De carne a biscoito: USP lista alimentos que tiram minutos de vida Ouvir 9 de maio de 2025 Um estudo feito por nutricionistas da Universidade de São Paulo (USP) revelou que hábitos alimentares comuns no Brasil podem custar minutos de vida saudável. O levantamento analisou 1.141 alimentos consumidos no país e os classificou com base no impacto à saúde e ao meio ambiente. Utilizando o Índice Nutricional da Saúde (Heni), a pesquisa publicada nesta sexta-feira (9/5) no International Journal of Environmental Research and Public Health quantificou os efeitos do consumo alimentar em minutos de vida perdidos ou ganhos. Leia também Saúde Confira 7 alimentos que ajudam a aumentar a energia Saúde Confira 10 alimentos saudáveis que ajudam a fortalecer a imunidade Claudia Meireles Veja quais alimentos aumentam o risco de morte precoce, segundo estudo Vida & Estilo 5 alimentos para “secar” a barriga e combater a gordura abdominal O valor médio dos alimentos mais consumidos no Brasil foi de -5,89 minutos, com alimentos variando de tirar 39 minutos de vida a até adicionar 17 minutos, a depender da escolha. O valor está definido por porção consumida. O estudo não se restringiu a aspectos nutricionais. Também foram avaliadas as emissões de gases de efeito estufa e o uso de água, integrando saúde humana e sustentabilidade ambiental em um único indicador. Ultraprocessados lideram perda de saúde Entre os alimentos com maior impacto negativo, os ultraprocessados se destacaram. Biscoitos recheados lideraram, com -39,69 minutos de vida saudável por cada porção, mas todos os biscoitos tiveram desempenho ruim. Os sete alimentos ultraprocessados mais presentes na dieta brasileira corresponderam a 13% da ingestão calórica média diária. Em conjunto, esses produtos apresentaram Heni médio de -16,61 minutos, reforçando a associação entre o alto processamento industrial e risco à saúde. A lista dos mais prejudiciais foi seguida de carne suína (-36,09), margarina (-24,76), carne bovina (-21,86) e biscoitos salgados (-19,48). Por outro lado, alimentos como peixe de água doce, banana e feijão mostraram efeito contrário. O consumo de peixe adicionou em média 17,22 minutos de vida saudável. Banana e feijão somaram 8,08 e 6,53 minutos, respectivamente. A lista dos alimentos mais consumidos por brasileiros (e como eles impactam em nosso tempo de vida) Arroz: -1 minuto. Banana: +8 minutos. Biscoito doce: -16 minutos. Biscoito recheado: -39 minutos. Biscoito salgado: -19 minutos. Bolo simples: -5 minutos. Carne vermelha: -21 minutos. Carne de porco: -36 minutos. Cuscuz: -1 minuto. Feijão: +6 minutos. Frango: -3 minutos. Macarrão: -3 minutos. Mandioca: -1 minuto. Margarina: -24 minutos. Ovos: -2 minutos. Pão com queijo: -11 minutos. Pão francês: -6 minutos. Peixe fresco: +17 minutos. Pizza de muçarela: -9 minutos. Arroz e feijão entre os mais consumidos A análise identificou 33 alimentos responsáveis por mais de 68,68% das calorias ingeridas. Desse grupo, 39,47% eram alimentos in natura, como arroz, feijão, carne e frutas. Entre os cinco itens mais consumidos, todos são não processados: arroz, carne bovina, feijão, frango e carne suína. Apesar de sua alta presença, a carne bovina se destacou negativamente tanto em saúde quanto em impacto ambiental. A carne vermelha gerou até 21,3 kg de CO₂ equivalente por porção. No uso de água, a pizza de muçarela liderou, com 306,1 litros por porção, indicando que a sustentabilidade também deveria ser levada em conta, sempre que possível, para guiar as escolhas alimentares. O feijão foi apontado como um dos alimentos mais saudáveis na lista dos mais consumidos pelos brasileiros Impacto ambiental também foi mensurado O estudo combinou os dados de Heni com métricas ambientais. Alimentos de origem animal, especialmente carnes, apresentaram altos custos ecológicos. Além da emissão de gases, a produção de carne consome volumes significativos de água doce. Em contraste, alimentos de base vegetal demonstraram menores impactos. O feijão, além de apresentar bons índices nutricionais, teve baixa emissão de carbono e uso de água reduzido, sugerindo uma alternativa sustentável e benéfica à saúde. Segundo os autores, os dados oferecem evidências quantitativas que podem embasar políticas públicas. “Essas descobertas reforçam a necessidade de diretrizes alimentares que considerem a sustentabilidade e a realidade regional”, afirma o relatório. Lista para orientar as escolhas Os pesquisadores defendem que os resultados devem servir como ferramenta para reavaliar recomendações alimentares. O objetivo seria integrar saúde, cultura alimentar e meio ambiente nas diretrizes que orientam o consumo da população. Para os nutricionistas que fizeram o estudo, ao destacar os minutos de vida associados a cada alimento, o estudo aproxima o impacto das escolhas alimentares da realidade cotidiana. Comer um biscoito recheado ou um peixe de água doce, por exemplo, passa a ter peso mensurável. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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