“‘Chip da beleza’ acabou comigo”, relata professora que usou implante Ouvir 19 de outubro de 2024 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (18/10), a suspensão da venda e do uso de implantes hormonais manipulados, conhecidos como “chips da beleza”. Os itens se tratam de implantes injetáveis de hormônios, em geral derivados da testosterona, que prometem benefícios às mulheres – desde ganhos de massa magra ao controle dos sinais da menopausa. Justamente para tentar melhorar o sono, que havia sido afetado durante a menopausa, que a professora de 59 anos Sônia* (foto em destaque) decidiu começar a usar um dos implantes. “Tenho duas amigas que haviam feito [o procedimento] e, para elas, tudo tinha sido maravilhoso. Acabei influenciada e busquei implantar o chip. Mas, desde o primeiro dia que aquele grãozinho de arroz entrou no meu corpo, eu me arrependi”, relatou. Leia também Saúde Chip da beleza: entenda o que é o dispositivo proibido pela Anvisa Saúde Chips da beleza: Anvisa proíbe venda e uso de implantes hormonais Saúde Chip da beleza: sociedades médicas pedem maior fiscalização à Anvisa Beleza Acne pós-chip da beleza: saiba os cuidados para controlar a condição Consequências do implante A educadora colocou o “chip da beleza” em janeiro de 2023, com uma ginecologista, meses antes de o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibir o uso do item. O dispositivo foi inserido sob a pele do glúteo da paciente, com anestesia local. Contudo, Sônia relatou que havia ido àquela primeira consulta pensando que apenas faria exames para “personalizar” o implante. Após o procedimento, a professora começou a sentir dores e a perceber inflamações. Ela precisou usar antibióticos por duas semanas para controlar o quadro, mas a vermelhidão persistiu, e o mínimo toque na área onde ficava o chip a fazia sentir fortes dores. Exames posteriores revelaram que a cápsula estava sendo bem absorvida pelo organismo da paciente e que o problema era, na verdade, a quantidade de hormônios implantados em Sônia. “Minha voz mudou. Como sou professora, tinha de falar aos alunos que estava gripada sempre. Meu rosto se encheu completamente de acne. Nem tenho fotos desse período por causa do tanto que aquilo afetou minha autoestima. Meu sono, que era o motivo pelo qual comecei a fazer o tratamento, nunca foi pior em toda a minha vida”, detalhou. Sônia chegou a tomar uma segunda dose de hormônios para tentar controlar os efeitos do “chip da beleza”, mas a situação só se normalizou por volta de outubro, pois o dispositivo costuma liberar os derivados de testosterona, além de estrogênio e progesterona no organismo durante, no máximo, seis meses. Atualmente, a professora faz tratamento apenas para reposição de estrogênio, acompanhada por médicos. “Gastei muito dinheiro e perdi quase um ano inteiro da vida por um tratamento que prometia ser uma pílula mágica”, criticou. Implante foi proibido pela Anvisa e estava na lista de dispositivos desaprovados pelo CFM desde 2023 Anvisa proibiu uso do chip da beleza Além disso, as consequências do uso dessa terapia hormonal não comprovada cientificamente poderiam até ser mais graves do que aquelas que afetaram Sônia. A Anvisa também divulgou que o uso dos dispositivos levou mulheres a complicações graves de saúde, como a ter aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC). “Esses implantes levaram à elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue (dislipidemia), hipertensão arterial, acidente vascular cerebral e arritmia cardíaca. Além disso, também pode ocorrer crescimento excessivo de pelos em mulheres (hirsutismo), queda de cabelo (alopecia), acnes, alteração na voz (disfonia) insônia e agitação”, alertou a agência nacional ao fazer a proibição dos chips. A restrição, porém, não tranquilizou Sônia. “Tenho várias amigas que seguem colocando o implante, mesmo sabendo das consequências possíveis e do que aconteceu comigo. Temo que, sem incentivar a educação e a informação, várias mulheres continuem a se submeter às doses-padrão, mesmo que [o item seja obtido] no mercado ilegal”, concluiu a professora. *A entrevistada pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Ora-pro-nóbis: saiba como cultivar em casa planta proteica 7 de novembro de 2023 A ora-pro-nóbis (OPN) é uma planta alimentícia não convencional (Panc) rica em proteínas, fibras e minerais. Suas folhas são cheias de substâncias fitoquímicas que têm propriedades medicinais. Além de ser nutritiva e versátil, a ora-pro-nóbis é de fácil cultivo. O engenheiro agrônomo Victor Pereira, de Brasília, explica que ela pode… Read More
Notícias “Me acostumei a ver ele doente”, diz mãe de menino com febre há 2 anos 11 de janeiro de 2025 O pequeno Gael Miranda, de 10 anos, enfrenta uma febre persistente há dois anos e os médicos ainda não conseguiram descobrir o que está por trás dos sintomas do menino, que começaram em fevereiro de 2023. Apesar de ter passado por exames e tratamentos diversos, a família vive em um… Read More
Notícias Bebê com síndrome rara não consegue piscar ou sorrir. Entenda o caso 20 de abril de 2025 Durante a gestação, uma ultrassonografia 3D indicou algo incomum: os olhos da bebê Hazel estavam bem abertos. Para a mãe Tori LaBrie, a imagem parecia encantadora e ela não desconfiou que aquele era um sinal da síndrome rara que sua filha caçula tinha. Foi só após o parto, ocorrido em… Read More