Gordura abdominal pode aumentar o risco de Alzheimer. Entenda Ouvir 28 de fevereiro de 2024 O acúmulo de gordura abdominal já foi relacionado a vários problemas de saúde, como o risco de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e problemas nas articulações. Um estudo publicado na revista Obesity, nessa terça-feira (27/2), mostra que as pessoas de meia-idade com histórico familiar de Alzheimer e maior quantidade de gordura nos órgãos abdominais tinham maior tendência a apresentar mudanças no volume cerebral e declínio da função cognitiva. De acordo com os autores do estudo – pesquisadores da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos – a associação seria ainda maior para os homens do que para as mulheres. Leia também Saúde Estudo: estímulo cerebral pode tratar Alzheimer 20 anos antes Saúde Viagra pode reduzir o risco de Alzheimer, sugere estudo Saúde Dieta com pizza e hambúrguer aumenta risco de Alzheimer, diz estudo Claudia Meireles Fruta popular pode proteger contra Alzheimer; descubra qual Relação entre gordura abdominal e Alzheimer O estudo foi conduzido com 204 voluntários de meia-idade saudáveis, filhos de pacientes com Alzheimer. Os pesquisadores analisaram a concentração de gordura no pâncreas, fígado e abdômen a partir de exames de ressonância magnética. Os voluntários também passaram por testes de avaliação cognitiva. “Em homens de meia-idade com alto risco de doença de Alzheimer – mas não em mulheres – maior gordura pancreática foi associada a menor cognição e volumes cerebrais, sugerindo uma potencial ligação específica do sexo entre gordura abdominal distinta e saúde cerebral”, detalhou o pesquisador Michal Schnaider Beeri, principal autor do estudo. 3 Cards_Galeria_de_Fotos (2) Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images ***Foto-medico-olhando-tomografia.jpg Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images ***Foto-mulher-com-a-mao-na-cabeca.jpg Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images ***Foto-idoso-com-as-maos-na-cabeca.jpg Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images ***Foto-pessoa-andando-em-um-labirinto.jpg Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images ***Foto-idoso-com-as-maos-na-cabeca-2.jpg Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images ***Foto-medicos-olhando-tomografia.jpg Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images ***Foto-maos-em-cima-da-mesa-segurando-remedio.jpg O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images Voltar Progredir 0 A equipe desconsiderou a medida convencional do índice de massa corporal (IMC) como principal medida de avaliação de riscos relacionados à obesidade. Eles defendem que a medida não leva em consideração a distribuição da gordura corporal. “Os depósitos de gordura abdominal, em vez do IMC, devem ser avaliados como um fator de risco para menor funcionamento cognitivo e maior risco de demência”, escreveram no trabalho. De acordo com o cientista, os resultados da pesquisa destacam a importância de investigar as relações entre os depósitos de gordura, o envelhecimento cerebral e a cognição. Eles também abrem novas possibilidades de estudos sobre abordagens específicas para o sexo masculino para evitar o impacto da gordura abdominal na saúde do cérebro. “Nossas descobertas indicam correlações mais fortes em comparação com as relações entre o IMC e a cognição, sugerindo que os depósitos de gordura abdominal, e não o IMC, são um fator de risco para menor funcionamento cognitivo e maior risco de demência”, afirma o cientista Sapir Golan Shekhtman, que também participou do trabalho. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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