Colesterol descontrolado pode aumentar o risco de demência em 60% Ouvir 30 de janeiro de 2025 Ter variações altas das taxas de colesterol na terceira idade pode representar um risco 60% maior de desenvolver demência em comparação com pessoas que têm níveis mais estáveis. O índice foi apontado por uma pesquisa publicada nessa quarta-feira (29/1) na revista científica Neurology. A investigação foi feita por neurologistas da Universidade Monash, na Austrália, com quase 10 mil idosos. Segundo o estudo, ter taxas de colesterol estáveis, mesmo que tendendo para o alto, não aumenta tanto o risco de declínio cognitivo quanto viver com variações nos níveis na terceira idade. Leia também Saúde Colesterol “vaza” pela pele de homem que comia tabletes de manteiga Vida & Estilo Chá com 3 ingredientes “suga” gordura do sangue e diminui o colesterol Saúde Cientistas descobrem quando colesterol bom pode se tornar prejudicial Saúde “Paradoxo do colesterol”: por que alguns com taxas altas vivem mais? O que mostra o estudo Durante o tempo de análise, 509 (5,1%) voluntários sofreram demência. No grupo de 20% dos participantes que teve maiores flutuações de colesterol ao longo dos cinco anos de estudo, para mais ou para menos, foram 147 diagnósticos de demência, aproximadamente 6,1%. A taxa de diagnósticos de declínio cognitivo no grupo com maior flutuação de colesterol foi de 11,3 casos por mil pessoas ao ano. No grupo de 20% dos participantes com menor variação, a taxa foi de 7,1 por mil pessoas/ano. Como foi feito o estudo? O estudo não estabelece uma relação causal, explicando os motivos que levam aos dados encontrados, apenas analisou o perfil de 9.846 indivíduos com média de 74 anos, inicialmente sem problemas de memória, para avaliar possíveis relações do colesterol com a demência. Os participantes tiveram os níveis de colesterol medidos no início do estudo e em três visitas anuais subsequentes. Durante o período de acompanhamento, os voluntários realizaram testes de memória anualmente. Aqueles que já utilizavam medicamentos para controle das taxas, como estatinas, foram incluídos, desde que não alterassem o tratamento durante o estudo. Flutuações no colesterol como biomarcador da demência Os participantes foram divididos em quatro grupos com base na variação do colesterol. Após ajustes para fatores como idade, tabagismo e pressão arterial, os pesquisadores descobriram que aqueles com situações de saúde semelhante e que tinham maior variação no colesterol tinham 60% mais chances de desenvolver demência em comparação com o grupo de menor variação. A pesquisa sugere que a estabilidade nos níveis de colesterol pode ser tão importante quanto os valores absolutos. Além disso, flutuações no LDL, conhecido como colesterol “ruim”, também foram associadas a um maior risco de comprometimento cognitivo leve, incluindo perda de memória que, no entanto, não atende aos critérios para demência. Não houve associação significativa da demência com o HDL, considerado “bom”, ou com triglicerídeos. 10 imagens Fechar modal. 1 de 10 O colesterol é um composto gorduroso essencial para produção da estrutura das membranas celulares e de alguns hormônios Sebastian Kaulitzki/Science Photo Library/Getty Images 2 de 10 No entanto, o que entendemos normalmente como colesterol é, na verdade, um somatório de diferentes tipos: os famosos HDL e LDL Getty Images 3 de 10 O LDL, conhecido como colesterol “ruim”, quando está em níveis altos, pode formar uma placa nas paredes das artérias, dificultando ou impedindo a passagem do sangue istock 4 de 10 Quanto mais elevadas as taxas de LDL, maior o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) VSRao/https://pixabay.com 5 de 10 Apesar de silencioso, alguns sinais podem dar indícios do problema Unsplash 6 de 10 São eles: xantelasmas e xantomas (pequenas bolinhas de gordura que aparecem na pele), dores na barriga, nos dedos dos pés e das mãos Getty Images 7 de 10 Para controlar o colesterol ruim é importante realizar, por exemplo, exercícios durante 30 minutos por dia, três vezes por semana iStock 8 de 10 Aumentar a ingestão de fibras solúveis, como farinha e farelos de aveia, que absorvem o excesso de colesterol no intestino e o eliminam do corpo Tatyana Berkovich/istock 9 de 10 Aumentar a ingestão de gorduras saudáveis, que estão presentes no azeite extravirgem e nos alimentos ricos em ômega 3 iStock 10 de 10 E aumentar a ingestão de bebidas como chá-preto e suco de berinjela, que também ajudam no controle do colesterol Tatyana Berkovich/istock A médica Zhen Zhou, principal autora do estudo, destacou que a variabilidade do colesterol pode servir como um novo biomarcador para identificar idosos em risco de demência. “O monitoramento regular pode ajudar a detectar precocemente aqueles que podem se beneficiar de intervenções, como mudanças no estilo de vida ou uso de estatinas, para reduzir o risco de declínio cognitivo”, afirmou Zhou. Participantes que iniciaram ou interromperam o uso de medicamentos para colesterol foram excluídos dos comparativos finais para não comprometer os dados, mas não houve avaliações sobre voluntários que já faziam uso do remédio e tiveram alterações em suas dosagens que poderiam alterar os resultados das flutuações. Apesar disso, os resultados reforçam a importância do acompanhamento contínuo da saúde cardiovascular como parte das estratégias para preservar a função cognitiva em idosos. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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