Lei de pesquisa clínica beneficiará 286 mil brasileiros, diz estudo Ouvir 5 de setembro de 2025 As novas regras sobre as pesquisas clínicas no Brasil podem beneficiar mais de 286 mil pessoas no país. O dado foi revelado por um estudo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), publicado nesta sexta-feira (5/9). A análise, feita em parceria com a IQVIA, projeta o Brasil como um dos 10 maiores centros de pesquisa clínica do mundo. Para alcançar este patamar, entretanto, falta a regulamentação da Lei de Pesquisa Clínica (nº 14.874/2024), que moderniza o marco regulatório do setor, mas ainda não saiu do papel. A lei foi aprovada em maio de 2024 e, desde agosto, o Ministério da Saúde busca meios de organizar o novo sistema. Com a nova legislação, foram garantidos direitos para os participantes voluntários dos estudos e os deveres para o pesquisador, o patrocinador e as entidades envolvidas. Na prática, ela deixa mais claras as limitações ao mesmo tempo em que desburocratiza a realização de estudos de medicamentos e terapias no país. Leia também Ciência Pesquisa usa camisinhas para investigar torres de cigarras na Amazônia Saúde Brasileiro pesquisa mais sobre caneta emagrecedora que dieta no Google Saúde Vacinas: Estados Unidos cortam financiamento de pesquisas com mRNA Ciência Ciência atacada: entenda pesquisas com vírus que Trump quer restringir O cenário da pesquisa clínica no Brasil O levantamento da Interfarma indica que com a nova lei saindo do papel, o Brasil pode dobrar a participação em estudos clínicos. O país saltaria da 20ª para a 10ª colocação. A economia brasileira pode receber um impulso anual de R$ 6,3 bilhões, além da criação de 56 mil empregos qualificados por ano. “A pesquisa clínica é fundamental para a inovação, além de uma das mais estratégicas ferramentas de saúde pública, desenvolvimento científico e geração de valor econômico. O Brasil já tem potencial para ser líder global. Agora, finalmente temos também um arcabouço regulatório moderno, alinhado com as práticas internacionais, para que ele chegue lá”, explica Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma. Com a lei, estima-se que o número de estudos iniciados anualmente no Brasil saltaria de 254 para 635, representando um investimento direto adicional de R$ 2,1 bilhões ao ano. Entre 2014 e 2023, o Brasil participou de apenas 2% dos estudos clínicos globais. Em 2024, por exemplo, 78,7% dos estudos no país foram patrocinados pela indústria farmacêutica, o que reflete o peso do setor privado no fomento à inovação e um entrave na participação de universidades e centros de pesquisa com a legislação atual. Para que serve pesquisa clínica? A pesquisa clínica é vital para ampliar o acesso à inovação em saúde. Ela envolve testes em grupos controlados de pessoas que são examinadas com frequência para a avaliação da segurança de terapias em estudo. Ela também é, muitas vezes, uma forma de antecipar o contato de médicos e pacientes com novas tecnologias, buscando linhas de tratamento para aqueles que já tentaram as alternativas disponíveis no sistema de saúde sem sucesso. Diante do potencial brasileiro, a Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC) divulgou uma nota no início de agosto afirmando que aguarda com urgência a regulamentação completa da lei. Segundo a SBPPC, a expectativa é de uma publicação da regulamentação ainda em setembro deste ano. “Com a nova legislação devidamente regulamentada, sairemos desse limbo. Sem a regulamentação da lei, ficamos entre o certo e o duvidoso e, dessa forma, abrimos margens para achismos e, como consequência, os maiores prejudicados são os participantes de pesquisa. Sem falar na interrupção de pesquisas envolvendo novas tecnologias, que exigem investimentos e monitoramento constante”, conclui a presidente executiva da SBPPC, Greyce Lousana. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Endometriose e sexo: por que doença provoca dor na hora de transar 2 de fevereiro de 2024 Durante uma conversa no reality show Big Brother Brasil 24 (BBB), a participante Wanessa Camargo afirmou ter se submetido a uma cirurgia para tratar endometriose antes de engravidar de seus filhos. Além de diminuir as chances de gestação, a doença costumava provocar dores na cantora quando ela transava. “Eram feridas… Read More
Notícias 1ª criança diagnosticada com Scid no DF passa por transplante no HCB 19 de dezembro de 2023 Com apenas três meses de idade, o pequeno Miguel de Souza foi o primeiro paciente do DF diagnosticado com síndrome da imunodeficiência combinada grave (Scid, na sigla em inglês) por meio do teste do pezinho ampliado, que passou a fazer parte da triagem neonatal na capital federal em 2023. Em… Read More
Notícias Mito ou verdade: existe uma “segunda puberdade” para as mulheres? 12 de dezembro de 2023 Depois de receber uma vasectomia parcial nos anos 1930 em Londres, o poeta W.B. Yeats pode ter sido o primeiro na história do idioma inglês a afirmar que estava atravessando uma “segunda puberdade”. Ele, certamente, não foi o último a dizer isso. Cem anos depois, a estranha frase se tornou… Read More