Ciência acha cura para doença de pele mortal Ouvir 25 de novembro de 2024 A necrólise epidérmica tóxica (NET) é uma doença de pele rara e pouco compreendida. Ela atinge duas pessoas a cada um milhão, e começa com sintomas semelhantes aos da gripe, seguidos por um processo de descamação extremamente doloroso. Nos quadros mais graves, ocorrem infecções fatais. Também conhecida como Síndrome de Lyell, a necrólise epidérmica tóxica era considerada um desafio para a medicina, já que não existia nenhum tratamento eficaz para combatê-la. Uma pesquisa publicada na revista Nature em outubro, porém, parece ter indicado um caminho para tratar a condição. Leia também Vida & Estilo Vai treinar? Saiba como proteger a pele e o cabelo durante o exercício Saúde Mudanças climáticas têm impacto em doenças de pele? Entenda Saúde Conheça doença rara de pele que poucos médicos conseguem diagnosticar Saúde Doença grave de pele tem nova opção de tratamento aprovada pela Anvisa O que é a NET? A NET ocorre, na maioria dos casos, em consequência de uma reação alérgica da pele ao uso de certos medicamentos. Antibióticos como as sulfonamidas e os betalactâmicos, entre eles a penicilina, são os principais causadores do quadro, mas mais de 200 medicamentos já foram associados à condição. A doença começa com pequenas bolhas no rosto e no peito, que depois aparecem no interior da boca, dos olhos e genitais. Em alguns casos, a condição provoca sepses (infecções generalizadas), que são potencialmente fatais. Os pacientes com NET costumam ser internados em UTI e recebem uma bateria de remédios para reduzir a dor e repor os nutrientes necessários para que o corpo debele a infecção e se recupere. Até aqui não há um tratamento aprovado capaz de deter a doença. 4 imagens Fechar modal. 1 de 4 Fotos mostram a evolução de tratamento da necrólise epidérmica tóxica. Foto mostra o paciente no momento em que foi internado (dia 1) Reprodução/Nature 2 de 4 No dia 4, quando foi feito o tratamento nele Reprodução/Nature 3 de 4 No dia 16, quando já tinha 30% do corpo curado Reprodução/Nature 4 de 4 No dia 21, quando já tinha 95% do corpo curado Reprodução/Nature O tratamento descoberto A pesquisa divulgada na Nature relata um tratamento experimental realizado em sete pacientes alemães. Segundo o estudo, o método usado não só reduziu o risco de morte, como também a ocorrência de sepse nos pacientes. “Todas as sete pessoas tratadas com a terapia apresentaram melhora rápida e recuperação completa, com resultados surpreendentes que provavelmente revelaram uma cura para a doença”, comemorou Holly Anderton, uma das investigadoras que participou da pesquisa, em comunicado à imprensa. O tratamento é feito com inibidores imunológicos que controlam a reação do corpo antes da progressão da doenças. Os medicamentos, chamados inibidores de JAK (JAKi), já estão aprovados para o tratamento da artrite reumatoide grave. “Costumava levar semanas para um paciente se recuperar dos danos da NET, mesmo depois de parar de tomar o medicamento que desencadeou a reação adversa. Ser capaz de reduzir a progressão poderá ajudar muito os pacientes diagnosticados a não passar por toda a dor”, conclui Anderton. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Médicos alertam para sintomas e causas da insuficiência cardíaca 9 de julho de 2024 A insuficiência cardíaca é uma doença que atinge mais de 3 milhões de brasileiros e é considerada a terceira causa de internação em pessoas com mais de 60 anos no país, aponta a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Além disso, a insuficiência cardíaca é uma das… Read More
Notícias Estudo compara orgasmos por gênero e idade. Veja quem está satisfeito 12 de agosto de 2024 Um estudo americano descobriu que a diferença entre a quantidade de orgasmos por relação é influenciada pela idade, gênero e orientação sexual da pessoa. A pesquisa apontou disparidades quando o assunto é a satisfação na cama entre diversos grupos: homens e mulheres; pessoas heterossexuais e LGB (não houve diferenciação de pessoas… Read More
Danos à saúde provocados pelo plástico podem dobrar até 2040 30 de janeiro de 2026 Emissões tóxicas associadas à cadeia do plástico provocam doenças e até matam Read More