Ovo fortificado: veja diferenças nutricionais do alimento modificado Ouvir 15 de janeiro de 2025 Em meio à popularização de dietas com muito consumo de ovo, como a feita pela BBB Gracyanne Barbosa, é preciso entender que nem todos os ovos têm o mesmo impacto na saúde nutricional. Enquanto o ovo comum ficou anos em idas e voltas com a ciência sobre se ele ser prejudicial ao colesterol, o ovo fortificado surgiu como uma alternativa. O alimento mantém os nutrientes comuns do ovo, mas adicionando à dieta alguns ingredientes chave para a vida saudável, especialmente o omêga-3 e o zinco. O processo de fortificação envolve a alteração da alimentação das aves. A ração é enriquecida com ingredientes específicos que aumentam os níveis de determinados nutrientes na gema. Leia também Saúde 40 ovos por dia? Nutris avaliam se dieta de Gracyanne é saudável Saúde Gracyanne: o que acontece no corpo quando você come 40 ovos por dia Saúde Comer mais ovos para ganhar massa muscular funciona? Entenda Claudia Meireles Caso Virginia: qual é o limite de ovos que podemos comer por dia? Ovos ricos em ômega 3 Para ser enriquecido de ômega 3, por exemplo, a alimentação das galinhas se baseia especialmente em consumo de ração com óleo de linhaça, peixes e algas. A quantidade de ômega 3 do ovo depende de vários processos, mas em geral com três ovos fortificados já é possível obter a dose diária do nutriente. O ômega 3, frequentemente adicionado, é conhecido por seu papel na saúde cardiovascular. Ele ajuda a reduzir o colesterol LDL, o chamado “colesterol ruim”, que pode se acumular nas artérias. Estudos indicam que esse nutriente pode ser crucial na prevenção de doenças como infarto e AVC. Além do ômega 3, os ovos podem ser enriquecidos de zinco, selênio ou vitamina E em processos semelhantes. Pesquisa sugere segurança no consumo Como a maioria dos ovos fortificados possui mais ômega 3, seus efeitos no colesterol são mais benéficos do que os de um ovo comum. Um estudo feito por cardiologistas da Universidade de Duke mostrou essa diferença. A pesquisa, divulgada em novembro de 2024, mostrou que durante quatro meses, participantes consumiram ao menos 12 ovos fortificados por semana. Ao final do estudo, eles tiveram um colesterol menor do que o que tinham ao começar a pesquisa e os 140 voluntários tinham menos sintomas das doenças cardiovasculares do que ao começar a investigação. O estudo destacou reduções no colesterol total, na resistência à insulina e no marcador de dano cardíaco troponina. Os níveis de vitamina B também apresentaram melhora, sugerindo benefícios adicionais para pacientes idosos e pessoas com diabetes. Apesar de os ovos fortificados estarem cada vez mais presentes nas prateleiras dos mercados, mas seu preço ainda é mais elevado em comparação aos ovos comuns: por vezes, investimento é o triplo para adquirir uma dúzia do alimento. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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