Caso Lúcio: saiba o que fazer em casos de queimadura em casa Ouvir 19 de maio de 2025 O ex-zagueiro da seleção brasileira Lúcio foi internado na última quinta-feira (15/5) após sofrer queimaduras causadas pela explosão de uma lareira ecológica em casa. No último sábado (17/5), o Hospital Brasília, onde ele segue hospitalizado, informou que o ex-jogador passou por curativos nas lesões e apresenta boa evolução clínica. O caso chama atenção para um tipo de acidente mais comum do que se imagina. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 70% das queimaduras acontecem dentro de casa, muitas vezes em situações corriqueiras envolvendo líquidos quentes, superfícies aquecidas ou pequenos focos de fogo. O que fazer na hora do acidente? Em qualquer tipo de queimadura, o primeiro passo é interromper a causa do ferimento, seja afastando a fonte de calor ou apagando chamas nas roupas. De acordo com o Ministério da Saúde, área afetada deve ser imediatamente resfriada com água corrente em temperatura ambiente, nunca gelada. O uso de gelo pode agravar a lesão. Depois disso, o ideal é cobrir a região com um pano limpo e buscar atendimento médico, especialmente em casos mais graves, como queimaduras profundas, extensas ou que atingem face, mãos, pés ou áreas genitais. Leia também Esportes Ex-zagueiro Lúcio é internado com queimaduras após acidente doméstico Esportes Hospital atualiza estado de saúde de Lúcio, internado com queimaduras Distrito Federal Entenda como funciona lareira ecológica que feriu zagueiro Lúcio Esportes Internado com queimaduras, Lúcio segue sem previsão de alta Queimadura leve ou grave? As queimaduras são classificadas de acordo com a profundidade da lesão: Primeiro grau: afeta apenas a camada superficial da pele. Causa vermelhidão, dor e inchaço. É comum após exposição ao sol ou contato rápido com objetos quentes. Segundo grau: atinge camadas mais profundas da pele, formando bolhas e causando dor intensa. Pode ser provocada por líquidos ferventes ou contato mais prolongado com superfícies quentes. Exige avaliação médica. Terceiro grau: lesão profunda que pode alcançar músculos e ossos. Paradoxalmente, nem sempre dói, pois pode haver comprometimento dos nervos. Necessita de atendimento hospitalar imediato. Além da profundidade, é importante avaliar a extensão e localização da queimadura. “Queimaduras em áreas extensas, em crianças pequenas ou idosos, sempre devem ser avaliadas por um profissional de saúde”, afirma a dermatologista Carolina Labigalini Sampaio, do Pilar Hospital. O que não fazer de jeito nenhum? Apesar de populares, alguns hábitos culturais relacionados ao tratamento de queimaduras podem ser prejudiciais. “Não se deve aplicar nenhuma substância caseira como pasta de dente, manteiga, clara de ovo ou borra de café. Isso pode piorar a lesão e aumentar o risco de infecção”, alertou o presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, José Adorno, em comunicado. Outro cuidado importante é não romper bolhas: a ação deve ser feita apenas com orientação médica. Se houver bolhas, o ideal é procurar atendimento. Segundo o Ministério da Saúde, uma queimadura mal cuidada pode evoluir para uma infecção grave. Vermelhidão ao redor da lesão, presença de pus e aumento da dor são sinais de alerta e exigem avaliação médica imediata. Algumas situações exigem socorro urgente. É necessário chamar a emergência quando a queimadura for extensa ou comprometer grande parte do corpo, houver sinais de queimadura elétrica ou química, a pessoa estiver com as roupas em chamas ou a vítima for uma criança pequena, idoso ou gestante. Nesses casos, a orientação é ligar para o Samu (192) ou para os bombeiros (193). Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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