Dengue: conheça os sintomas mais comuns da infecção Ouvir 16 de janeiro de 2024 Nas primeiras duas semanas de 2024, os casos de dengue triplicaram em algumas partes do Brasil — no DF, as consultas de pacientes com suspeita da doença subiram 1.261% em relação ao ano anterior. A governadora em exercício, Celina Leão (PP), afirma que a capital federal vive uma crise. A dengue é uma infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A doença pode variar de leve a grave e os sintomas podem ser diferentes em alguns casos. Ela começa a se manifestar entre quatro e 10 dias depois da picada do mosquito infectado. Segundo o médico Christian Aguiar, que atende no Rio de Janeiro, existem três formas principais de dengue: infecção sem sintomas, a clássica e a forma hemorrágica. A última pode ser fatal devido ao dano e possível falência de órgãos. Leia também Grande Angular Dengue: consultas sobem 1.261%, e UBSs deverão atender em auditórios Saúde Dengue: cientistas desenvolvem inseticida com planta da Mata Atlântica Saúde Casos de dengue estão em alta no Brasil. O que esperar das vacinas? Saúde Sintomas de dengue: cuidados durante o verão precisam ser redobrados “Um pequeno percentual de pessoas infectadas pode desenvolver uma forma mais grave da doença conhecida como dengue hemorrágica ou síndrome do choque da dengue. São emergências médicas que podem ser fatais se não tratadas adequadamente”, alerta Aguiar. Os sintomas principais da dengue são: Febre alta repentina; Fortes dores de cabeça; Dor atrás dos olhos; Fadiga e cansaço; Náusea e vômito; Dor muscular e nas articulações; Erupção cutânea, que pode aparecer alguns dias após a febre; Pequenos pontos de sangue sob a pele ou hematomas. Quando procurar ajuda “É recomendável procurar atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas da infecção, principalmente se a pessoa vive em ou viajou para uma área com conhecida transmissão da doença”, orienta Aguiar. 3 Cards_Galeria_de_Fotos (4) A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Com maior incidência no verão, tem como principais sintomas: dores no corpo e febre alta. Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil, a doença pode levar o paciente a morte Joao Paulo Burini/Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue.jpg O Aedes aegypti apresenta hábitos diurnos, pode ser encontrado em áreas urbanas e necessita de água parada para permitir que as larvas se desenvolvam e se tornem adultas, após a eclosão dos ovos, dentro de 10 dias Joao Paulo Burini/ Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue-2.jpg A infecção dos humanos acontece apenas com a picada do mosquito fêmea. O Aedes aegypti transmite o vírus pela saliva ao se alimentar do sangue, necessário para que os ovos sejam produzidos Joao Paulo Burini/ Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue-3.jpg No geral, a dengue apresenta quatro sorotipos. Isso significa que uma única pessoa pode ser infectada por cada um desses micro-organismos e gerar imunidade permanente para cada um deles. Ou seja, é possível ser infectado até quatro vezes Bloomberg Creative Photos/ Getty Images ***Foto-pessoa-olhando-termometro.jpg Os primeiros sinais, geralmente, não são específicos. Eles surgem cerca de três dias após a picada do mosquito e podem incluir: febre alta, que geralmente dura de 2 a 7 dias, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, náuseas e vômitos Guido Mieth/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-em-maca-hospitalar.jpg No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evolui para a recuperação e cura da doença. No entanto, alguns pacientes podem apresentar sintomas mais graves, que incluem hemorragia e podem levar à morte Peter Bannan/ Getty Images ***Foto-pessoa-em-frente-a-vaso-vomitando.jpg Nos quadros graves, os sintomas são: vômitos persistentes, dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdômen é tocado, perda de sensibilidade e movimentos, urina com sangue, sangramento de mucosas, tontura e queda de pressão, aumento do fígado e dos glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue Piotr Marcinski / EyeEm/ Getty Images ***Foto-pessoa-sentada-em-cama-de-hospital.jpg Nestes casos, os sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma sanguíneo é perdido. Os sinais desse estado são pele pegajosa, pulso rápido e fraco, agitação e diminuição da pressão Image Source/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-no-chao.jpg Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito entre 12 e 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada Getty Images ***Foto-pessoa-segurando-remedio-nas-maos.jpg Apesar da gravidade, a dengue pode ser tratada com analgésicos e antitérmicos, sob orientação médica, tais como paracetamol ou dipirona para aliviar os sintomas Guido Mieth/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-em-maca-hospitalar-2.jpg Para completar o tratamento, é recomendado repouso e ingestão de líquidos. Já no caso de dengue hemorrágica, a terapia deve ser feita no hospital, com o uso de medicamentos e, se necessário, transfusão de plaquetas Getty Images Voltar Progredir 0 Tratamento ideal Uma vez que não há um medicamento específico para combater o vírus, o tratamento da dengue é realizado a partir do suporte e manejo dos sintomas. Hidratação, controle da febre, repouso, monitoramento e internação, quando necessária, são imprescindíveis para a melhora do paciente infectado. Prevenção da dengue Controlar e combater o mosquito infectado pode ter impacto direto no número de casos da dengue. Medidas simples, como eliminar recipientes que acumulam água parada, limpar regularmente quintais e terrenos, utilizar telas de proteção em janelas e portas, e utilizar repelentes são ações essenciais para reduzir a proliferação do mosquito. O médico Marco César Roque, da Clínica Salus Imunizações, aponta que, além disso, a vacinação contra a dengue merece destaque como prevenção. “O imunizante oferece proteção contra os diferentes sorotipos do vírus e pode contribuir significativamente para a redução da incidência e gravidade da doença. A imunização em massa, aliada às medidas de controle do vetor, é uma estratégia eficaz para combater a dengue e prevenir epidemias”, enfatiza. O Ministério da Saúde divulgou, nesta segunda (15/1), que a vacinação deve priorizar pessoas de 6 a 16 anos em um primeiro momento. A estratégia de imunização deve começar no início de fevereiro. 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