Hipervitaminose: por que a vitamina D em excesso pode levar à morte Ouvir 3 de março de 2024 A morte de um aposentado inglês de 89 anos chamou atenção na semana passada. De acordo com as autoridades médicas do Reino Unido, o paciente morreu de hipercalcemia – excesso de cálcio no sangue – porque vinha consumindo doses excessivas de vitamina D. A vitamina D, na verdade, é um hormônio. O corpo humano obtém precursores dela via alimentação, e os transforma no hormônio por meio de reações fotoquímicas. É por isso que tomar sol faz parte das indicações para ter bons níveis de vitamina D. Leia também Saúde Idoso morre após sofrer overdose de vitamina D. Veja máximo indicado Saúde Vitamina D: saiba riscos de tomar o suplemento além da dose indicada Saúde Irmãos sofrem com doença rara que torna a vitamina B12 tóxica Saúde Não existem evidências de que própolis e vitaminas C e D curam dengue “Atualmente, é comum descobrir em exames de sangue que o nível de vitamina D de uma pessoa está abaixo do padrão. Essa deficiência pode ser causada por dois fatores: exposição inadequada à luz solar ou tendência a reduzir (seja com medicação ou com dieta) o nível de colesterol, que é um precursor da vitamina D”, explicou Bernardo Herradón, pesquisador do Instituto de Química Orgânica Geral, da Espanha, em texto escrito para o site de divulgação científica The Conversation. Sintomas da hipercalcemia A deficiência de vitamina D é associada há vários problemas de saúde, entre eles fraqueza muscular, fadiga, dores no corpo e problemas imunológicos. Como não há controle na venda dos suplementos – vitaminas não são consideradas remédios -, é muito comum que as pessoas comecem a tomar vitamina D por conta própria ou sugestão de amigos. Casos recentes, como o do paciente inglês, vem mostrando que suplementar vitamina D sem orientação médica é colocar a saúde em risco. Quando o corpo produz o hormônio a partir da alimentação e do estímulo da luz solar existe uma autorregulação, via suplemento isso não existe. A vitamina D em excesso provoca alta concentração de cálcio no plasma (hipercalcemia), levando a sintomas como prisão de ventre, aumento da quantidade de urina, sonolência, fadiga, dor de cabeça, arritmias e, até, coma. Prescrição é individual A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) recomenda controle na suplementação de vitamina D. A prescrição precisa ser individualizada e de acordo com as necessidades do pacientes. “Para adultos, doses de manutenção variam entre 400 e 2 mil UI por semana, a depender da exposição solar e da coloração da pele. Para idosos, as doses recomendadas variam de mil a 2 mil UI/dia ou 7 mil a 14 mil UI/semana. Indivíduos obesos, pessoas que têm má absorção ou estão em uso de anticonvulsivantes podem necessitar de doses duas a três vezes maiores”, indica a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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