Estudo aponta nutrientes-chave para preservar a saúde do cérebro. Veja Ouvir 28 de maio de 2024 O ditado diz que somos o que comemos, mas a ciência vem encontrando cada vez mais evidências de que nosso cérebro também funciona com base na alimentação. A saúde do órgão e o combate à demência estão cada vez mais vinculados ao que escolhemos colocar em nosso prato e ao que deixamos de fora. Por isso, nutricionistas e neurologistas das universidades de Illinois e Nebraska, nos Estados Unidos, decidiram buscar quais são os nutrientes que desaceleram o envelhecimento do cérebro. Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature no dia 21 de maio. Leia também Saúde Beber café pode proteger cérebro do Parkinson, sugere pesquisa Saúde Mudanças climáticas podem agravar doenças cerebrais, diz estudo Vida & Estilo 5 melhores cafés da manhã para o cérebro, segundo expert de Harvard Saúde Dormir não acelera eliminação de toxinas cerebrais, sugere estudo A pesquisa envolveu 100 participantes cognitivamente saudáveis com idades entre 65 e 75 anos. Todos preencheram um questionário com informações demográficas, medidas de composição corporal e aptidão física. O sangue dos voluntários foi coletado após um período de jejum para analisar a presença de 13 biomarcadores nutricionais presentes no organismo de forma duradoura. Os participantes também foram submetidos a avaliações cognitivas e exames de ressonância magnética, tudo em um mesmo dia. Qual a dieta mais indicada para o cérebro? A conclusão das observações é que podemos generalizar os padrões de envelhecimento cerebral em dois fenótipos, um acelerado e outro devagar. Ao encontrar as pessoas com sinais de envelhecimento lento do cérebro, os pesquisadores analisaram caso a caso para entender o que há de comum nos biomarcadores deles. O sangue dos participantes com envelhecimento lento era cheio de ácidos graxos, antioxidantes, vitamina E, carotenoides e colina. Alguns dos alimentos mais ricos nestes nutrientes são, respectivamente, peixes, frutas, castanhas, cenoura e ovos. Padrões alimentares da dieta mediterrânea são compatíveis com os nutrientes mais benéficos para o envelhecimento lento do cérebro Este perfil benéfico está relacionado aos nutrientes encontrados na dieta mediterrânea, que já foi vinculada ao envelhecimento saudável do cérebro em pesquisas anteriores. “Ao avaliar o sangue dos voluntários, percebemos evidências do extenso conjunto de pesquisas que demonstram os efeitos positivos da dieta mediterrânea para a saúde, que enfatiza alimentos ricos nesses nutrientes benéficos”, explica o neurocientista Aron Barbey, um dos principais autores do estudo, ao site da Universidade de Nebraska. Para o pesquisador, confirmar no sangue de voluntários o que anteriormente só tinha sido indicado em pesquisas com questionários consolida a ideia de que a dieta mediterrânea e alimentos mais naturais são riquíssimos para a saúde cerebral. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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