Hábitos simples podem acabar com a gordura no fígado. Saiba quais são Ouvir 25 de novembro de 2025 Por muito tempo, até médicos trataram os acúmulos de gordura no fígado como um quadro simples. Estudos mais recentes, porém, destacam que a esteatose hepática pode estar por trás de grandes problemas de saúde, incluindo o câncer de fígado. Por isso, médicos são unânimes em recomendar que pacientes com esteatose mudem seus hábitos de vida para controlar a presença de gordura no órgão. E, para tratá-la, vale o velho combo do bem-estar: mudanças na dieta e prática de exercícios físicos. Leia também Saúde Gordura no fígado: 3 chás que ajudam a “limpar” o órgão Saúde Gordura no fígado: como reconhecer os sintomas e identificar a doença Saúde Como a gordura se acumula no fígado e onde ela se instala no órgão Saúde Gordura no fígado: como é feito o diagnóstico de esteatose hepática A endocrinologista Natalia Cinquini, consultora médica do Sabin Diagnóstico, afirma que a intervenção precoce tem impacto significativo para melhorar a longevidade dos pacientes. “Com acompanhamento adequado, é possível estabilizar ou até reverter a gordura no fígado. Mesmo em casos já avançados, como a cirrose, há medidas que ajudam a melhorar a evolução e preservar a qualidade de vida”, explica ela. O que é gordura no fígado? Popularmente chamada de gordura no fígado, a esteatose hepática acontece quando as células do órgão acumulam gordura em excesso. Nos estágios iniciais, a condição costuma ser silenciosa e não apresenta sintomas evidentes. À medida que progride, porém, podem surgir dores abdominais na parte superior direita do abdômen, cansaço, fraqueza, perda de apetite, aumento do fígado, inchaço na barriga, dor de cabeça frequente e dificuldade para perder peso. As principais causas estão relacionadas à obesidade, à diabetes, ao colesterol alto e ao consumo excessivo de álcool. A doença é mais comum em mulheres sedentárias, já que o hormônio estrogênio favorece o acúmulo de gordura no fígado. Ainda assim, pessoas magras, que não bebem, e até crianças também podem desenvolver a condição. Mudanças de hábito O oncologista Ramon Andrade de Mello, do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil, lista hábitos que quem tem esteatose deve mudar para que o quadro não acabe evoluindo para um câncer de fígado. Pensando na dieta, é preciso cortar comidas ultraprocessadas, que são ricas em açúcar, gordura saturada e sódio. Ele recomenda a todos os pacientes uma redução gradual e contínua de peso corporal para queimar o excesso de gordura na área abdominal. “A perda de 7% a 10% do peso corporal já promove redução significativa da gordura hepática, da inflamação e da fibrose”, explica. Os médicos recomendam o aumento da ingestão de fibras (grãos integrais, frutas com cascas, legumes), que melhoram a glicemia e reduzem a resistência à insulina, ambos fatores ligados ao aparecimento da esteatose hepática. Também é importante aumentar a presença no prato de gorduras benéficas como o azeite e os peixes ricos em ômega-3. 4 imagensFechar modal.1 de 4 A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty Images2 de 4 A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial Magicmine/Getty Images3 de 4 Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares Science Photo Library – SCIEPRO/Getty Images4 de 4 No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome Magicmine/Getty Images Atividade física e exames de rotina Além disso, Natalia e Ramon reforçam a importância da atividade física regular, com exercícios aeróbicos e de força por ao menos 150 minutos por semana. Pesquisas mostram que os exercícios reduzem a gordura hepática mesmo se não houver perda de peso expressiva. Outros hábitos saudáveis também estão na lista de conselhos, como tomar água suficiente por dia e realizar os exames periódicos de acompanhamento na frequência recomendada pelos médicos. “Avaliações periódicas devem ser incluídas na rotina e permitem encontrar alterações iniciais e agir logo. Quanto antes o problema for identificado, maiores as chances de evitar danos irreversíveis”, conclui Natalia. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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