Homem morre na Austrália após mordida de morcego com vírus raro Ouvir 4 de julho de 2025 Um homem de 50 anos, morador do norte de Nova Gales do Sul, na Austrália, morreu após ser infectado por um vírus raro transmitido por morcegos. Ele foi mordido por um desses animais há alguns meses e chegou a receber atendimento médico, mas o estado se agravou nas últimas semanas e ele não resistiu. O caso foi confirmado como sendo uma infecção pelo lyssavirus, um parente próximo do vírus da raiva, mas ainda mais raro. Desde que o vírus foi identificado no país, em 1996, esse é apenas o quarto caso registrado em humanos e, como os anteriores, terminou em morte. Leia também Saúde Entenda como os morcegos podem revolucionar a luta contra o câncer Ciência Ameaça ambiental: saiba como evitar que morcegos entrem em casa Distrito Federal Em 2 anos, Vigilância Ambiental recolheu 454 morcegos; 11 tinham raiva Tácio Lorran Tribunais gastam R$ 102,9 mil para controlar morcegos, aves e cupins “Sabemos que 118 pessoas precisaram de avaliação médica após serem mordidas ou arranhadas por morcegos em 2024, mas este é o primeiro caso confirmado do vírus no NSW e o quarto caso na Austrália”, afirmou Keira Glasgow, diretora de proteção à saúde do NSW Health, em comunicado. O que é o lyssavirus? O lyssavirus pertence ao mesmo grupo da raiva e é extremamente raro. Ele foi identificado pela primeira vez em 1996, em um morcego-da-fruta no Norte de Nova Gales do Sul. A transmissão ocorre quando a saliva do morcego entra no corpo humano por meio de mordidas ou arranhões. Esse patógeno foi detectado em raposas-voadoras, morcegos frugívoros e insetívoros. Segundo o NSW Health, qualquer morcego na Austrália pode ser portador do vírus. Desde a descoberta do vírus, três mortes em humanos haviam sido confirmadas antes deste novo caso: a de um tratador de animais em 1996, um segundo caso em 1998, e a de um menino em 2012, após contato com um morcego. “É incrivelmente raro que o vírus seja transmitido aos humanos, mas, uma vez que os sintomas do lyssavirus começam, infelizmente não há tratamento eficaz”, explicou Glasgow. Diante da gravidade da infecção, as autoridades australianas alertam que qualquer morcego no país pode ser portador do vírus, mesmo que não aparente estar doente. Por isso, apenas profissionais treinados, vacinados e devidamente protegidos devem ter contato com esses animais, especialmente se estiverem machucados ou caídos. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Cientistas descobrem como zika afeta a formação do cérebro de bebês 13 de janeiro de 2025 Pesquisadores da Universidade da Califórnia, dos Estados Unidos, desvendaram o mecanismo pelo qual o vírus da zika prejudica o desenvolvimento cerebral de bebês, levando a casos de microcefalia. Em estudo publicado nesta segunda-feira (13/1) na revista mBio, os cientistas mostraram que o vírus “sequestra” a proteína ANKLE2 da placenta do… Read More
Uso diário de AAS não previne câncer colorretal em idosos, diz estudo 24 de fevereiro de 2026 Pesquisa que envolveu mais de 19 mil pessoas não encontrou benefício no uso da medicação após os 70 anos com a finalidade de evitar câncer Read More
Metade dos grandes felinos de parque nos EUA morre de gripe aviária 30 de dezembro de 2024 Desde 23 de novembro deste ano, morreram de gripe aviária 20 grandes felinos de um santuário da vida selvagem nos Estados Unidos. As mortes reduziram a população dos animais no Wild Felid Advocacy Center of Washington, fundado em 2006, em mais da metade. O santuário foi temporariamente fechado para visitas… Read More