Jovem perde 16 kg e rins deixam de funcionar após picada de aranha Ouvir 26 de julho de 2025 O jovem Noah Johnson (foto em destaque), de 16 anos, foi picado por uma aranha no fim de junho. Na realidade, ele não percebeu o momento em que o animal o atacou, mas dias depois, a ferida piorou. No dia seguinte, quando perceberam o inchaço na nádega do jovem, a família procurou atendimento médico. Ali se iniciou uma jornada que comprometeu seus rins e quase o matou. Os médicos perceberam que se tratava de uma picada de aranha, mas não foi possível determinar a espécie. Como não há aranhas fatais no estado de Iowa, onde o jovem vive, os médicos ficaram mais preocupados com a infecção que se apresentava na área. Leia também Saúde Turista sofre infecção grave no ouvido após picada de aranha venenosa É o bicho! Biólogo indica 4 formas de “blindar” a casa do aparecimento de aranhas Brasil Jovem é hospitalizada após relatar picada de “aranha mortal” Brasil Bombeiro morre após ser picado por aranha-marrom Noah recebeu antibióticos e voltou para casa, mas em poucos dias o quadro se agravou e a ferida triplicou de tamanho. O estudante foi internado e exames confirmaram presença da bactéria Staphylococcus aureus, causadora da infecção MRSA, resistente a antibióticos comuns. Em poucas horas, ele entrou em estado crítico. Médicos realizaram uma cirurgia de emergência para retirar focos da infecção. Em menos de um dia em que ele estava no hospital, porém, os rins pararam de funcionar e Noah foi transferido para uma UTI pediátrica especializada. Rins paralisados e diálise diária Durante o tratamento, médicos removeram 11 litros de líquido purulento acumulado no corpo do rapaz. A retenção estava sobrecarregando o funcionamento dos órgãos. Noah passou a fazer diálise todos os dias enquanto os rins permaneciam inativos. A equipe identificou novas áreas de infecção. Cirurgias adicionais foram programadas para conter o avanço. Mesmo com sinais de melhora, o quadro clínico oscilava. A cada progresso, surgia uma nova complicação. Durante a internação, que durou três semanas, o menino perdeu 16 quilos. O emagrecimento grande tornou a recuperação do menino mais difícil e levou à necessidade constante de suporte intensivo. Apesar disso, os pais relatam momentos de esperança e a partir da segunda semana de internação os rins dele foram lentamente se recuperando. Colonia de bactérias Staphylococcus aureus cultivada em laboratório Alta hospitalar após três semanas Em 22 de julho, Noah recebeu alta. O retorno para casa marcou o fim da fase mais aguda da doença. A família agradeceu o apoio de amigos e vizinhos da comunidade de Ballard, onde o menino estuda. Brandy Johnson, mãe do garoto, disse que a recuperação ainda exige cuidados. “Ele precisará ganhar peso e retomar as funções renais, mas agora poderá fazer isso fora do ambiente hospitalar. Os médicos seguem monitorando a evolução”, afirmou na página do financiamento coletivo aberto para lidar com as despesas da internação. Segundo ela, o afeto da comunidade foi essencial. “As orações, ligações e mensagens fizeram parte do processo de cura”, afirmou Brandy. “Agora, o caminho será reconstruir aos poucos.” A bactéria na picada de aranha A bactéria que causou a infecção é o S. aureus é resistente a antibióticos comuns. Trata-se de um microrganismo comum: esta bactéria é comumente encontrada na pele, está em cerca de 20% das pessoas, mas se torna perigosa se cai na corrente sanguínea. Ela pode ingressar no corpo a partir de machucados, hematomas e cortes. Quando alguém estoura uma acne ou tira um cravo, por exemplo, este caminho fica aberto para a infecção, ainda mais por que a ponta do nariz, onde aparecem mais deste tipo de impurezas da pele, é também onde a bactéria mais usualmente se encontra. “A infecção por Staphylococcus aureus imita um quadro de meningite. É difícil de diagnosticar porque o paciente evolui muito rápido, a bactéria demora para crescer no laboratório e muitas vezes a gente só descobre qual é a bactéria quando já é tarde”, disse o infectologista Claudio Stadnik, de Porto Alegre, em entrevista anterior ao Metrópoles. Assim como na meningite, esta infecção leva a uma rigidez da nuca, náuseas, vômitos e crises convulsivas. “É uma infecção que não acontece fácil, mas todo médico de emergência e infectologista tem receio de deparar com esse tipo de estafilococos, porque é uma luta árdua entre a vida e a morte”, afirma Stadnik. O tratamento é feito por derivados da penicilina, mas a bactéria evolui rápido e pode se provar muito resistente. Especialistas alertam para os sinais de alerta: vermelhidão, calor, inchaço e dor em feridas devem ser avaliados por médicos, especialmente se houver febre ou piora rápida do estado geral. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Estudo analisa como a personalidade influencia a forma de flertar 11 de janeiro de 2026 Pesquisa com quase mil participantes indica que o flerte pode servir tanto para criar conexão quanto para alcançar vantagens sociais Read More
Notícias “Meu filho com VSR precisou usar oxigênio até os 5 anos”, conta mãe 28 de abril de 2025 Em adultos, o vírus sincicial respiratório (VSR) costuma causar apenas sintomas de um resfriado leve. Em recém-nascidos, porém, ele é um dos maiores riscos à vida e pode comprometer a capacidade respiratória de crianças por vários anos. Foi o caso do estudante Santiago Gomez, de 20 anos, que passou os… Read More
Notícias Homem morre após desenvolver doença cerebral como sequela da Covid 22 de setembro de 2023 Meses depois de ter Covid-19, muitos pacientes continuam sentindo sintomas relacionados à infecção, em um quadro que ficou conhecido como Covid longa. Pesquisadores americanos descobriram que o coronavírus pode estar relacionado ao desenvolvimento de mais um tipo de condição: a doença de príon. O relato conta o caso de um… Read More