Força muscular e fôlego reduzem risco de morte em pessoas com câncer Ouvir 27 de outubro de 2025 Pacientes com câncer que preservam a força muscular e a capacidade cardiorrespiratória vivem mais, segundo um amplo estudo publicado recentemente no British Journal of Sports Medicine. A pesquisa indica que a condição física não apenas reflete a resposta do organismo ao tratamento, como também pode ser um fator decisivo de sobrevida — reforçando a importância da atividade física e da avaliação funcional no cuidado oncológico. O trabalho analisou 42 estudos que envolveram mais de 46 mil pacientes com diferentes tipos e estágios de câncer. Os pesquisadores avaliaram a força muscular por meio de testes de preensão manual ou equivalentes, além da aptidão cardiorrespiratória com exames específicos. Os resultados mostram que pacientes com maior força apresentaram um risco entre 31% e 46% menor de morte por todas as causas, enquanto aqueles com melhor condicionamento cardiorrespiratório tiveram redução de 18% na mortalidade. A combinação de ambos os fatores foi associada a uma queda no risco de morte entre 8% e 46%, mesmo entre pessoas com câncer avançado. Leia também Vida & Estilo 8 sucos naturais que turbinam seus treinos e aumentam a força muscular Vida & Estilo É possível ganhar músculos com pilates? Especialistas respondem Saúde Entenda por que seus músculos ficam mais rígidos no inverno Vida & Estilo Tem mais de 50? 3 alimentos que protegem músculos e dão proteína “O estudo mostra que o músculo ajuda a elaborar o prognóstico. Sua quantidade e, principalmente, sua performance refletem a capacidade de o organismo enfrentar o estresse oncológico e terapêutico”, analisa a oncologista Ludmila Koch, do Einstein Hospital Israelita. A sarcopenia — perda de massa magra e força muscular — já é reconhecida pela oncologia como um importante biomarcador de fragilidade e de pior prognóstico. A condição está associada a menor tolerância aos tratamentos, maior risco de toxicidade e complicações cirúrgicas, além de prolongar o tempo de internação e reduzir a qualidade e a expectativa de vida. Incorporar testes simples de função muscular e capacidade funcional, como a caminhada de seis minutos, pode ajudar na estratificação de risco e no acompanhamento dos pacientes. O estudo também reforça a necessidade de intervenções seguras e adaptadas a cada pessoa, tanto de exercícios resistidos quanto aeróbicos, como parte do plano de cuidado oncológico. “Não apenas para qualidade de vida, mas potencialmente com impacto no prognóstico e na chance de sobrevida”, completa a oncologista do Einstein. Fonte: Agência Einstein Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Pesquisa revela idade que crianças deixam de acreditar em Papai Noel 23 de dezembro de 2023 Você se lembra com que idade parou de acreditar na existência de Papai Noel? Psicólogos da Universidade do Texas e da George Mason, ambas dos Estados Unidos, realizaram uma pesquisa para descobrir em que faixa etária e por que as pessoas passam a duvidar do velhinho que entrega presentes às… Read More
Entenda por que o inverno aumenta a dor no joelho 3 de agosto de 2024 A dor no joelho é uma queixa recorrente nos consultórios de ortopedia, especialmente no inverno. De acordo com o ortopedista Isaías Chaves, há várias razões pelas quais essa dor tende a se intensificar durante os meses mais frios do ano. “Durante o frio, os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo o… Read More
Menino com doença rara recebe 5 transplantes de órgãos ao mesmo tempo 3 de julho de 2024 Desde que nasceu, Jakob Perez, 9 anos, recebe todos os nutrientes essenciais para sua saúde por via intravenosa. O americano tem doença da inclusão das microvilosidades (DIM), conhecida popularmente como “diarreia intratável” — a condição é considerada extremamente rara e afeta menos de 100 pessoas no mundo inteiro. A DIM… Read More