EUA aprova uso do Wegovy para tratar doença hepática grave Ouvir 19 de agosto de 2025 A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o uso do Wegovy para o tratamento de esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), doença hepática grave que afeta cerca de 15 milhões de adultos no país. O Wegovy — medicamento à base de semaglutida, aplicado por injeção semanal — tinha indicação prévia para a perda de peso de pessoas com obesidade e sobrepeso, e para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco. Agora, passa a ser indicado também para adultos com MASH e fibrose em estágio moderado a avançado. A aprovação não se estende a pacientes com cirrose. A esteato-hepatite associada à disfunção metabólica surge quando o acúmulo de gordura no fígado provoca inflamação e formação de cicatrizes, podendo evoluir para cirrose, câncer ou necessidade de transplante. O que é gordura no fígado? Popularmente chamada de gordura no fígado, a esteatose hepática acontece quando as células do órgão acumulam gordura em excesso. Nos estágios iniciais, a condição costuma ser silenciosa e não apresenta sintomas evidentes. À medida que progride, porém, podem surgir dores abdominais na parte superior direita do abdômen, cansaço, fraqueza, perda de apetite, aumento do fígado, inchaço na barriga, dor de cabeça frequente e dificuldade para perder peso. As principais causas estão relacionadas à obesidade, ao diabetes, ao colesterol alto e ao consumo excessivo de álcool. A doença é mais comum em mulheres sedentárias, já que o hormônio estrogênio favorece o acúmulo de gordura no fígado. Ainda assim, pessoas magras, que não bebem, e até crianças também podem desenvolver a condição. Extensão da bula após estudo clínico A decisão do FDA se baseou em um estudo de fase 3 que envolveu 800 participantes, divididos entre aqueles que receberam Wegovy e os que tomaram placebo, todos acompanhados por mudanças no estilo de vida. Após 72 semanas, 63% dos pacientes que usaram o medicamento apresentaram melhora no quadro da MASH sem piora da fibrose, contra 34% no grupo placebo. Leia também Saúde Canetas emagrecedoras: veja diferenças entre Wegovy, Mounjaro e Olire Saúde Ozempic e Wegovy podem reduzir risco de demência, mostra estudo Saúde Wegovy: estudo mostra que remédio protege contra doenças do coração Saúde Wegovy reduz inflamação no fígado e previne cirrose, aponta estudo Além disso, 37% dos pacientes que receberam Wegovy mostraram melhora na cicatrização do fígado, enquanto que no grupo placebo esse índice foi de 22%. O ensaio clínico ainda está em andamento e deve continuar até completar 240 semanas, para avaliar se a redução da inflamação observada a curto prazo também diminui mortes e necessidade de transplante de fígado. Assim como em outros usos da semaglutida, o Wegovy pode provocar efeitos adversos, entre eles náusea, diarreia, constipação, dor abdominal, fadiga e dor de cabeça. De acordo com a FDA, pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide, com síndrome genética chamada neoplasia endócrina múltipla tipo 2 ou com alergia conhecida ao medicamento não devem utilizá-lo. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Muito açúcar na alimentação diminui produção de colágeno 16 de junho de 2024 Não é nenhuma novidade que o consumo excessivo de açúcar traz diversos prejuízos à saúde, como a obesidade, por exemplo. No entanto, esse hábito também pode ter um impacto significativo na produção de colágeno e, por isso, na saúde das articulações. De acordo com David Gusmão, ortopedista e especialista em… Read More
Não fazer o pré-natal aumenta em 47% o risco de anomalias em bebês 22 de julho de 2025 Mulheres que não fazem o pré-natal têm 47% mais chances de ter um bebê com anomalias congênitas. O dado vem de um estudo brasileiro que analisou cerca de 26 milhões de nascimentos ocorridos entre 2012 e 2020, cruzando informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema… Read More
Nova lei pode mudar a vida de quem sofre com fibromialgia 9 de agosto de 2025 “A fibromialgia roubou minha vida. Realmente é uma deficiência.” É assim que a servidora pública Nathália Torres, de 39 anos, define o sentimento de muitos pacientes diante de uma condição ainda invisibilizada socialmente e que, agora, passa a ser reconhecida no Brasil. “É muito incapacitante, me limita em muitas coisas.” A partir… Read More