose tegumentar: 14,7%, 85 mil vítimas, média anual de 17 mil. É uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. A doença é causada por sete espécies de protozoários do gênero Leishmania; Tracoma: 8,7%, 50 mil vítimas, média anual de 10 mil. Esta condição de saúde é uma inflamação ocular, semelhante a uma conjuntivite grave, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, transmitida em locais sem saneamento básico, já que se reproduz em água contaminada ingerida; Leishmaniose visceral: 8,2%, 47 mil vítimas, média anual de 9 mil. É uma doença transmitida pela picada do mosquito-palha, que transmite o protozoário Leishmania chagasi. Esse tipo de leishmaniose afeta os órgãos internos, geralmente baço, fígado e medula óssea; Doença de Chagas aguda: 0,005%, 32 casos, média anual de 6 casos. É a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Pode se manifestar tanto no coração como no sistema digestivo ou atacando ambas partes do corpo ao mesmo tempo; Oncocercose: 0,004%, 22 casos, média anual de 4,4. Conhecida como doença do garimpo, é decorrente da infecção produzida pelo nematódeo Onchocerca volvulus, que se instala na pele ao entrar em contato por largos períodos com água contaminada, gerando nódulos na pele e cegueira; Vacina de raiva é aplicada em animais domésticos para evitar que apareçam casos da doença em humanos Raiva humana: 0,0003%, 2 casos, média anual de 0,4. A raiva humana é uma doença viral que leva a uma encefalite progressiva e uma hidrofobia. Quando aguda, tem letalidade de aproximadamente 100%. É causada pelos vírus do gênero Lyssavirus; Filariose linfática: 0,0003%, 2 casos, média anual de 0,4. Anteriormente conhecida como elefantíase, é uma doença parasitária causada pelo verme nematoide Wuchereria Bancrofti e transmitida pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus, o pernilongo comum. Gera acúmulos extremos de líquidos no corpo que podem levar a pessoa à incapacidade. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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