Dispositivo permite detectar gota, câncer e até Parkinson sem sair de casa Ouvir 22 de março de 2024 Um novo dispositivo vai facilitar a vida de pessoas que precisam monitorar determinadas condições de saúde. Desenvolvido por pesquisadores brasileiros, o sensor permite medir biomarcadores de doenças como a gota, câncer e o Parkinson sem sair de casa. As informações do teste são exibidas diretamente na tela do celular. O estudo que criou a tecnologia foi conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), com o apoio da FAPESP, e divulgado na revista Chemical Engineering Journal. Como funciona? O aparelho sem fio tem uma tira de sensor flexível com eletrodos que, aliados a um analisador portátil, podem medir substâncias presentes na urina. Essas substâncias são indicadores da presença de alguma doença no organismo, e também evidenciam a sua progressão. Os resultados podem ser lidos em cerca de 3 minutos depois da urina ser depositada no sensor por um dispositivo móvel (smartphone, laptop ou tablet) via conexão Bluetooth. A tecnologia teve um custo de produção de menos de $0,50, tornando-a acessível. Além disso, é feita de um material biodegradável. Leia mais: Novo teste de urina detecta câncer de pulmão em 20 minutos Agora farmácias podem fazer quase 50 tipos de testes; veja lista Novo sistema de IA analisa precisão de apps de exames médicos Imagem; gerada por IA/Shutterstock/Nayra Teles Que doenças pode detectar? Em experimentos, os pesquisadores utilizaram o autoteste para medir níveis de ácido úrico e dopamina presentes na urina. A primeira substância tem sido associada a doenças como a síndrome de Fanconi, gota, câncer, síndrome de Lesch-Nyhan e disfunção renal, além de estresse físico e riscos elevados de diabetes tipo 2. Já a presença da segunda, conhecida como o neurotransmissor da felicidade, em níveis anormais, pode indicar distúrbios neurológicos e psiquiátricos, incluindo esquizofrenia, depressão, vício, doença de Alzheimer e Parkinson. Os testes tiveram um desempenho de detecção semelhante ao método de medição padrão-ouro, comumente usado em laboratórios de análises clínicas. Material sustentável Diferente dos dispositivos eletrônicos de detecção disponíveis atualmente, que são feitos de plástico, o novo sensor utiliza filmes biodegradáveis de poliácido lático (PLA). O material é um poliéster biodegradável, reciclável e compostável, derivado do ácido lático e produzido a partir de recursos naturais renováveis. Essa característica foi pensada para cumprir os requisitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU na Agenda 2030. Nos Estados Unidos, o PLA já possui aprovação da Food and Drug Administration (FDA) para várias aplicações biomédicas. Até onde sabemos, o bioplástico de PLA ainda não tinha sido usado como substrato ou suporte para fabricação de sensores e biossensores descartáveis. Nosso estudo demonstrou o primeiro exemplo de uma tira de sensor sustentável integrada com analisador sem fio portátil para autoteste rápido Raymundo-Pereira, pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), para a Agência FAPESP. O post Dispositivo permite detectar gota, câncer e até Parkinson sem sair de casa apareceu primeiro em Olhar Digital. Notícias
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